sexta-feira, 8 de julho de 2011

A Lição de Cielo

Silvia Vinhas
BandSports
Quando a notícia do doping do nadador mais rápido do mundo veio, confesso que não acreditei. Mais um? Mais um distraído? Mais um indisciplinado? Mais um desavisado? O que está acontecendo com os atletas? Há muito tempo que o esporte não é mais um treinamento isolado, na piscina ou na quadra do prédio, no campinho perto da escola... Há muito tempo a equipe multidisciplinar entrou em cena, principalmente para sustentar os chamados atletas de ponta. Estamos falando de atletas que tem suporte de nível internacional. No caso de Cielo, um menino de ouro, vindo do interior, cuidado sob os olhos atentos da família, que teve ainda apoio financeiro para se aprimorar com os melhores técnicos internacionais fora do Brasil. Como entender que hoje, o também empresário e incentivador de novos talentos, possa ter caído nessa armadilha? Eu, que já estava traumatizada com Maurren Maggi e sua pomada para depilação que a tirou do Pan de 2003 em Santo Domingo e em 2004 na Olimpíada de Atenas, fiquei muito triste. Não me conformo com a ingenuidade de alguns atletas. Hoje não dá pra bobear. Os homens estão realmente em cima!
Assistindo o programa Encontro de Craques desta semana do Bandsports, fiquei maravilhada com a explanação dos ex-jogadores de vôlei Montanaro e Giovane, a frente do projeto do SESI, com apoio do presidente da FIESP Paulo Skaff. Com o assunto doping de Cielo em pauta, a preocupação na formação dos novos atletas do projeto é acompanhar toda a preparação das novas gerações. Não só na modalidade esportiva, mas marcação cerrada na alimentação e medicamentos, tudo com supervisão de especialistas. A formação estrutural do atleta começa cedo, em casa, com apoio e incentivo, mas principalmente com focos, metas e muita força de vontade. O Sesi, dá um leque de opções, a criança testa, experimenta, escolhe. Quadras com tecnologia nível mundial, pisos especiais, e agora em agosto, a inauguração da primeira piscina de Polo Aquático da América Latina. Tudo disponível para familiares que fazem parte da rede de indústrias de São Paulo. Mas já é um começo. Montanaro enalteceu o luxo e Giovane lembrou... pena que esse luxo não seja disponível a todos.
Nas escolas, todas as crianças desse país deveriam ter à sua disposição uma estrutura que as incentivassem. O esporte é o caminho, capaz de mudar um povo, um país, como aconteceu na África do Sul. O Brasil foi abençoado com os próximos dois grandes maiores eventos do planeta. Copa do Mundo e Olimpíada. Temos um celeiro de craques de futebol, que só precisam ser lapidados.
Atletas olímpicos devem ser formados... E a hora é agora.
Silvia Vinhas é apresentadora dos programas Magazine e Opinião Livre, dos canais Bandsports e TV Unip, respectivamente. Fale com ela: leitor@grupo1.com.br

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Conceitos do microcomputador – Motherboard

Silvio Pereira
Consultor GlobalNet
A terceira reportagem sobre os conceitos importantes do microcomputador, o tema será a Motherboard (Placa Mãe), a sua evolução, função principal, modelos, diferenças e aonde devem ser melhores utilizadas.
As primeiras motherboards, desenvolvidas pela IBM, possuíam um mínimo de componentes integrados como portas para teclado e saída para cassete(armazenamento de dados), todas as outras funções incluindo vídeo, controladora de disco/floppy e som eram adicionados nos conectores (slots) de expansão.
Por ter sido desenvolvido juntamente com a Intel em tecnologia aberta os outros fabricantes usavam os mesmos componentes de hardware e se diferenciavam somente pelo conteúdo da BIOS (Basic Input/Output System), responsável pela identificação dos componentes e inicialização do equipamento antes do sistema operacional, pois era de propriedade intelectual da IBM.
Ao longo do tempo as outras funções foram sendo automaticamente incorporadas na motherboard, melhorando a qualidade do conjunto, possibilitando que o produto ficasse mais compacto, confiável devido à integração, reduzindo o custo de produção e principalmente o preço para o usuário final.
Hoje em dia os conectores de expansão (slots) são utilizados somente para algumas aplicações especificas como placas de vídeo de alto desempenho para jogos, conexões de I/O (Input/Output) especiais ou controladoras de disco de alta performance com cache (SAS).
Basicamente temos cinco tipos diferentes de motherboards: para notebooks, netbooks, desktops, workstations e servidores. No caso dos notebooks e netbooks elas são desenvolvidas para terem todas as funcionalidades de um desktop, porem tendo como preocupações principais a compactação, refrigeração e o consumo de energia para o melhor uso da bateria. Já um desktop, por não ter as preocupações de um notebook, tem a vantagem de trabalhar com processadores mais rápidos, que possuem um dispositivo de refrigeração maior (coolers) e podem consumir um pouco mais de energia, tendo a possibilidade de um melhor desempenho. Os servidores e workstations trabalham normalmente com motherboards multiprocessadas (com mais de um processador) prevalecendo a expansibilidade de memoria e controladoras de acesso a disco de alta performance com cache(SAS) tendo como objetivo principal o melhor desempenho de processamento e disponibilidade de dados solicitados pelas aplicações e usuários.
Se precisar de esclarecimento ou tiver alguma duvida sobre esta matéria ou qualquer assunto sobre informática, faça um comentario abaixo.
Sílvio Pereira, engenheiro, pós-graduado no ITA em Segurança da Informação, Consultor especializado em Segurança da Informação, Virtualização e Cloud Computing. email: spereira@gn2.com.b

Liberdade com responsabilidade

Silvia Vinhas
BandSports
Ganso, Neymar, Pato, Robinho & Cia comandam a nova geração de jogadores escolhida por Mano Menezes. Finalmente conseguiremos ver a alegria irreverente de algumas estrelas, que fizeram muita falta no último mundial. Fazendo uma análise geral em relação ao custo benefício do que se é oferecido a eles, e o que eles devolvem a nós, a conta está defasada desde 2006. Mordomia classe A. Não falta nada a esses jogadores. Hotéis cinematográficos, tecnologia de ponta, e comida da melhor qualidade. Os resultados deixam a desejar, e frustram a maior massa de torcedores do planeta. Dizem que Parreira “soltou” demais. Em 2006, Ronaldo e Roberto Carlos deitaram e rolaram. Tudo aberto, tudo permitido, baladas noturnas e uma equipe acima do bem e do mal. Em 2010, Dunga foi radical, fechou o cerco e blindou os jogadores de uma tal forma, que a cobrança foi maior do que o resultado.
Na África do Sul, pude acompanhar de perto todo o rigor envolvendo a seleção. A disciplina de aguardarmos pacientemente os jogadores escolhidos do dia para a coletiva de imprensa veio pra ficar e organizar a imprensa mundial, mas dá uma saudade danada da lei do mais forte. Conseguir uma exclusiva há algum tempo atrás, era na base da cotovelada mesmo. E quer competição mais saudável?
Bom, entramos na era Mano Menezes na difícil missão de comandar um grupo da geração Y, jovens que tem como característica principal, o individualismo. Uma nova geração com muito a agregar, mas problemática com o compromisso. Os valores são diferentes. A liberdade, a informação sendo bombardeada por todos os lados, e muitas vezes a falta de limites. Mano é articulado, simpático, educado, calmo e bem-humorado. O sucessor de Dunga contraria uma longa tradição de arrogância, teimosia e português ruim no exercício do cargo que ocupa há quase um ano. Ele não xinga, não foge às perguntas, não isola o grupo, não sobe o tom de voz, não fica de tromba, não se veste de maneira esquisita, enfim, não faz tipo. É o que é.  A seleção que está aí tem um equilíbrio na medida certa.
Resta saber se o futebol apresentado por essa meninada que tem muito a ensinar em tecnologia, demonstre com a bola a mesma habilidade que o técnico tem com as palavras.
Silvia Vinhas é apresentadora dos programas Magazine e Opinião Livre, dos canais Bandsports e TV Unip, respectivamente. Fale com ela: leitor@grupo1.com.br

Copa América

Salvio Spinola
Arbitro FIFA
Nesta sexta-feira inicia-se o torneio entre seleções mais antigo do mundo: A Copa América, que este ano será disputada na Argentina e com muito frio. Eu, junto com o Árbitro Assistente Márcio Santiago, de Minas Gerais, estaremos representando a arbitragem brasileira. Espera-se por jogos muito disputados, com cada seleção querendo mostrar seu potencial e preparação para as Eliminatórias da Copa de 2014, onde nosso continente poderá ter 6 Seleções, o Brasil, por ser sede, 4 seleções classificadas e uma na repescagem com a Oceania. Nesta Copa América, além dos 10 países da América do Sul, também estará disputando o México e a Costa Rica.
Resposta da pergunta da semana passada:
Alternativa C. O Árbitro pode mudar sua decisão, sempre que o jogo não tenha reiniciado e quando avisado por um árbitro assistente ou quarto árbitro.
Pergunta para próxima semana:
Em uma cobrança de pênalti o goleiro avança e o atacante chuta a bola para fora, o que deve fazer o árbitro?
a)      Repetir a cobrança do pênalti porque o goleiro avançou.
b)      Marcar tiro de meta, porque a bola foi para fora.
c)       Marcar tiro de meta, porque o avanço do goleiro não atrapalhou o atacante.
O leitor Geraldo de Aguiar, de Campinas, pergunta:
Em um arremesso lateral a bola vai diretamente ao gol, toca no goleiro e entra. O Gol é válido? Se sim, que jogador é o autor do gol? Sim, o gol é válido. Se entrasse diretamente ao gol, seria tiro de meta, como bateu no goleiro, é gol contra, tendo como autor o goleiro.

Mantovani afirma que subprefeitura não está à venda

Mantovani: “Ainda não há nada em curso sobre a venda do terreno”
O subprefeito de Pinheiros, Geraldo Mantovani, recebeu na última quarta-feira (29), representantes de entidades civis e a Gazeta de Pinheiros - Grupo 1 de Jornais para discutir a possibilidade de venda do terreno de 34 mil m² onde funciona a sede administrativa da região. No encontro, afirmou que até o momento não há nada em andamento no Executivo que determine a negociação.
A área da subprefeitura já tem a alienação aprovada pela Câmara Municipal, junto a outros dez terrenos da cidade para que sejam comprados pelo mercado imobiliário, que em contrapartida construirá creches em bairros carentes de infraestrutura. Porém, Geraldo Mantovani garante que não há nenhuma intenção concreta de venda. “Autorização para se negociar não significa exatamente que o local está disponível para venda, pois ainda não existe nenhum tipo de projeto em curso, é uma questão recente, apenas uma possibilidade, não há motivos para grandes preocupações”.
Em junho, 15 entidades civis se reuniram na sede da Gazeta de Pinheiros para discutir medidas contra a iniciativa do Executivo paulistano. Segundo as lideranças, caso a negociação seja realizada os serviços públicos podem ser gravemente afetados, pois a região não tem espaços onde a estrutura administrativa e equipamentos da subprefeitura possam ser realocados.
No entanto, apesar de afirmar que não há nenhuma negociação que seja do seu conhecimento, Mantovani defendeu o direito das associações se manifestarem. “Acho relevante que opiniões sejam manifestadas, pois podemos constatar a importância que a subprefeitura representa para a população. Estamos sempre abertos para esclarecimentos”. Estiveram na reunião com o subprefeito, o superintendente da Distrital Pinheiros da Associação Comercial de São Paulo, Enrico Cirillo; a diretora da Gazeta de Pinheiros, Ana Lúcia Donnini; o representante do Rotary São Paulo - Pinheiros Sérgio Pimenta e o arquiteto Paulo Costa.
Itaim Bibi           
Quanto à situação do terreno de 20 mil m² no Itaim Bibi, que abriga oito equipamentos públicos como uma escola municipal, teatro, biblioteca e unidade de saúde, Geraldo Mantovani afirmou que há uma diferença em relação ao caso da subprefeitura. “A área onde está a administração tem o aval para a venda desde 2004, portanto, não há nada de concreto, já que não foi negociada até hoje. Mas, no que se refere ao Itaim, existe a real intenção de venda. Porém, como  também é um caso recente, é difícil termos novas informações”.

Evento reuniu líderes de associações

Foi realizado ontem (30), na sede da Distrital Pinheiros da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a Noite dos Presidentes, evento direcionado aos representantes das entidades civis, com objetivo de colocar em pauta problemas de cada localidade da região. Por meio do encontro, serão estudas medidas para que os casos sejam solucionados.
Na reunião também foram expostas sugestões para comemorar os 451 anos do bairro de Pinheiros, a serem completados no dia 15 de agosto. O evento foi promovido pelo presidente da Comissão de Festejos da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição dos Pinheiros, Higino Carlos Freitas de Oliveira, pelo superintendente da Distrital Pinheiros da ACSP, Enrico Cirillo e pela Gazeta de Pinheiros.

Metrô tem menos idosos

Passageiros idosos, a partir dos 65 anos, parecem utilizar cada vez menos o metrô paulistano. O motivo para a escassez de passageiros nesta faixa etária pode ser a superlotação durante os horários de pico, que já chega a 12 usuários por m² dentro dos vagões, índice superior ao recomendado por entidades internacionais de transporte, que é de 8 usuários por m².
Levantamento da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) também confirma a diminuição do número de idosos nas linhas. Em 2005 foram atendidos pela empresa 28,6 milhões de usuários a partir dos 65 anos. Já em 2010, este público representou 25,4 milhões de passageiros. Os dados de cada período são baseados nos bilhetes que permitem o acesso gratuito às plataformas.
Mesmo não contestando a queda no número de usuários idosos, o Metrô alega que parte dos beneficiados do bilhete especial pode ter migrado para a carteira de identidade. Quando o documento é apresentado aos funcionários próximos das catracas, não há necessidade de se pagar a tarifa.

Campanha de proteção ao pedestre pode falhar

Largo da Batata terá campanha de respeito ao pedestre
Iniciada há pouco mais de um mês, a campanha da Prefeitura de São Paulo para proteção do pedestre já tem alguns resultados positivos, como a redução de até 69% dos atropelamentos em cruzamentos da região central da cidade onde há o monitoramento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Porém, apesar da conquista, a iniciativa ainda precisa ser reavaliada quanto à maneira que é realizada, pois, caso o contrário, os efeitos serão temporários.
Um dos aspectos que necessitam ser repensados pela Prefeitura é o da função dos orientadores de travessias, agentes da CET – não os ‘marronzinhos’ – que controlam a passagem de pedestres e veículos com o uso de uma placa. Segundo especialistas em tráfego, os funcionários fazem apenas o papel de semáforo onde não há controle eletrônico, levando a crer que quando saírem do local onde atuam, o desrespeito entre os atores do trânsito, pedestres e motoristas, voltará à normalidade.
No centro da Capital, seja de carro ou a pé, é possível notar a presença de mímicos nos cruzamentos, alertando os pedestres que cometem atos de imprudência, como atravessar fora da faixa, por exemplo. Essa iniciativa pode ser contestada, pois os motoristas, o lado mais forte no conflito viário, deveriam ser o foco principal da intervenção artística. No entanto, as críticas quanto à maneira de aplicação da campanha não significam que o paulistano não possa ser educado no trânsito.
Em Brasília, no final da década de 1990, jornais com o apoio da população iniciaram um movimento de proteção ao pedestre, em virtude dos inúmeros atropelamentos que ocorriam nas ruas e avenidas da capital federal. O governo respondeu com instalação de radares para fiscalizar invasões de faixas, passou a emitir multas aos motoristas infratores e reestudou a alocação das travessias onde não há semáforos, a fim de que pedestres sejam protegidos e o fluxo de tráfego não seja prejudicado. Deu certo.
Multas a partir de agosto
A CET anunciou que até o início de agosto os motoristas que desrespeitarem pedestres passarão a ser multados. Antes, a campanha de conscientização será estendida para outras áreas comerciais de alguns bairros da Capital, como Lapa, Itaim Bibi e Pinheiros, nesta última, no Largo da Batata. No corredor de ônibus da Avenida Rebouças também será realizada a ação educativa.

Renovado, Mercado de Pinheiros recupera clientela

Em meio às obras de revitalização do Largo da Batata, um antigo marco do bairro ressurge e ganha vida nova. Trata-se do Mercado Municipal de Pinheiros, que passa por uma ampla reforma a fim de trazer de volta os clientes perdidos nas últimas décadas, devido à degradação do entorno e a forte concorrência com as grandes redes de supermercados.
A reforma do espaço passou a ser intensificada há dois anos, quando os comerciantes locais perceberam que a revitalização do Largo da Batata seria uma oportunidade para atrair novamente a freguesia. “Alguns achavam que o mercado não existia mais, por causa das obras na região e pelo pouco movimento que tínhamos”, afirma a administradora do entreposto, Maria Brisa Mar.
Entre as principais intervenções realizadas estão a troca do piso, pintura interna e externa, substituição do telhado e instalação de novos sistemas elétrico e hidráulico. Além dos tradicionais empórios e boxes de frutas, legumes, carnes e peixes, o Municipal ganhará hoje (1º de julho), uma rotisseria e um café, duas novas opções de lazer que se juntarão aos restaurantes e lanchonetes já existentes. Estes estabelecimentos ficam na parte superior do local, onde há um deck de madeira com vista para o centro do bairro.
Outra medida que pode fazer o mercado ser ainda mais conhecido em Pinheiros é um pedido da administração à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), para que sejam instaladas placas indicativas nas principais vias do bairro. Mas, procurado pela reportagem, o órgão não informou qual o atual estágio da solicitação.
Diferenciado

Zona Sul ganhará cilclorota

Até o final de julho, o bairro do Brooklin poderá ganhar uma rota especial para bicicletas, a ser implantada nas pistas onde circulam veículos comuns. O circuito funcionará todos os dias da semana e será identificado por meio de placas de advertência e pinturas no asfalto, a fim de alertar os motoristas sobre o tráfego preferencial aos ciclistas. 
Além de incentivar os paulistanos a utilizarem a bicicleta como meio de transporte, a medida tem como objetivo reforçar a exigência do Código de Trânsito Brasileiro, que prevê a circulação preferencial de ciclistas em vias urbanas. No caso da ciclorrota, como será batizado o trajeto no Brooklin, o espaço viário será compartilhado com os demais veículos, assim como determina a legislação.
O percurso da ciclorrota terá as avenidas Vicente Rao, Santo Amaro e Jornalista Roberto Marinho como eixo principal, ligando os parques do Cordeiro e Severo Gomes, além do Clube Hípico de Santo Amaro. Também serão incluídas no trajeto as avenidas Professor Rubens Gomes de Sousa e Roque Petroni Júnior, e as ruas Elias Zarzur, Américo Brasiliense, Pires de Oliveira e Pascoal País. As vias já fazem parte do projeto definitivo da Secretaria Municipal de Transportes.
Mudanças na lei das bicicletas
A Lei 14.266/2008 do Município, que estabelece normas e direitos aos ciclistas, poderá receber novos itens por meio de um projeto de lei. A proposta prevê o transporte de bicicletas dobráveis em trem, metrô e ônibus, ampliação dos tipos de estabelecimentos que devem reservar áreas para estacionamentos de bicicletas, implantação de penalidades para casos de desrespeito ao ciclista e implantação de um Conselho Municipal de Melhoramentos Cicloviários, formado por representantes da sociedade civil. Uma audiência pública a respeito do projeto deve ser realizada na Câmara Municipal em breve, onde tem apoio do vereador Chico Macena (PT).
Ciclovia da Eliseu não sai do papel
Apesar do anúncio da ciclorrota no Brooklin e de aditivos na lei sobre a regulamentação do uso de bicicletas, as principais ciclovias da cidade ainda permanecem na gaveta da Prefeitura. Um dos casos mais emblemáticos é o da Avenida Eliseu de Almeida, onde está previsto um percurso de 15 quilômetros, o mais extenso da Capital. A estimativa de entrega do sistema era o segundo semestre do ano passado, porém, nada foi feito até hoje. A implantação da ciclovia ainda depende de um estudo técnico da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), sem prazo de conclusão.