sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Reportagem | Reciclagem

O destino do nosso lixo.
Leis são desrespeitadas

A Lei 15.244, de 2010, aumentou de R$ 500 para R$ 12 mil a multa para quem deixa entulho na calçada. Não conseguiu, no entanto, inibir a ação de pessoas que largam no passeio tudo o que não querem mais. O excesso de lixo deixado nas ruas Capital é apontado por ambientalistas e engenheiros como uma das causas das enchentes na cidade.
Garrafas plásticas, entulho e outros detritos são arrastados pela água das chuvas até córregos, rios e piscinões, onde contribuem para diminuir a vazão para dos cursos de água. A falta de fiscalização permanente e as brechas nos textos, porém, impedem o cumprimento da legislação.
Para especialistas, aumentar a multa e realizar operações especiais de fiscalização não resolvem o problema. “É claro que a multa num valor alto inibe as pessoas. Mas o problema está na efetividade da fiscalização. Ela tem de ocorrer todos os dias. Hoje as pessoas ainda não sentem medo de serem pegas, como ocorre, por exemplo, com radares de trânsito”, explica Carlos Silva Filho, diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).
A Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente notificou, desde o ano passado, 60 empresas que usam garrafas PET como embalagens de sues produtos. Dessas indústrias, 20 foram multadas em R$ 250 mil por não cumprir a lei que as obriga a dar destinação para a PET.
Piratas da reciclagem
Todos os dias, uma cena lamentável se repete pelas ruas da cidade. Horas antes da passagem dos caminhões oficiais, homens dirigindo Kombis ou picapes param os veículos praticamente no meio da rua, vasculhando com calma o lixo alheio deixando uma trilha de sujeira espalhada pela via. A Prefeitura, que teria de fiscalizar a ação dos “lixeiros piratas”, diz não saber quantos deles agem em São Paulo. Há suspeitas de que alguns desses “piratas” façam parte de grupos organizados que chegam a oferecer propina a porteiros de prédios em troca de sacos de lixo. Cenas assim se repetem por toda  acidade, principalmente  em regiões quem concentram lojas, bancos e escritórios. 

Cidade | Poda de arvores

Podas radicais em árvores
elevam riscos de queda

Segundo os especialistas em arborização urbana, uma poda bem feita, que respeita o equilíbrio da copa e permite rápida cicatrização dos ramos, faz toda a diferença quando o assunto é a queda de árvores. No caso das podas drásticas, pode acarretar grande desequilíbrio e aumento de chances de tombamento.
Podas radicais também deixam árvores suscetíveis a pragas, porque as plantas não conseguem cicatrizar antes de ter a madeira apodrecida e invadida por cupins e fungos.
Mas o que mais se vê ao circular por São Paulo são intervenções que podem acarretar em danos posteriores. Essas podas são feitas normalmente pela AES Eletropaulo, em conjunto com a Prefeitura, quase sempre em função da fiação elétrica existente na cidade.
O problema é que as podas podem aumentar o risco de queda das árvores, tendo em vista que geralmente são realizadas  sem a presença de um engenheiro agrônomo, pois só ele pode indicar como devem ser feitos os cortes para que a espécie não fique comprometida. Nas regiões de Pinheiros, Butantã, Morumbi, Lapa, Santo Amaro, onde há vasta vegetação, é comum se vê equipes da Prefeitura ou da Eletropaulo executando o serviço. Na Subprefeitura do Butantã, por exemplo, foi realizada uma poda recente em uma das espécies que ficam no estacionamento. Não temos informações se o serviço foi acompanhado por um agrônomo, já que a avaliação prévia de um especialista neste caso seria imprescindível para evitar futuros incidentes.
A empresa AES Eletropaulo, única com permissão de fazer poda em árvores que tocam fios elétricos, explica que, na maioria dos casos o erro foi no planejamento da arborização e que as podas, mesmo que radicais, são feitas para garantir o fornecimento de energia.
Segundo Francisco Rollo, mestre pela Esalq-USP e especialista em recursos florestais, as árvores de grande porte podem ser podadas desde o início de seu crescimento, para que as copas se formem acima da rede elétrica. Da mesma forma, as de médio porte podem ser podadas para ficar abaixo dos fios.

Cidade | Pinheiros - Enchentes

Enchentes ainda têm solução em Pinheiros

Até os anos 1930, a paisagem de Pinheiros remetia a de típicas cidades do interior. Córregos “cortavam” os bairros da região, que ainda mantinham algumas características das áreas rurais, sem grandes edificações ou asfalto predominando. Porém, a partir da década de 1960, o cenário da região começou a mudar com a construção dos primeiros prédios residenciais e a substituição dos paralelepípedos das vias públicas pela pavimentação atual. Os córregos também tiveram de se adaptar aos novos tempos, entre eles, o Verde, que percorre os bairros Jardim das Bandeiras, Vila Madalena, Pinheiros e Jardim Paulistano.
O ribeirão, com nascente próxima das ruas Heitor Penteado e Beatriz Galvão, foi canalizado há cerca de 40 anos e hoje faz os paulistanos lembrarem que ele ainda existe nas épocas de fortes chuvas, quando suas águas transbordam das bocas de lobo e causam enchentes como as das ruas Girassol, Fidalga, Fradique Coutinho, Mateus Grou, Artur de Azevedo, Joaquim Antunes e Cristiano Viana.
No entanto, segundo o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, as inundações na região são agravadas também pelo processo de verticalização da cidade, intensificado nas últimas décadas. “Os córregos são áreas de fundo de vale, que quanto mais impermeabilizadas estiverem, fazem o solo precisar de maior vasão. Quando isso não acontece, surgem as enchentes”.    
A região de Pinheiros é uma das mais valorizadas da Capital pelo mercado imobiliário, o que faz as incorporadoras projetarem edifícios cada vez mais altos. “Por consequência, estes empreendimentos têm garagens maiores, que impermeabilizam o solo, mesmo quando existem áreas verdes no térreo”, afirma Bonduki. “O atual Plano Diretor melhorou um pouco a situação, pois fez com que a taxa de permeabilidade de um terreno passasse de 10% para 15%. Porém, este índice ainda é insuficiente, pois como a região tem declividade acentuada, as águas correm rapidamente para as áreas baixas, os fundos de vale”, completa o urbanista.
Alguns moradores e comerciantes das ruas Fradique Coutinho, Artur de Azevedo e Mateus Grou, situadas em áreas baixas, afirmam que as enchentes passaram a ser mais frequentes após as obras da futura Estação Fradique Coutinho do Metrô serem iniciadas em 2005. No entanto, o Consórcio Via Amarela, responsável pelas obras da Linha 4 - Amarela, informou à Gazeta de Pinheiros - Grupo 1 de Jornais que não tem nenhuma relação com as enchentes e inundações relatadas pela população.
Soluções polêmicas
Uma das saídas para combater as enchentes na região é a construção de um piscinão nas praças General Oliveira Álvares e Jaques Bellange, no bairro do Jardim das Bandeiras. O reservatório, orçado em R$ 14,8 milhões, começou a ser desenvolvido em 2003 pela Secretaria de Infraestrutura Urbana (Siurb) na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy e faz parte do projeto Bacia do Córrego Verde, idealizado para reduzir as enchentes na região.
Porém, a execução do piscinão, licitado em 2008, está impedida, pois a Associação Amigos do Jardim das Bandeiras (AAJB) contatou a Promotoria do Meio Ambiente e conseguiu a paralisação do projeto na Justiça. O argumento utilizado pela entidade foi que a proposta do piscinão não inclui estudos suficientes que demonstrem os impactos ambientais que pode provocar na região, como, por exemplo, a remoção de árvores raras das duas praças.
Segundo o presidente da AAJB, o arquiteto e urbanista Caio Machado, a melhor alternativa para se reduzir os efeitos dos alagamentos em Pinheiros seria a reativação de galerias desativadas, reforma das já existentes e abertura de novas bocas de lobo. “Encomendamos um estudo técnico para provar à Siurb que há outras saídas para se resolver a situação, menos dispendiosas e mais práticas”, disse em entrevista à Gazeta de Pinheiros.
Caio Machado tem o apoio da presidente da Rede Nossa São Paulo, Lucila Lacreta, também moradora do Jardim das Bandeiras. “Hoje temos sob o canteiro das ruas Girassol, Belmiro Braga e Horácio Lane um ‘salão’ anexo a duas galerias desativadas, que poderiam captar as águas das chuvas e evitar alagamentos naquela área”, afirma ela. “No entanto, como essas estruturas são antigas, caso não venham a ser utilizadas, podem até desmoronar de maneira semelhante à galeria que passa sob a Rua Cipriano Juca, quando um buraco se abriu e engoliu um carro no último dia 11”, adverte.
O projeto Bacia do Córrego Verde ainda inclui a implantação de uma nova galeria ao longo das ruas Joaquim Antunes e Artur Azevedo, conectada ao trecho do Córrego Verde situado sob a Rua Mateus Grou. A iniciativa engloba também um piscinão a ser construído junto ao sacolão do Viaduto Sumaré, na Rua João Moura, que deverá abater as cheias no cruzamento da Rua Fradique Coutinho.
Alternativas ecológicas
Outra opção para reduzir os impactos das enchentes em Pinheiros é a implantação de um parque linear ao longo do Córrego Verde, encomendado recentemente pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. O projeto, desenvolvido pelo escritório de arquitetura Davis Brody Aedas, propõe a reconstituição da drenagem ecológica e natural do trecho do canal entre a Rua Heitor Penteado e o beco da Rua Belmiro Braga.
Caso o parque linear seja realizado como proposto, o Córrego Verde voltaria a correr ao ar livre e a se integrar ao cotidiano da região, pois teria áreas de lazer ao longo do seu traçado. O projeto será financiado pelo Metrô, através de um Termo de Compromisso Ambiental, como compensação pelas obras da Linha 4 - Amarela. A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente estima que a versão final do projeto esteja pronta até o primeiro semestre de 2011, para depois licitar a obra.
A Subprefeitura de Pinheiros também desenvolve um planejamento próprio para reduzir a ocorrência dos alagamentos. O trabalho, iniciado em 2008, consiste numa análise sobre a capacidade de captação e drenagem das águas nas ruas da região. O estudo foi licitado em junho de 2010 e aguarda liberação de recursos para contratação, que deve ocorrer nos primeiros meses de 2011. A subprefeitura ainda esclarece que as bocas de lobo das ruas Fradique Coutinho, Mateus Grou e Joaquim Antunes são limpas constantemente.
Já Nabil Bonduki sugere uma série de pequenas intervenções que visam não só a solução dos alagamentos já existentes, mais a prevenção de outros novos. “Precisamos rever o processo de ocupação do solo, implantar  tanques de retenção das águas da chuva em cada novo empreendimento, estimular as casas antigas a retirar a pavimentação dos quintais, reduzir o leito carroçável das ruas e ampliar as calçadas verdes”. Ainda segundo ele, grandes obras pontuais, como os piscinões, não são a única saída para o problema. “A mudança de consciência e da cultura urbana do poder público e da população é fundamental, assim como a mudança quanto à visão de desenvolvimento da cidade”.

Diego Gouvêa

Reportagem | Faria Lima Canteiros

Canteiros da Faria Lima serão revitalizados

O canteiro central da Avenida Brigadeiro Faria Lima será revitalizado por meio de um Termo de Cooperação entre a Subprefeitura de Pinheiros e a empresa de publicidade Doc Service, que ficará responsável também pela manutenção e limpeza da área verde. No local, com 22 mil m² de extensão, serão plantados arbustos, grama esmeralda e amendoim, além de lírios e agapanthus. Em contrapartida, a empresa poderá expor sua marca no canteiro pelo período de três anos, conforme definido no acordo que já entrou em vigor.
A Subprefeitura de Pinheiros assinou também neste mês um outro Termo de Cooperação para que seis praças e canteiros da região sejam mantidos pelo banco Santander. As áreas em questão são os canteiros centrais das avenidas Cidade Jardim, Presidente Juscelino Kubitschek e 9 de Julho. Já as praças contempladas pelo acordo são Portugal e Coração de Maria. Os canteiros centrais têm juntos 5.200 metros lineares, e as praças 4.900 m². O Termo de Cooperação com o Santander tem duração de três anos.

Reportagem | Sacolas Plasticas

Comércio reduz o uso de sacolas plásticas

Consideradas “vilãs” da natureza pelos ambientalistas, grandes cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Ribeirão Preto têm projetos de lei parar proibir o uso de sacolas plásticas. As maiores redes de supermercado do País já se programam para o fim da distribuição de sacolas plásticas gratuitas em suas lojas. As três maiores empresas varejistas já trabalham para extinguir ou diminuir o uso de sacolas e oferecem alternativas aos clientes.
No Rio já vigora norma quer não proíbe as sacolas, mas obriga o comerciante a dar desconto de R$ 0,03 a cada cinco produtos comprados sem o uso delas. Outros países como Itália, França, Alemanha, China e África do Sul, baniram ou cobram por seu uso.
A Apas (Associação Paulista de Supermercados) declara ser favorável aos projetos e já implantou um plano-piloto em Jundiaí/SP. “Existe uma cobrança por parte dos segmentos ambientais, que dão a imagem de vilão ao supermercado”, disse Orlando Morando, vice-presidente e diretor de comunicação da Apas.
O custo com as sacolas – que varia de 0,3% a 0,7% do faturamento bruto, segundo a Apas – pode encarecer o produto na gôndola, já que os varejistas o repassam o consumidor. Segundo O Procon, o varejo pode cobrar pelas sacolas para desestimular o uso, desde que informe aos consumidores previamente.
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) estima que o País consuma cerca de 12 bilhões de sacolas ao ano, ou 63 por habitante.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Informatica | Office 2010

Silvio Pereira
Consultor GlobalNet
Office 2010
Qual versão devo utilizar?
Tenho alguns clientes e amigos que tem me perguntado, com certa frequência, qual versão ideal do Office 2010 utilizar e adquirir de forma legal sem cair no problema de pirataria (uso ilegal da licença de um produto de software).
A Microsoft desde o segundo semestre do ano passado disponibilizou o Office 2010 em diversas formas de licenciamento, porem irei esclarecer e detalhar melhor os produtos do Office 2010 para o uso da pessoa física, pequenas e medias empresas, pois é neste mercado que as duvidas são mais encontradas.
O Office 2010 mais indicado para este mercado é o FPP (Full package Product), ou seja, o produto caixa que acompanha a licença e a mídia do produto.  O FPP possui 3 versões: Office Home and Student, Office Home and Business e o Office Professional.
O Office Home and Student é para ser utilizado em residências e acompanha os seguintes produtos: Word 2010, Excel 2010, PowerPoint 2010 e o OneNote 2010. A grande vantagem deste produto é o preço, média de R$199,00, podendo ser utilizado legalmente para até 3 maquinas da mesma residência, ou seja R$66,33/usuário.
A versão Office Home and Business é para ser utilizado em empresas pequenas e médias e acompanha os seguintes produtos: Word 2010, Excel 2010, PowerPoint 2010, OneNote 2010 e o Outlook 2010. O diferencial deste produto é a utilização do Outlook 2010, ferramenta de e-mail de alto desempenho e recursos, além da licença permitir utiliza-lo em um equipamento do escritório e simultaneamente na residência, desde que seja do mesmo usuário. O preço médio do produto é de R$499,00, ou seja, R$249,50/usuário.
O Office Professional completa a linha, incluindo na versão anterior os produtos Access 2010 e o Publisher 2010. O uso deste produto é recomendado para usuários que necessitam de um destes dois recursos adicionais. O preço médio do produto é de R$999,00.
Outra grande dica de economia, é que o licenciamento por volume atual que a Microsoft sempre teve melhore preços, devido a recursos adicionais utilizados por corporações e incluído no produto, esta com preço superior ao FPP fazendo que algumas empresas que poderiam comprar esta forma de licenciamento e não façam uso destes recursos adicionais, façam a opção por FPP.
Assistam este video sobre o Office 2010, muito interessante.
Para visitar o site da Microsoft e ver a comparação dos 3 produtos, acesse:
Sílvio Pereira, engenheiro de formação com pos-graduação no ITA em Segurança da Informação, trabalha a 25 anos com informática, Consultor especializado em Segurança da Informação, Virtualização e Cloud Computing.
email:
spereira@gn2.com.br

Arbitragem | Árbitros Adicionais

Salvio Spinola
Árbitro FIFA
Árbitros adicionais
Neste final de semana começa mais um Paulistão. Tem novidades no regulamento e na arbitragem. O Campeonato será disputado em 19 rodadas com todas as equipes jogando entre si em turno único. Os 8 primeiros classificados disputam as oitavas de final em partida única, seguindo assim  nas quartas de final e semifinal. Somente a final será disputada em melhor de duas partidas. Serão jogos eletrizantes, com muita emoção e disputa. No campo da arbitragem a novidade é a experiência com árbitros adicionais que ficarão posicionados próximos a trave, no lado oposto ao árbitro assistente. Sua função será informar ao árbitro sobre irregularidades, legitimando os resultados. A decisão final continua sendo do árbitro central. Interpretações diferentes poderão ocorrer, mas os lances de matéria exata, como situações se a bola entrou ou não no gol, terá mais auxilio ou mais dois olhos humanos para verificar. Possivelmente em muitos jogos o árbitro adicional não terá participação, mas como no futebol os lances são inéditos e exclusivos, se ocorrer um lance igual ao que vimos na Copa da África no jogo entre as Seleções da Inglaterra e Alemanha, no Paulistão a arbitragem estará mais preparada para acertar. É a FIFA fazendo todas as experiências possíveis com a participação humana, antes de implantar tecnologia.
Pergunta para a próxima semana:
Se um árbitro não confirmar um gol marcado após a cobrança de pênalti em que a bola ultrapassou a rede, e a equipe que se beneficiaria deste gol não se classifica por te saldo de gols inferior, e com este gol teria se classificado, pode esta equipe solicitar que este gol seja computado a seu favor?
a)      Não, porque as decisões dos árbitros são definitivas.
b)      Sim, porque o gol foi legítimo.
c)       Sim, porque não trará prejuízos a equipe que sofreu o gol.

Esportes | Celebrar a vida!

Silvia Vinhas
BandSport
Celebrar a vida!
Uma avalanche de emoções tomou conta do noticiário nesta semana. As fortes  chuvas dos últimos dias na região Sudeste foram avassaladoras. Sempre anunciadas e esperadas todos os verões, causaram transtornos e mortes.
Imagens de verdadeiros milagres, como o bebê que sobreviveu abraçado ao pai após 12hs preso nos escombros, uma família inteira morta pela força das águas, ou da mulher que tem que abandonar seu cachorro para poder ser salva, nos fazem refletir como a vida é frágil e merece ser valorizada com sentimentos nobres.
Do outro lado do mundo, após um ano do terremoto que praticamente destruiu o Haiti e matou mais de 300 mil pessoas, alguns sobreviventes  decidiram celebrar a vida. Homens que precisaram ser amputados depois do dia 12 de janeiro do ano passado, ao invés de mergulharem na tristeza pelos membros que não possuem mais, decidiram fundar um time de futebol para amputados. O Zaryen tem 23 jogadores e, entre eles, estão 17 deficientes. Nesta semana o time enfrentou a seleção nacional de futebol para amputados no estádio do Haiti e perdeu por dois a zero. Mas o resultado não importa! O jogo foi uma prova de que a luta para sobreviver valeu a pena e que a vida merece ser celebrada.
E no mesmo instante em que as mortes aconteciam nas enchentes que assolaram o Rio, Ronaldinho Gaúcho celebrava, com mais de vinte mil pessoas, o contrato milionário e o final feliz de um vergonhoso leilão protagonizado por um despreparado e arrogante Assis, irmão e empresário do jogador.
Contrastes incompatíveis com a realidade brasileira ... e mundial.

Editorial | Ciencia - Fé - Religião

Ciência – Fé – Religião

A entrevista virtual com o cientista Sam Harris, formado em filosofia pela Universidade de Stanford-USA e autor de vários livros premiados, leva aos nossos leitores como a ciência está tendo uma forte influência na fé e na religião.
G1 – Em seu livro “Carta a uma Nação Cristã”, o Sr. fala da moralidade, da honestidade e da humildade do ateísmo. Como é isso? 
Sam Harris – A religião divide os povos, exacerba os conflitos entre as várias seitas, provocando ódios e divisões. Esse comportamento apaixonado dificulta a compreensão e apaixona as pessoas, levando-as a caminhos irracionais. Já no ateísmo, só uma bandeira flâmula: a da lógica, da ciência e da compreensão.
G1 – O que o Sr. nos diz sobre a tolerância religiosa?
Sam Harris – Bilhões de pessoas acreditam que o criador do universo escreveu (ou ditou) um dos nossos livros (Bíblia ou Alcorão), embora há muitos livros que alegam ter autoria divina, e fazem afirmações incompatíveis entre si a cerca de como nós todos devemos viver. Doutrinas religiosas rivais fragmentaram o nosso mundo em comunidades morais separadas, e essas divisões se tornaram uma causa incessante de conflitos humanos. Diante de tal quadro impera a intolerância. Ora, o homem racional, inteligente e distante de todo tipo de religião e fé, é, por excelência, tolerante.
G1 – Fale-nos sobre o conflito entre ciência e religião.
Sam Harris – O conflito entre ciência e religião pode deduzir-se a um simples fato do discurso humano: ou uma pessoa tem bons motivos para acreditar naquilo que acredita ou não tem. Se houvesse boas razões para acreditar que Jesus nasceu de uma mulher virgem ou que Maomé voou para o céu em um cavalo alado, essas crenças necessariamente fariam parte da nossa descrição racional do universo. Já é hora de reconhecermos que a “fé” não é nada mais do que a licença que as pessoas religiosas dão umas às outras para continuar acreditando, quando não há razões para acreditar.

O. Donnini, jornalista.

Reportagem | Enchentes Zona Oeste

Chuvas causam estragos na zona Oeste

Nos últimos 15 dias a população da zona Oeste de São Paulo tem sofrido com os efeitos das chuvas intensas. Nos bairros de Pinheiros e Pompeia o problema são os alagamentos, que atingem até 2 metros de altura e formam fortes correntezas em ruas e avenidas.
Na Pompeia a situação mais grave é a da região compreendida pela Praça Marrey Júnior, Rua Turiaçu e o cruzamento das avenidas Francisco Matarazzo e Pompeia. Quando ocorre a chuva é comum a cena de carros boiando ou tragados pela água. A construção de um piscinão no bairro já foi descartada pela Prefeitura de São Paulo, que agora estuda a implantação de duas galerias para os córregos da Água Preta e Sumaré, existentes sob as ruas e avenidas onde acontecem as enchentes. Porém, ainda não há prazo para início do projeto.
Já em Pinheiros as chuvas causam transtornos semelhantes aos da Pompeia, nas ruas Joaquim Antunes, Mateus Grou, Fradique Coutinho e Cristiano Viana. Nestes locais, moradores ficam impedidos de entrar ou sair dos edifícios. As garagens subterrâneas são alagadas e, por consequência, os veículos têm o motor e o espaço interno comprometidos.
Na Vila Madalena, um buraco de quatro metros de profundidade se abriu na última terça-feira (11), no cruzamento das ruas Cipriano Juca e Gerard David. No momento em que o solo se abriu, um carro foi engolido, mas a motorista conseguiu sair ilesa pelo porta-malas. Moradores das imediações afirmam que a abertura no asfalto aumentou nos últimos anos. No local há tubulações da Sabesp que foram consertadas na segunda-feira (10) e uma galeria pluvial que quebrou, sendo a possível causa do problema. Os reparos já foram iniciados e devem ser concluídos nos próximos dias. O trânsito no cruzamento está interditado.