sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Arbitragem | Bola em jogo

Salvio Spinola
 Arbitro FIFA
BOLA EM JOGO E
BOLA FORA DE JOGO
Muito se falou nesta semana sobre este tema. Quando o árbitro pode considerar que o jogador cometeu uma falta? É requisito para que ocorra uma falta que a bola esteja em jogo, com a bola fora de jogo o árbitro somente pode tomar medidas disciplinares, mostrando cartão amarelo ou vermelho. Em uma cobrança de escanteio se o zagueiro agarrar o atacante antes da bola ser chutada, o árbitro não pode marcar pênalti, somente pode mostrar cartão porque a bola não estava em jogo. Quando a bola está em jogo, independentemente do local, o árbitro pode marcar falta ou pênalti no local onde ocorreu a infração. Um goleiro que faz uma defesa e está com a bola na mão, se cometer uma infração, o árbitro marcará pênalti, porque a infração foi cometida dentro da área e com a bola em jogo. Se o goleiro agredir um adversário após espalmar a bola para escanteio, o árbitro não poderá marcar pênalti, somente a medida disciplinar que é a expulsão.
Resposta da pergunta da semana passada:
Alternativa a) O árbitro pode encerrar o jogo em uma cobrança de escanteio após o término do tempo regulamentar mais os acréscimos.
Pergunta para próxima semana:
Um jogador substituto está se aquecendo atrás do gol, entra em campo, dentro de sua área de pênalti e chuta um adversário com a bola em jogo. O que deve fazer o árbitro?
Responda a enquete ao lado:

O leitor Fábio de Jesus, do Ibirapuera, pergunta:
O jogador de linha tenta fazer uma defesa em baixo da trave de sua trave, a bola bate na sua mão e entra no gol, o árbitro deve marcar pênalti?
Não, deve manter o gol e mostrar cartão amarelo ao jogador, caso ele conseguisse fazer a defesa, impedindo o gol, seria pênalti e expulsão.

Esporte | Futebol Sequestrado

Sílvia Vinhas
BandSports
FUTEBOL SEQUESTRADO

Os torcedores sérvios entraram no Estádio Luiggi Ferrari, em Gênova, na Itália, em jogo válido pelas Eliminatórias da Eurocopa 2012, dispostos a sujar a imagem do país. Os baderneiros queimaram a bandeira da Albânia e um dos cartazes dizia “o Kosovo é nosso". O estádio lotado em Gênova, oi a vitrine perfeita para o protesto dos radicais. O que o mundo assistiu foi uma manifestação política que tem um histórico de confusões. A partida entre as duas seleções foi suspensa por conta do alto grau de violência.
A Uefa abriu investigações sobre o incidente e pode eliminar a seleção sérvia da Eurocopa. Os Albaneses são maioria no país Kosovo, que se autoproclamou independente em 2008. A nação fazia parte da ex-Iugoslávia, liderada pela Servia.
Manifestações como essas são incompatíveis com um mundo real de solidariedade que acompanhamos no resgate sensacional e emocionante dos 33 mineiros, em Copiapó, no Chile. A comoção que tomou conta do planeta durante o içamento dos mineiros soterrados durante 69 dias no Deserto do Atacama, reacende a esperança de que a humanidade tem jeito. Se damos tanto valor à vida de nossos semelhantes enterrados vivos no inferno, não é possível que continuemos eternamente nos matando, praticando a violência no confronto de raças e ideais, num mundo onde o prêmio Nobel da Paz, o dissidente chinês Liu Xiaobo por sua defesa pacífica, paga com anos de prisão e perseguição.
Há mais de 20 anos acompanhando histórias de sucesso e determinação no esporte, ainda acredito que ele pode salvar o mundo. Fui testemunha disso na África do Sul. Nelson Mandela mostrou que através do esporte e do amor uma nação pode se reerguer. O futebol não pode ser sequestrado para outros fins. Vamos preservar a magia do encontro sem preconceitos, violência e insanidade.

Politica | O Exemplo Chile

Aurelio Miguel
Vereador
O EXEMPLO DOS CHILENOS
Já de início quero estabelecer o compromisso de não comentar eventuais conotações de cunho político do episódio que abalou o Chile nos últimos dois meses. Quero me ater ao exemplo de união, de fraternidade, de coragem, determinação e competência que o Chile e os chilenos nos deram nesse período. Que espetáculo de fé, de civismo e, sobretudo de educação, foi-nos dado por esse valente povo andino!
Na última quarta-feira a mina de San Jose deu a luz a 33 novas vidas. Cada um dos chilenos pode e deve ser considerado parteiro desses recém renascidos, tal foi o espetáculo de união que nos apresentaram. Essa garra e fé foram exibidas por aqueles que estavam 700 metros abaixo do solo e por os que tentavam trazê-los de volta, ou seja, uma nação inteira. Esse comportamento contagiou o mundo.
Foi difícil afastar os olhos das transmissões ao vivo do resgate e cuidar da vida real. E o que se viu nas coberturas do evento não parecia ser real. O mais talentoso dos roteiristas de cinema teria dificuldades em criar algo tão emocionante sem correr o risco de parecer fantasioso. No Chile, no Acampamento Esperança, a realidade foi fantasiosa. Mas real! Não faltaram temperos para dar tom humano a desastre do Deserto de Atacama. Alguns provocaram risos, outros lágrimas e a maioria deles nos deixou com nó na garganta.
Mas o mais forte foi a forte presença do sentimento de disciplina exibida tanto entre os que estavam soterrados como entre os membros das equipes de salvamento. Disciplina que gera organização, minimiza falhas, delega poderes, divide responsabilidades e, finalmente, gera resultados. No caso da mina de San Jose, restituiu a vida a 32 chilenos e a um boliviano.
Quero deixar também registrada a democrática cobertura jornalística de responsabilidade da televisão chilena. Podem dizer que pasteurizou o trabalho jornalístico. Prefiro entender que se respeitou a segurança de quem estava lá pára trabalhar, a individualidade dos protagonistas, e a função dos jornalistas. Não faltaram informações, não faltaram imagens, não faltou assunto. Sobrou respeito. Parabéns aos chilenos e ao Chile! 

Vereador Aurélio Miguel
Líder do PR na Câmara Municipal de São Paulo

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Informática | Street View


Silvio Pereira
Consultor - GlobalNet
Google Mapas – Street View
Você já achou a sua casa?

O Google através do seu site de Mapas liberou no dia 30 de setembro para São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte o acesso a visualização Street View, ou seja, um passeio com um show de fotos das ruas destas capitais.
É uma verdadeira exposição de tecnologia e armazenamento de imagens já mais imaginadas. Apesar de alguns cuidados tomados, como embaçar os rostos das pessoas e as placas dos automóveis já existe uma polemica sobre a privacidade e segurança que elas podem trazer aos proprietários dos imóveis e das pessoas que circulavam no momento da geração destas imagens.Em minha opinião, sou totalmente a favor desta novidade por vários motivos, como poder visualizar locais que nunca estivemos antes para melhor se localizar ou fazer viagens virtuais a lugares desejados. Em relação à exposição das pessoas, quem se sentir prejudicado e não quiser permanecer nas imagens geradas, deve comunicar ao Google que efetuará o processo digital para a limpeza da imagem gerada.Não deixem de entrar em um local que vocês já conhecem e vejam como a tecnologia pode proporcionar a todos um show de imagens, mas se quiserem passear virtualmente por um local desejado, acessem também e sinta a beleza do local. O carregamento das imagens possui um desempenho excepcional e a resolução impressionante.
Para acessar o Street View vá para o site do mapas do Google em http://maps.google.com.br/ digite o seu endereço no espaço que antecede o "Pesquisar no Mapa", click e localize a imagem aérea, vá para a opção “mais” e depois “street view” e divirta-se, pois com certeza voce nunca viu nada igual. Veja o modelo do automóvel do Google que está circulando e capturando as imagens ao lado.
Sílvio Pereira, engenheiro de formação com pos-graduação no ITA em Segurança da Informação, trabalha a 25 anos com informática, Consultor especializado em Segurança da Informação, Virtualização e Cloud Computing.
email:
spereira@gn2.com.br

Esportes | A incerteza

Sílvia Vinhas
BandSports
A INCERTEZA DOS LIDERES

Falar de liderança é mexer em um tema complexo que abrange todos os segmentos. Após exercermos nossa cidadania no último domingo, fica a pergunta: o que esperar de um líder? Um país que elege o palhaço Tiririca mostra o retrato da realidade brasileira. Estamos à deriva. O povo grita sua indignação frente aos líderes forjados. Manda também outro recado simplesmente ignorando antigas lideranças que pareciam "grudadas" em suas cadeiras.
E se houvessem eleições no esporte? E se o povo brasileiro, as torcidas organizadas e fanáticas pudessem escolher seus líderes? Será que alguns cartolas e técnicos emplacariam? Continuariam "grudados" em suas cadeiras?
Com certeza teríamos muitas surpresas. As decisões tomadas em nome do esporte nacional por uma minoria que, às vezes me parece parou no tempo, seriam questionadas.
O que não entendo é a passividade, tanto do povo brasileiro em relação a seus políticos como dos torcedores com seus clubes. O político troca de legenda ou domicílio eleitoral e melhora? O técnico afunda um time, é mandado embora e surge como o grande salvador de outro time? Estava ruim lá e melhora aqui? Estou a 20 anos no esporte e nunca entendi isso. A cultura, totalmente brasileira de que se o time vai mal a culpa é do técnico é piada. No mundo do futebol sabemos que quem ganha jogo é o grupo. Estratégia, treinamento, claro, o trabalho é importante, mas o que vale mesmo é o comprometimento e a bola rolando.
A incerteza dos líderes tanto na política quanto no futebol nos leva à reflexão: está em nossas mãos mudar o destino das coisas. Colocar a possibilidade de um futuro melhor do país ou do futebol nas mãos de  alguém é transferir uma responsabilidade que é nossa. Pleitear nossos direitos é mais que um dever.

Política | Obras Praça

Aurelio Miguel
Vereador
COMEÇAM AS OBRAS NA PRAÇA
VINICIUS DE MORAES

Tenho defendido sempre a participação popular no acompanhamento dos trabalhos dos vereadores. Quem vota deve acompanhar aquilo que o vereador que ajudou a eleger está fazendo. Acompanhar e cobrar. Desde o primeiro dia de meu mandato tenho falado isso. Um dos problemas no Brasil é essa falta de participação. A falta de interatividade entre cidadãos eleitos e cidadãos eleitores é grande. Isso acaba ficando sob a responsabilidade de uma minoria de interessados. Essa missão tem que ser ampliada, incentivada às camadas mais humildes da população. Não importa como, a vigilância tem que ser permanente. Séria e cidadã.
Mas entendo também que um vereador não deve ficar à espera da população para dar satisfação sobre seus atos como representante popular. Por isso mesmo neste final de semana minha equipe de assessores estará retornando à Praça Vinicius de Moraes para mostrar o resultado de um trabalho ali realizado nos dias 29 e 30 de maio passado. Naquela oportunidade realizamos uma pesquisa para eleger as principais reivindicações dos usuários da praça e os moradores do entorno.
Tabulamos o resultado das 213 entrevistas e encaminhamos os pedidos mais recorrentes. Agora, voltamos à Praça Vinicius de Moraes para anunciar o início de obras que atendem alguns dos principais pedidos apontados na pesquisa. Uma das campeãs na pesquisa, a criação da Academia da Terceira Idade já está em pleno funcionamento. E, com verbas indicadas por mim junto ao orçamento municipal, começam a serem construídos bebedouros para a população e, novidade, bebedouros para cães. Além disso, será erguida uma jardineira entre a calçada e o leito carroçável da Avenida Giovanni Gronchi, garantindo maior segurança aos usuários que será completada com a reforma do piso da calçada. Para essas melhorias foram reservados R$ 150 mil conforme emenda parlamentar por mim encaminhada.
Mas não é só a Vinicius de Moraes que tem merecido minha atenção. Dando seqüência ao meu trabalho de vereador - atividade que não se limita a aprovar leis, como exigem alguns, consegui que outros logradouros públicos da região do Butantã ganhassem melhorias. Meu papel tem sido o de apurar as necessidades, lutar para que elas sejam supridas e dar satisfação ao cidadão. Mas isso não basta, pois é preciso ficar atento à qualidade e eficiência das obras, respeito a prazos e condições de trabalho. É dinheiro público que está sendo usado. E com ele não se brinca.    
Vereador Aurélio Miguel
Líder do PR na Câmara Municipal de São Paulo

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Informática | Dificil Escolha

Silvio Pereira
Consultor GlobalNet
Como fazer a melhor escolha
em Informática?
Como Consultor, sou sempre questionado com a pergunta clássica: Qual o melhor equipamento para o meu uso pessoal ou profissional? Na verdade esta não é uma resposta fácil, pois envolve uma serie de detalhes para se definir o equipamento e a estrutura adequada. Quando falamos de uso pessoal a resposta é um pouco mais simples, pois a necessidade de integração com os outros equipamentos não é necessária e a escolha correta esta ligada as aplicações a serem utilizadas, como jogos, tratamentos de imagem e som, portabilidade, tamanho da tela, o design e claro que também a preferência pelo “estilo” Windows, Mac ou Linux.
Quando a escolha deve ser para uma empresa, mesmo que ela seja pequena ou media, o conjunto como um todo é o fator mais importante. Não podemos adquirir um equipamento profissional usando os mesmos critérios que fazemos para o nosso uso pessoal. O motivo se deve ao fator integração, ou seja, fazendo uma escolha individualizada você poderá enfrentar problemas como: conexão com o Servidor, impressoras de rede que deveriam ser compartilhadas entre os usuários e não estão, sistemas operacionais dos equipamentos não compatíveis com o seu ambiente, redes wireless, que serviriam muito bem para o seu uso caseiro, mas não para a sua empresa, como diversos outros fatores que migram automaticamente do ambiente pessoal para o profissional. Quando falamos de “estilos” diferentes a complexidade aumenta ainda mais, ou seja, quando queremos utilizar plataformas Macs, Windows ou Linux em um mesmo ambiente, a integração é 100% possível, porém é altamente recomendado que seja feito por profissionais que possuem todos estes conhecimentos.
Quando for adquirir equipamentos para uso profissional procure sempre a ajuda de um especialista, evite comprar somente pela caracterisitica de hardware ou software, mas se preocupe tambem com a integração para evitar que a solução se torne uma dor de cabeça.


Sílvio Pereira, engenheiro de formação com pos-graduação no ITA em Segurança da Informação, trabalha a 25 anos com informática, Consultor especializado em Segurança da Informação, Virtualização e Cloud Computing.
email:
spereira@gn2.com.br

Arbitragem | Acréscimo

Salvio Spinola
Arbitro FIFA
Acréscimo de tempo perdido

A reposição do tempo perdido é de total responsabilidade do árbitro. Não há nenhuma fórmula de cálculo onde o árbitro deve multiplicar uma determinada  quantidade de segundos por substituições ou determinada quantidade de minutos por cada entrada da maca no campo de jogo. O Árbitro utiliza dois relógios, um serve para cronometrar o tempo perdido com atendimento a jogadores lesionados, substituições e reposição de bola. Por volta de 43 minutos de jogo, deve indicar ao quarto árbitro o tempo que irá acrescentar para que este torne pública a decisão tomada quanto ao tempo a ser acrescido. Após esta indicação e caso o jogo seja novamente interrompido, o Árbitro pode fazer novo acréscimo de tempo.
Resposta da pergunta da semana passada:
Alternativa B. Pode mostrar cartão somente para jogadores. Para membros da comissão técnica, apenas pode excluir ou advertir verbalmente.
Pergunta para próxima semana:O árbitro pode encerrar o jogo em um escanteio quando já terminou o tempo regulamentar mais os acréscimos?
Por favor responda a enquete ao lado

O leitor Emerson Villela, de Santo Amaro, pergunta: Em um jogo onde o árbitro concede 3 minutos de acréscimo, ocorre um pênalti marcado pelo árbitro aos 48 minutos, pode o árbitro encerrar o jogo e não deixar cobrar o pênalti? Não, a única situação que a regra permite que continue o jogo após o término do tempo é para cobrança de tiro penal.
 

Esportes | O Sonho

Sílvia Vinhas
BandSports
O sonho ainda não acabou

Foi a primeira vez, desde 1990, que o Basquete Feminino do Brasil não  conseguiu avançar às quartas de final num Mundial. Parou na muralha  das anfitriãs, a Republica Checa. Segundo as jogadoras, o problema  para o baixo desempenho, foi a falta de entrosamento no início do torneio, refletido na derrota para a Coréia do Sul, logo na estréia.
Segundo o técnico Carlos Colinas, contratado em março, não houve a atenção necessária em momentos importantes. Campeã mundial na  Austrália em 1994 e medalha de bronze nos jogos Olímpicos de Sidney, a  veterana Helen também admitiu o rendimento abaixo do esperado na  Republica Checa. Por outro lado, ela manifestou confiança no futuro do elenco brasileiro.
Fiquei muito triste com o resultado decepcionante das nossas meninas,  muito mais pelo trabalho árduo da ex jogadora Hortência, hoje a frente da Confederação Brasileira. Acredito muito nesse grupo e no que está sendo desenvolvido. Essa gestão está preocupada com o futuro do basquete, diferente da anterior, da qual estamos colhendo os frutos agora. Toda uma implantação e grande investimento nas categorias de base está sendo feito.
Acredito na determinação de Hortência que arregaçou as mangas e apostou toda sua experiência num basquete a longo prazo. Levou novos talentos para intercâmbio nos EUA, saiu pelo Brasil  organizando "peneiras" e garimpando atletas, ousou trazer um técnico especialista nas categorias de base, administrou brilhantemente o ego de grandes estrelas, mexeu com o brio, com a vontade, com a confiança. E foi justamente essa confiança que faltou. Tempo para unir o grupo e trabalhar o psicológico, o que na minha opinião,  faz a diferença.
Hortência sempre me passa otimismo com a vida, com seus posicionamentos cheios de vibração e energia. Ela é a maestra de uma nova geração que deve ser muito bem preparada para os próximos anos. Londres e depois Brasil. O sonho não acabou.

Política | Monotrilho

Aurélio Miguel
Vereador
Monotrilho não é a melhor solução

A cidade de São Paulo precisa de soluções de transporte que levem em consideração não apenas o presente, mas o futuro. Nesse sentido, defendo que se descarte imediatamente a idéia da implantação de monotrilho como proposta de transporte público de massa, principalmente na região do Morumbi. Há outros caminhos, mais viáveis (metrô) e muito mais econômicos (corredor de ônibus). Já temos exemplos sobre o prejuízo causado à cidade pelas cicatrizes provocadas com esse tipo de intervenção aérea no cenário da cidade. O elevado Costa e Silva, o Minhocão, está ai para que todos vejam o desastre que é. Resolveu uma questão viária, mas devastou uma enorme área de São Paulo. Na ocasião, outras soluções foram descartadas. Agora pode ser tarde para reverter a verdadeira hecatombe urbana provocada em diversas vias das mais bonitas e significativas da cidade (av. São João, General Olímpio da Silveira, praça Marechal Deodoro, Amaral Gurgel, etc.).
Ao planejar um monotrilho para a região do Morumbi, os responsáveis pelo projeto não estão levando em conta muitas características da região. O tipo de ocupação, a necessidade da população, as características dos bairros atingidos, o valor dos imóveis a serem desapropriados, os prejuízos ao meio ambiente, a degradação visual e habitacional, além de outros prejuízos previstos para a implantação do sistema de monotrilho. Sistema, aliás, que já nasceria com data marcada para ficar ultrapassado, dada a sua conhecida limitação e a demanda crescente. Além disso, modelo criticado nos diversos locais onde foi instalado como Las Vegas, Seatlle (Estados Unidos), Kuala Lampur (Malásia) e Dubai (Emirados Árabes Unidos).
Recente pesquisa do IBOPE mostra que metade da população de São Paulo possui automóvel em casa. Desse total, 26% usam o carro para se locomover ao trabalho. O paulistano demora em média 2h47 por dia para ir e voltar ao serviço. Falta uma melhor condição de mobilidade ao morador da capital paulista. Se essas condições fosses melhores, 76% dos que usam o carro dariam preferência ao transporte coletivo. E essa situação tende a se agravar, pois cresce a cada dia o número de carros nas ruas do município. O sistema de monotrilho não garante essa melhoria para o futuro. O prejuízo que causaria é maior que os benefícios que geraria em curto prazo. Ainda é tempo de se promover uma obra definitiva para solucionar um problema crônico para o paulistano. Vou usar toda minha capacidade de luta para que isso seja alcançado com a melhor aplicação possível do dinheiro público, o menor prejuízo para os moradores das áreas atingidas pela intervenção necessária e a maior longevidade dos benefícios produzidos pelo sistema a ser escolhido. O cidadão de São Paulo exige um transporte coletivo, seguro, confortável, confiável e de qualidade.