sexta-feira, 3 de junho de 2011

São Paulo - Região não se previne contra as próximas enchentes

Enquanto ainda faltam aproximadamente seis meses para o próximo verão, projetos da Prefeitura de São Paulo para o combate às enchentes continuam no papel, e algumas regiões da capital paulista como Pinheiros, Vila Madalena e Pompéia devem sofrer novamente quando as fortes chuvas retornarem.
Na região de Pinheiros, mas precisamente no bairro do Jardim das Bandeiras, a administração municipal prevê a construção de um piscinão, nas praças General Oliveira Álvares e Jaques Bellange, ao custo de R$ 25 milhões. Mas a obra ainda precisa de uma licença ambiental para ser executada, pois moradores locais conseguiram congelar a obra na Justiça, sob alegação de prováveis impactos urbanísticos no entorno, caso o projeto seja executado. Como alternativa, eles defendem a reforma de um antigo sistema de galerias, com ligação direta ao Rio Pinheiros.
Mas, enquanto nenhuma das intervenções se inicia de fato, o Jardim das Bandeiras e os bairros vizinhos, Vila Madalena e Pinheiros, sofrem com frequentes alagamentos e a abertura de grandes buracos nas vias; alguns engolindo até carros, como no caso da Rua Cipriano Juca, em janeiro.
As galerias também poderão ser a opção mais viável na região da Lapa, onde os moradores sofrem com as chuvas que causam alagamentos frequentes no cruzamento das avenidas Francisco Matarazzo e Pompéia, e também na Rua Turiaçu, próximo da Praça Marrey Júnior. Quando concluídos, os túneis deverão encaminhar as águas para o Rio Tietê.
Ainda na região da Lapa, a Prefeitura há anos cogita implantar um piscinão, porém os altos custos com desapropriações dificultam o projeto, que já consumiu com outros estudos de combate às chuvas cerca de R$ 500 mil. Hoje, a construção de novas galerias para os córregos Água Preta e Sumaré, estimadas em R$ 90 milhões, é indicada como a melhor alternativa para os alagamentos. No entanto, assim como o piscinão e as galerias de Pinheiros, as obras na Lapa também não têm previsão para serem iniciadas.

Furto de veículos aumenta na Zona Oeste

Os distritos da Lapa, Pinheiros e Perdizes registraram juntos em abril um aumento no número de veículos furtados, com 424 casos. Em março, essas áreas tiveram 383 ocorrências, de acordo com dados divulgados no final de maio pela Secretaria de Segurança Pública. A zona Oeste da capital paulista é a região onde este tipo de crime é mais frequente.
Desde o início do ano, Lapa e Perdizes tiveram respectivamente 535 e 473 ocorrências. De acordo com especialistas em segurança, os furtos nestes distritos acontecem por fatores semelhantes. As áreas são caracterizadas por prédios residenciais, onde visitantes e até moradores costumam estacionar os carros nas ruas, atraindo a atenção de bandidos que circulam pelas ruas à procura de uma oportunidade. Em março, Perdizes teve 104 furtos, enquanto em abril foram 175. Por sua vez, a Lapa apresentou queda, com 160 casos em março e 125 em abril.
Já em Pinheiros, onde foram contabilizados 484 furtos a partir de janeiro, o comércio durante o dia e a concentração de bares e restaurantes abertos à noite atraem pessoas de outras regiões, fazendo com que haja circulação intensa de veículos nas ruas locais. Pontos das vias com pouca iluminação são os que mais favorecem as ações dos bandidos, raramente presenciados por pessoas nos estabelecimentos do entorno. Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que em março Pinheiros teve 119 furtos, e em abril, 124.
No ano passado, moradores e comerciantes da Rua Joaquim Antunes, em Pinheiros, além de furtos, também presenciavam assaltos, facilitados pelas sombras das árvores que impediam a passagem das luzes dos postes. Mas, ações da Polícia Militar, como as rondas ostensivas e a criação de um canal de comunicação direto com os condomínios, reduziram significativamente as ocorrências.

Rua dos Pinheiros - Bulevar prevê proteção a pedestres

No último dia 27, a Associação de Moradores e Empresários de Pinheiros (AMEPI) se reuniu com representantes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para discutir a viabilização de uma série de intervenções viárias previstas no projeto do bulevar da Rua dos Pinheiros. Alguns dos principais pontos abordados no encontro foram os avanços das calçadas para proteção dos pedestres, nova sinalização e implantação de uma ciclofaixa ao longo da via.
Como um dos principais objetivos da proposta do bulevar é atrair moradores do bairro para a Rua dos Pinheiros aos finais de semana, a AMEPI estuda um meio para que as calçadas da via estimulem caminhadas. O avanço das esquinas foi a opção sugerida pelos representantes da CET. “Com esta readequação do passeio os veículos que estiverem na Rua dos Pinheiros poderão acessar as vias transversais sem por em risco os pedestres”, afirmou Samuel Oliveira, técnico do órgão.
Para que a extensão das calçadas seja realizada, a AMEPI solicitará à CET um croqui com o estudo das esquinas que tenham potencial para receber este tipo de alteração viária. “Com o requerimento, trabalhos posteriores poderão ser desenvolvidos de maneira mais ágil”, disse Regina Silva de Sousa, também técnica da companhia. Outras intervenções previstas pela AMEPI na Rua dos Pinheiros são o prolongamento da Ciclofaixa de Lazer e um novo sistema de sinalização que favoreça a circulação dos pedestres e oriente melhor os motoristas.
Também participaram da última reunião da AMPEI os empresários Marcelo Prota e José Eduardo de Jesus, além da jornalista Elizabeth Russo Andrade. Interessados em conhecer mais sobre os trabalhos da entidade e o bulevar da Rua dos Pinheiros podem obter informações pelo e-mail analucia@grupo1.com.br ou pelas reuniões da entidade.

Metrô - Lembranças da Estação Cratera

Apesar de proporcionar um benefício significativo ao desenvolvimento da zona Oeste, a inauguração da Estação Pinheiros do Metrô, realizada em 16 de maio, ainda remete ao trágico acidente do dia 12 de janeiro de 2007, quando sete pessoas perderam a vida na tarde de uma sexta-feira. A lembrança do episódio talvez venha a ser esquecida por alguns paulistanos que utilizarão diariamente a estação, sendo tragada aos poucos pelo cotidiano. Mas, dificilmente sairá da memória dos que acompanharam de maneira mais próxima o acontecimento. Para mostrar as repercussões geradas até hoje pela tragédia, a Gazeta de Pinheiros - Grupo 1 de Jornais contatou alguns dos personagens afetados pelo acidente, que, após seis anos, ainda não foi esquecido por eles. Nesta edição, a equipe do 4º Grupamento de Bombeiros detalha como foi o trabalho de resgate das vítimas no canteiro de obras da Estação Pinheiros.
Chamada incomum
No final da manhã do dia 12 de janeiro de 2007, a equipe do 4º Grupamento dos Bombeiros, região do Butantã, já havia encerrado todos os seus primeiros procedimentos de rotina, como vistoria de equipamentos e exercícios físicos. Por volta das 15h30, após o almoço, uma chamada de emergência pouco comum chegava à unidade da qual a tenente Priscila Mayume Oyama fazia parte na época. Todas as viaturas foram acionadas. “Era meu horário de folga, mas como fui informada de que algo ‘grande’ havia acontecido, me apresentei à equipe de resgate” conta ela.

Bairros da zona Oeste sofrem desmatamento

Nos primeiros quatro meses do ano, São Paulo, uma das metrópoles menos verdes do  mundo, perdeu 12.187 árvores. É como se quase um Ibirapuera inteiro tivesse sumido entre 1º de janeiro a 30 de abril. Os números fazem parte de um levantamento da Comissão do Verde e do Meio Ambiente da Câmara Municipal.
Todos os cortes – que incluem também pedidos particulares e a retirada de 621 árvores mortas (5,1% do total) – foram autorizadas pela Prefeitura. O governo sempre exige um replantio de mudas maior do que o número de cortes autorizados. Mas a eficácia dessa compensação ambiental é duvidosa e muitas vezes executada sem sucesso ou qualquer tipo de fiscalização.
Pelas autorizações de 2010, é possível observar, por exemplo, como alguns dos últimos fragmentos de mata na região do Morumbi estão desaparecendo para dar lugar a torres com mais de 20 andares.
A impermeabilização avança sobre terrenos localizados entre o Panamby e a Vila Andrade, em um imenso matagal que ainda separava os condomínios de classe média alta das favelas do Campo Limpo. Sem a mata, que agregava espécies nativas da Mata Atlântica, como araucárias e aroeiras, essa divisão praticamente sumiu – e o ar agradável da região também  parece estar com os dias contados. Nesse miolo desmatado do Morumbi surgiu há uma década o bairro Jardim Sul, onde praticamente só existem condomínios fechados de alto padrão. 
Bairros como Butantã, Jardim Sul e o Panamby, cobertos de floresta nativa há menos de duas décadas atrás, são hoje verdadeiros aglomerados de altas torres em condomínios fechados. E as ameaças prosseguem, como nas matas na frente do Parque Burle Marx e no Colégio Nossa Senhora do Morumbi.
A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente afirma que seus fiscais vão a campo conferir “árvore por árvore plantada” segundo as exigências dos termos de Compensação Ambiental (TCAs). 

Novas regras podem desativar helipontos em SP

No total, São Paulo tem ao menos 215 helipontos registrados na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Desde o ano passado, uma lei municipal sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab exige que os equipamentos tenham licença ambiental. A ideia era disciplinar o negócio na metrópole, que possui uma das maiores frotas do mundo, com a média atual de 400 pousos e decolagens por dia.
Entre outros problemas, as novas medidas tinham como objetivo evitar que moradores de bairros residenciais, como os vizinhos da região da Avenida Faria Lima, Vila Olímpia, Ibirapuera, Butantã e Alto da Lapa se sintam incomodados com o barulho, e para afastar o zum-zum-zum próximo a escolas e hospitais. 
Passado pouco mais de um ano, nada menos que quarenta helipontos foram fechados – o equivalente a 20% do total existente, segundo um levantamento da Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero (Abraphe). Outros trinta correm o risco iminente de ter o mesmo fim. “Se isso não for revisto, ninguém terá mais como trabalhar por aqui”, afirma Elza Barbosa Martins, síndica do Edifício Edel Trade Center, na Avenida Ibirapuera, cuja plataforma fincada no topo deveria ter sido desativada em dezembro. Ela só se mantém graças a um recurso que está sob análise na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, um dos órgãos responsáveis pela fiscalização.

Largo da Batata terá obras retomadas

As obras de revitalização do Largo da Batata devem ser retomadas no segundo semestre, e entre as principais intervenções programadas estão o aterramento da fiação elétrica e a padronização das calçadas. O reinício dos trabalhos consiste na segunda fase do projeto, que inclui ainda a implantação de quatro novas ruas e a finalização de um terminal de ônibus anexo à Estação Pinheiros do Metrô.
Com um orçamento de R$ 140 milhões, a revitalização do Largo da Batata deve ser concluída em um ano e meio, com a entrega prevista para o final de 2012. A Avenida Brigadeiro Faria Lima e as ruas Sumidouro, Paes Leme, Butantã e Teodoro Sampaio terão a fiação elétrica aterrada e as calçadas padronizadas, sendo que outras 14 vias também terão o passeio reformado.
No plano de revitalização do Largo da Batata também consta a implantação de um calçadão na Rua Cardeal Arcoverde, que substituirá o leito viário, permitindo apenas a circulação de pedestres. A restrição do tráfego acontecerá em dois quarteirões da via, situados nos dois lados da Faria Lima.
Outras intervenções viárias também serão realizadas, como a abertura de novas ruas, entre a Teodoro Sampaio e o calçadão da Cardeal, e entre a Butantã e a Padre Carvalho. Já as ruas Capri, Eugênio de Medeiros e Sumidouro serão alargadas para permitir o melhor fluxo do trânsito, pois serão utilizadas pelos ônibus do terminal. Os largos de Pinheiros e da Batata serão unificados por meio de uma explanada e da alteração do traçado da Rua Fernão Dias.

O leitor escreve

Licença ambiental do Itaquerão
“A imprensa noticiou e os fatos a seguir confirmaram que o documento solicitando licença ambiental para as obras de construção do Itaquerão deu entrada na Secretaria do Verde e Meio Ambiente numa 5ª feira e a licença foi concedida na 4ª feira seguinte, ou seja, 7 dias após! Alguns otimistas disseram “Prazo Recorde”. Não foi prazo recorde nenhum porque para este caso simplesmente não existiu nenhum prazo; prazo zero; 7 dias após entrega, em qualquer repartição pública no Brasil esse documento não teria nem sido aberto. Certamente foi o que aconteceu. É evidente que a licença foi concedida por ordem superior, o que se constitui num precedente “sem precedentes”, que tem o único mérito de desmoralizar processo tão importante para a sustentabilidade do desenvolvimento da nossa cidade.
O pior disso tudo não foi a petulância do nosso prefeito de liberar a licença nessas condições, mas o fato de não ter aparecido nenhuma voz, nem da imprensa, nem de ninguém que demonstrasse um mínimo de indignação com procedimento tão lamentável”.
Julio Cerqueira Cesar Neto
Shopping Butantã anuncia melhorias

Casa Cor 2011 - Especial 25 anos de sucesso!

Para celebrar a 25ª edição da mostra, Casa Cor reúne em um ambiente especial, os momentos mais marcantes de sua trajetória. “Organizamos uma exposição com momentos importantes de Casa Cor, retratada em ambientes, produtos e tendências marcantes que viraram ícones nas casas dos brasileiros”, afirma Angelo Derenze, presidente da Casa Cor.
Ambientes que revelam o prazer de morar bem com tecnologia e conforto é o tema da edição 2011 de Casa Cor. O público tem a oportunidade de notar que a tecnologia, antes aplicada apenas em ambientes corporativos, também faz parte da rotina dos lares brasileiros, garantindo comodidade, economia de recursos e preservação do meio ambiente. “Há uma forte demanda e um crescimento exponencial deste mercado, atenta às tendências do setor, Casa Cor trouxe esta temática para a mostra”, declara Angelo Derenze, presidente de Casa Cor.
Reconhecida internacionalmente como o maior evento de arquitetura, decoração e paisagismo das Américas, e o segundo maior do mundo, Casa Cor chega à sua edição comemorativa com 56 mil m², 106 ambientes 155 profissionais e quatro mostras simultâneas: a tradicional Casa Cor, com tendências em arquitetura, decoração e paisagismo, voltadas para o “morar bem”; Casa Kids, voltada para o universo infantil, com ambientes especialmente projetados para crianças de até 12 anos; Casa Hotel, destinada aos profissionais do setor de hotelaria e turismo ao apresentar as tendências dos hotéis mais charmosos do Brasil e do mundo; e Casa Talento, uma oportunidade para novos talentos da arte e do design brasileiro mostrarem seus melhores trabalhos sob um grande conceito. Com a expectativa de receber 180 mil visitantes nos 53 dias de vento, Casa Cor será realizada até o dia 12 de julho, no Jockey Club de São Paulo.

Gaston Bonnet

Visita à redação
Visitou a redação do Grupo 1 de Jornais – Gazeta de Pinheiros, Cesar Roberto Leão Granieri, presidente do Sindi-Clube (Sindicato dos Clubes do Estado de São Paulo) e reitor da Universidade Corporativa Sindi-Clube. Granieri foi recepcionado pelos diretores Marcos Rodrigues dos Santos, Wilson e Ana Lúcia Donnini.  
Concurso no Grupo 1
Regina Célia dos Santos, funcionária da Subprefeitura do Butantã e moradora em Cotia, ganhou o 1º lugar no concurso do Grupo 1 – Gazeta de Pinheiros para responder à pergunta: “Com quem você partilharia a fonte da juventude?”. Ela enviou a melhor resposta e ganhou 4 ingressos para o filme Piratas do Caribe + um brinde (camiseta) do filme. Na foto, Regina na redação do Grupo 1 recebendo seus prêmios.    
Banco do Brasil: desafio
No Brasil, a administração pública está (entre bem e mal administrada) em 5.200 municípios. O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, aceitou o desafio em abrir 600 agências e contratar 4 mil funcionários este ano. Até 2015, o objetivo do banco é estar em todos os municípios.    
Metais pesados na água
Segundo o professor Wanderlei Pignati, médico e docente da disciplina de toxicologia na Universidade Federal de Mato Grosso, o litro de água que a população bebe hoje pode ter 13 tipos de metais pesados, 13 tipos de solventes, 22 tipos de agrotóxicos diferentes, 6 tipos de desinfetantes. “Hoje, a questão mais importante na contaminação da água não é a bactéria, mas toda essa contaminação química”, afirma.
Projetos no esporte
O ex-presidente do Esporte Clube Pinheiros, Antonio Moreno Neto, passa a integrar o Lide Esporte. Ele fará o meio campo entre a presidência de clubes e confederações com a associação de empresas privadas que capta investimento de projetos na área do esporte.   
Problemas ambientais