sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O salto de ouro

Silvia Vinhas
BandSports
O sorriso aberto e franco de Fabiana Murer demonstra toda a felicidade da conquista pelo primeiro ouro inédito no atletismo mundial, em Daegu. O rosto da bela atleta estampado nas capas dos principais jornais do mundo revela quem é a nova estrela do salto em altura. Não é fácil voar tão alto quando se tem pela frente Yelena Izinbayeva, atual recordista mundial da modalidade, feito aliás, que conseguiu por impressionantes 27 vezes. O fantasma poderoso da russa blindava como um muro intransponível os sonhos de Fabiana.
Como ninguém é campeão por acaso, a vitória de Fabiana foi forjada na contundente determinação de quem sabe o que quer. Ela não é forte, nem veloz, mas a técnica conquistada com muito sacrifício teve a cumplicidade do técnico e marido Elson Miranda. Vale aqui minha opinião de que quando o relacionamento entre duas pessoas mistura amor e parceria, os objetivos se entrelaçam desafiando o destino e o sucesso é consequência. Que maravilhoso lutar juntos, aparando as dificuldades e enfrentando erros e acertos. Claro que a pitada valiosa nesta história teve a mão de um guru: o técnico Vitaly Petrov, fundamental na evolução de Fabiana. Ex-treinador de Isinbayeva e de Sergei Bubka, o ucraniano lapidou a técnica e deu lustre no brilho. O som do Hino Nacional, registrou a conquista soberana de uma nova rainha no patamar de Hortencia e Maurren Maggi. Mulheres poderosas em suas vidas pessoais, guerreiras , dispostas a qualquer sacrifício pelo objetivo maior de representar nosso país.
A luta só começou… sem descanso, a brasileira voltará a competir no dia 8 de setembro, na etapa de Zurique da Diamond League. Depois, vai se preparar para a disputa dos Jogos Pan-Americanos, em outubro, na cidade de Guadalajara.
Londres?
Bem… um salto por vez!

Corredor de ônibus pode ser utilizado por veículos particulares

Aurelio Miguel
Vereador SP
Se você se deparar com algum veículo trafegando pelos corredores exclusivos para ônibus em São Paulo, não considere esse condutor um infrator. Não se precipite. É que há algum tempo a Prefeitura Municipal aprovou essa utilização em determinados dias e horários. Finais de semana, período noturno e até mesmo em determinados horários diurnos durante a semana, são contemplados com essa liberação. Mas pouca gente sabe disso. Por isso mesmo aprovei na Câmara Municipal uma Lei que obriga ao Executivo dar visibilidade a essa informação através de placas colocadas nos corredores de ônibus. A aprovação foi em segunda votação e agora só depende da concordância do Prefeito.
Outro Projeto de Lei importante que consegui aprovar em segunda votação, foi o que dispõe sobre a emissão de gases gerados pelas obras da construção civil na cidade de São Paulo e que provocam aumento do efeito estufa. As cidades e seus administradores precisam levar em conta todos os detalhes e todas as agressões que o meio ambiente sofre.
Um outro Projeto de Lei elaborado por mim e aprovado em segunda votação na última quarta-feira é o que determina que os profissionais de Educação Física façam parte do grupo de prestadores de serviço de saúde. Dessa forma esse grupo, desde que habilitado legalmente pelo Conselho Regional de Educação Física, será beneficiado por um regime mais justo de tributação.
O quarto projeto de minha autoria aprovado na sessão da última quarta-feira, desta vez em primeira votação, é aquele que garante tratamento médico aos usuários de drogas da capital paulista. Caso a administração municipal não tenha disponível esse atendimento, ficará obrigado a assinar convênios para assim garantir o atendimento à vítima dessa tragédia pessoal, familiar e social que é a questão das drogas.
Mas, como insisto sempre neste espaço, nem só de lei é formado o trabalho dos vereadores. Tenho seguido firme na minha missão de fiscalizar os trabalhos da Prefeitura. Infelizmente temos revelado inúmeros problemas que tem sido amplamente noticiado pela Imprensa. O mais recente, algo que impressiona, é o das outorgas onerosas. Um rombo de milhões como se verá. Não admito dinheiro público tratado sem seriedade. Vamos investigar até as últimas consequencias.
Vereador Aurélio Miguel

Capital terá novos radares até dezembro

Os motoristas acostumados a ultrapassar o sinal vermelho ou a pisar mais fundo no acelerador deverão ficar mais atentos quando circularem pelas ruas e avenidas da Capital, pois a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) está aperfeiçoando seu arsenal de radares. Até o final do ano, mais 15 aparelhos poderão estar engatilhados para registrar infrações, juntos aos mais de 600 que já funcionam na cidade.
Entre os radares mais recentes, destaque para o TruCAM, importado dos Estados Unidos e semelhante a uma pistola, com uma câmera capaz de calcular a velocidade de automóveis a uma distância de até 220 metros. Seis unidades do modelo devem ser utilizadas pelos agentes da CET até dezembro, ideais para situações pontuais como rachas e desrespeito aos pedestres.
Outros equipamentos que em breve entram em operação nas vias paulistanas são desenvolvidos em Curitiba, destinados a flagrar motoristas desobedientes aos semáforos, que realizam conversões proibidas ou param nas faixas de segurança.
Com os novos radares, a CET pode bater o recorde de multas, já que de janeiro a julho registrou 5,6 milhões de infrações, cerca de 80% do volume aplicado em todo o ano de 2010, o correspondente a R$ 530 milhões arrecadados.

Prefeitura autoriza corte indiscriminado de árvores

A falta de árvores não é apenas um problema cenográfico. Além de diminuir o risco de escorregamento de encostas e alagamentos, a vegetação serve para melhorar a qualidade do ar e para resfriar a temperatura da cidade. 
Nos primeiros sete meses do ano, a Prefeitura de São Paulo autorizou o corte de 18.005 árvores, o mesmo número existente nos Parques Ibirapuera e Villa-Lobos juntos. É como se todas as árvores do Ipiranga e de Santo Amaro tivessem sumido – saíram os jerivás e pimenteiras, entraram os prédios residenciais e obras de infraestrutura.
Foram 84 árvores a menos por dia, 2.572 por mês. O levantamento foi feito com base em dados da Comissão do Verde e  Meio Ambiente da Câmara Municipal de São Paulo e nas autorizações de corte de árvores publicadas no Diário Oficial da  Cidade. Em 2010, segundo a Prefeitura, 10.693 árvores foram cortadas.
Esses balanços não levam em conta o corte ilegal de vegetação e o desmatamento de áreas ocupadas por favelas, o que inflaria o número para patamares mais impressionantes.
Da Vila Mariana ao Morumbi, a zona Sul foi a que mais perdeu árvores em 2011. Em um terreno na Rua Diego de Castilho, no Panamby, por exemplo, 79 árvores serão cortadas para dar lugar a um prédio. Em contrapartida, a construtora afirma que terá de preservar 36 árvores, plantar outras 83 no próprio terreno e doar 2.074 mudas. Perto dali, no Campo Belo, também foi autorizada a retirada de 77 árvores para construção de três edifícios.
Já na Vila Mariana, o corte de 45 árvores no terreno o Instituto de Engenharia (IE) ainda causa indignação na vizinhança. No dia 23 de julho, moradores foram acordados com o som de motosserras. No local, foram informados de que seriam cortadas mais de 40 árvores que tinham pragas.
Eles questionam se não haveria outra solução para o problema. O IE disse possuir um relatório que comprova a necessidade de cortar árvores e de podar outras 187. A Subprefeitura da Vila Mariana informou que o corte seguiu todos os trâmites legais.
Segundo a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, o acompanhamento das obrigações ambientais é feito mediante “a apresentação de medição das obras”. O órgão afirma que técnicos conferem árvore por árvore plantada.

Obras continuam paradas no Largo da Batata

As obras de revitalização do Largo da Batata não têm prazo para serem retomadas pela Prefeitura de São Paulo. Desde 2007, com o início dos primeiros trabalhos na região, já foram gastos R$ 135 milhões, porém, ainda há muito que se concretizar, como a implantação de praças, abertura de novas ruas, aterramento de fios elétricos e a entrega de um terminal de ônibus. Estas intervenções fazem parte da segunda etapa de obras, anunciadas em maio e que deveriam começar entre junho e agosto.
Enquanto os trabalhos não prosseguem os imóveis nas ruas Padre Carvalho, Martim Carrasco e Paes Leme ficam abandonados e mantêm a degradação do Largo da Batata, com pontos viciados de lixo e entulho, além da pouca iluminação durante a noite. Para a execução da segunda etapa do projeto está programado um investimento de R$ 140 milhões.
Os principais motivos que atrasaram a revitalização foram dificuldades nos acordos para desapropriações, escassez de recursos e a descoberta de um sítio arqueológico no final de 2009. A SPObras, empresa da Prefeitura, informa que a continuação dos trabalhos depende do término de uma nova licitação. As intervenções devem durar cerca de seis meses, mas, ainda não têm data para serem iniciadas.
Mudanças viárias
No plano de revitalização do Largo da Batata ainda consta a implantação de um calçadão na Rua Cardeal Arcoverde, que substituirá o leito viário, permitindo apenas a circulação de pedestres. A restrição do tráfego acontecerá em dois quarteirões da via, situados nos dois lados da Faria Lima.
Outras intervenções também serão realizadas, como a abertura de novas ruas, entre a Teodoro Sampaio e o calçadão da Cardeal, e entre a Butantã e a Padre Carvalho. Já as ruas Capri, Eugênio de Medeiros e Sumidouro serão alargadas para permitir o melhor fluxo do trânsito, pois serão utilizadas pelos ônibus do terminal, anexo à Estação Pinheiros do Metrô. Os largos de Pinheiros e da Batata serão unificados por meio de uma explanada e da alteração do traçado da Rua Fernão Dias.

Barulho. Como conviver com ele?

O trânsito pesado da cidade, uma obra na vizinhança, som alto no bar da esquina... barulho, só barulho. É difícil achar, entretanto, que uma metrópole como São Paulo possa estar longe da poluição sonora do dia a dia.
Os sons mais altos identificados nas pesquisas estão relacionados ao trânsito. Lideram o ranking do barulho caminhões subindo ladeiras, ambulâncias e suas sirenes estridentes e motoqueiros que buzinam.
A buzina de uma moto, medida dentro do túnel Fernando Vieira de Melo, por exemplo, pode emitir até 115 decibeis. Mais barulhenta do que uma britadeira, que chega a 108 decibeis em uma medição feita a 5 metros da máquina.
“Os resultados são assustadores porque estão muito acima dos níveis de conforto estabelecidos”, afirma a doutora em saúde ambiental Ana Claudia Fiorini, professora da PUC-SP e da Unifesp.
Muitas vezes até mesmo em lugares considerados tranquilos há mais barulho do que o recomendado. É o caso da Praça Pôr do Sol, em Pinheiros, onde foi captado quase o mesmo nível de ruído de uma rua onde um prédio está sendo erguido (cerca de 70 decibeis).
Osmar Clayton Person , professor de otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina do ABC, ressalta que todo barulho acima de 80 decibeis é “extremo” e pode causar surdez a longo prazo. O ouvido tem 30 mil células especializadas em converter o som em informações elétricas para o cérebro. Barulhos extremos danificam essas células. E elas não são repostas.
“Mesmo que não danifiquem essas células, o barulho acelera o envelhecimento delas. Um indivíduo de 30 anos fica com um ouvido de alguém de 60”, diz.
Recorde de barulho
Em bairros com a Vila Leopoldina, na zona Oeste, que passa por forte processo de verticalização, os moradores reclamam constantemente do barulho no disque Psiu (Programa de Silêncio Urbano), que estabelece limites de ruído para locais fechados, como bares, casas noturnas, restaurantes, templos religiosos, indústrias e obras.
De janeiro a abril, a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras recebeu, em média, três queixas por hora. No período, aplicou 23 multas e fechou um bar por dia. Os bairros recordes de queixas no Psiu são Perdizes, Pinheiros, Alto de Pinheiros, Vila Madalena, Vila Mariana e Vila Olímpia.
Uma saída para o problema tem sido blindar a própria casa com a instalação de janelas antirruídos. É a medida hoje mais eficiente para se proteger do barulho. Os compradores de apartamentos na planta, por exemplo, já estão instalando as janelas especais antes mesmo de se mudarem. 
Ranking do barulho: buzina de motoqueiros, caminhão e ônibus subindo a ladeira, Aeroporto de Congonhas, britadeira na rua, feira livre, minhocão, igreja evangélica, calçada de bar, prédio em construção, Praça Pôr do Sol.    
Onde reclamar: É possível reclamar de barulho no site da Prefeitura (sac.prefeitura.sp.gov.br/), pelo número 156 ou na praça de atendimento da subprefeitura de seu bairro. A Polícia Militar (190) pode fazer um papel de mediador entre os dois lados, mas não tem como multar nem pode entrar na residência.

Planeta em crise. Poluição compromete qualidade da água

Cada vez mais escassa, a água virou objeto e disputas ferrenhas devido a interesses particulares. E o Brasil não está livre de batalhas pela água, principalmente em grandes metrópoles como São Paulo, onde a poluição e o crescimento desordenado comprometem uma das mais ricas redes fluviais do planeta. Calcula-se que o País tenha de investir cerca de 22 bilhões de reais para evitar o desabastecimento nas grandes cidades até 2015. Para despoluir os rios, mais 43 bilhões.
Praias do litoral norte de São Paulo como Maresias, Juqueí, Camburi e Baleia atingiram seu pior índice de poluição dos últimos dez anos. O grande responsável pela piora dos índices de balneabilidade, segundo o relatório das praias divulgado pela Cetesb (agência ambiental estadual), é o despejo de esgoto doméstico no mar, ou seja, culpa da Sabesp por despejar tudo in natura em rios, córregos e mares, contribuindo assim para poluir ainda mais o meio ambiente.  É comum nas praias do litoral brasileiro, a falta de um sistema eficiente de coleta. Quando chove muito nessas regiões, a situação piora, pois mais esgoto acaba chegando ao mar.
No litoral norte, por falta de fiscalização da Sabesp, muitas casas, inclusive as de alto padrão, jogam dejetos nos córregos que cortam a planície costeira. Tudo, então, é levado ao Oceano Atlântico. Um caso típico de casas poluindo o rio ocorre em Toque-Toque Pequeno, no município de São Sebastião. A praia, desde 2008, é rotulada como regular pela CETESB.
“A Sabesp investe, mas também agrava a situação. Basta saber que nem 20% do esgoto coletado passa por um tratamento”, disse o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, lembrando a necessidade da cobrança do serviço feito pela companhia. “Para ela ter direito a esse pagamento, tem de fazer coleta, transporte e tratamento”, completou.
Herói do Tietê
Com uma grossa roupa de PVC e um capacete amarelo que lembra um super-herói japonês, José Leonildo Rosendo dos Santos é um dos poucos mergulhadores do País treinados para entrar no Rio Tietê, aquela massa lenta de água fétida que no não passado teve importância vital na história da metrópole.
Leonildo, como gosta de ser chamado, calcula já ter feito 3,5 mil mergulhos no rio em 23 anos de trabalho em São Paulo, algo como 152 mergulhos anualmente. Já chegou a ficar quase oito horas embaixo d’água no mesmo dia – hoje, a legislação permite apenas 4 horas diárias, tamanho o risco de trabalhar em lugar que recebe 690 toneladas de esgoto por dia. Com sua roupa especial que dura apenas três a seis meses em condições tão desfavoráveis, ele é chamado para resolver todo tipo de pepino no Tietê, de conserto de balsa e limpeza de grades à procura por equipamentos perdidos e colocação de explosivos para obras, passando por retirada de veículos ou até mesmo corpos de pessoas.

Movimento SOS Morumbi vai às ruas

Moradores do Morumbi fizeram um protesto no último dia 28 na Praça Vinicius de Moraes, próxima ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Vestidos com camisas brancas, segurando faixas com a frase “Basta de Violência” e fazendo um apitaço, os moradores pediam por mais segurança no bairro, em um movimento chamado SOS Morumbi.
“De um ano para cá, os casos de violência vêm aumentando muito. O que era simplesmente um roubo hoje virou tiros e agressão. E não podemos mais tolerar isso”, disse Ana Paula Freitas, uma das organizadoras do protesto. Segundo a organização do SOS Morumbi, o ato reuniu cerca de 3,5 mil moradores. A Polícia Militar contou a participação de 2,5 mil pessoas.
Logo depois da concentração dos participantes, os moradores fizeram uma pequena caminhada ao redor da praça e deram-se as mãos como se estivessem abraçando o local. O ato terminou com os moradores fazendo um minuto de silêncio e soltando balões brancos ao céu. “Estamos indignados com o que acontece em São Paulo e, particularmente, no Morumbi, onde não temos o direito de ir e vir. Há uma ausência do Estado, uma polícia que recebe um salário indigno. Temos que nos proteger cada vez mais, temos que ter segurança, escola particular, seguro-saúde particular. Cadê o Estado?”, reclamou o médico Rudolf Wechsler.
Os moradores acreditam que, além de uma política de segurança para toda a cidade, o governo deveria trabalhar para reduzir a desigualdade social. “O Morumbi está ilhado entre três favelas. A diferença social é muito grande. Tem que ter políticas de ajuda à saúde e à educação”, acrescentou a médica Mariangela Pinto da Fonseca Wechsler.
No protesto, os organizadores recolheram assinaturas para um abaixo-assinado pedindo mais policiamento, iluminação e a instalação de uma base fixa da polícia na comunidade de Paraisópolis, bairro carente vizinho do Morumbi. O abaixo-assinado deverá ser entregue até o próximo dia 5 ao governador do Estado, Geraldo Alckmin, também morador do bairro.
Moradores de outros bairros, como o Campo Limpo e Jardim da Saúde, aproveitaram o ato para protestar contra a violência. Rose Marie reclamou da falta de segurança no seu bairro. “Na porta do meu prédio, vários moradores já foram assaltados. Há dois meses, sofri um arrastão no posto de gasolina e não aguento mais essa situação”, disse a moradora do Jardim da Saúde.
A União dos Moradores de Paraisópolis se manifestou em seu site com um comunicado de desabafo em relação à motivação do SOS Morumbi. Assinado pelo presidente da entidade, Gilson Rodrigues, o comunicado diz que os moradores da comunidade sofrem tanto ou mais com a realidade criticada pelo movimento. “A solução para isso, no entanto, não passa por aumentar o muro que divide o Morumbi de Paraisópolis, mas pela continuação imediata das ações da Virada Social [projeto do governo de inserção social] e dos investimentos em educação, saúde, esporte e moradia. O que mais diferencia os jovens que moram em Paraisópolis daqueles que moram no Morumbi é a ausência de oportunidades iguais”, diz o manifesto.
A entidade pede a união de forças entre as comunidades do Morumbi e de Paraisópolis para solucionar o problema. “Ações pontuais, ditas emergenciais, sozinhas não resolverão os imensos desafios que temos que vencer. (...) Problemas sociais se resolvem com políticas sociais e mais presença do Poder Público”.
SOS Morumbi segue tendência global 
Os moradores do Morumbi querem dar um basta na onda de violência que ronda o bairro. Além dos constantes assaltos, registrados diariamente, mansões e estabelecimentos comerciais tornaram-se alvo de quadrilhas que realizam os “arrastões”. Os ladrões rendem as pessoas, pegam tudo que conseguem carregar e fogem sem enfrentar resistência. A localização estratégica da região, com inúmeras rotas de fuga, torna muito difícil o patrulhamento policial.
Toda a indignação culminou na manhã de domingo, 28 de agosto, quando mais de 2.500 moradores se reuniram em um protesto na Praça Vinícius de Morais. O que todos queriam era muito simples: mais segurança. Esse é um direito da população e um dever do estado, que tem se mostrado ineficiente neste setor.
O movimento, batizado de SOS Morumbi, nome que destaca a urgência para a tomada de atitudes, segue a importante tendência das mobilizações populares que se espalham pelo globo. A população está cansada de não ser ouvida e, organizando através de novas mídias, sem um comando específico, está fazendo sua voz falar mais alto. Afinal, passou da hora de providências eficientes serem tomadas, em vez de medidas “emergenciais” e paliativas.
Enquanto é difícil combater e eliminar a violência, há diversos fatores associados a ela que, se melhorados, podem ajudar a contê-la. O trânsito, por exemplo, além de desgastar física e psicologicamente o morador, contribui para os assaltos. O motorista não tem para onde correr quando é abordado, por exemplo, no trajeto da Av. Giovanni Gronchi. Melhorar a qualidade das vias e criar um sistema eficiente que facilite a fluidez dos carros é primordial para diminuir a violência.
Outro ponto crucial, facilmente percebido à noite, diz respeito à iluminação pública. Ela já é naturalmente ruim em toda cidade, pois privilegia o caminho dos carros em vez dos pedestres. As diversas ruas mal iluminadas do bairro favorecem a ação dos ladrões, deixando-os mais seguros para agir contra pedestres, motoristas e até residências. Iluminar o espaço público é uma ação simples que coage atos contra o patrimônio público e privado.
Essas sugestões, entretanto, só serão plenamente eficientes se todos os distritos do Butantã se unirem na luta contra a violência. As áreas de Vila Sônia, Vital Brasil, Raposo Tavares e Rio Pequeno também precisam participar das mobilizações visando solucionar o problema da violência que, de maneira geral, é endêmico na região que compreende os cinco distritos da subprefeitura do Butantã.
O esforço conjunto dos moradores é o caminho mais eficiente para áreas urbanas mais seguras. Políticas públicas de longo prazo, que valorizem o desenvolvimento social e econômico das regiões, e medidas de infraestrutura que dificultem a ação dos ladrões são fundamentais para que as próximas gerações não precisem protestar pelo resgate de seu bairro.
José Cássio Castanho é jornalista e morador do Morumbi. jcassio@plugcom.net.br

Política: indefinição de candidatos dificulta alianças

Além da indefinição sobre os futuros candidatos para a disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2012, os partidos ainda não chegaram a um consenso no que se refere às alianças. Os acordos podem ter um peso importante numa eleição com tantos nomes novos no cenário político paulistano, visto que o tempo de exposição na TV pode influenciar os eleitores, que desconhecem boa parte dos possíveis postulantes.
No PT, um dos responsáveis pelas tratativas é o presidente da legenda, Rui Falcão, que já iniciou contatos com Carlos Lupi (PDT), ministro do Trabalho. Os petistas também querem laços com PSB, alvo também de tucanos e do prefeito Gilberto Kassab (PSD).
O deputado federal Gabriel Chalita, nome mais cogitado para representar o PMDB, tem receio de que Michel Temer, vice-presidente da República, bloqueie sua candidatura num eventual acordo com petistas, aliados do partido em nível nacional. Assim, com Chalita descartado, Marta Suplicy ou Fernando Haddad, pré-candidatos do PT, teriam mais visibilidade na disputa.
Já os líderes do PSDB aguardam confirmação do apoio de DEM e PTB, que apesar de serem aliados no governo do Estado são flertados pelo PMDB para 2012. Os tucanos ainda acreditam que Kassab possa desistir de indicar um sucessor próprio, permitindo aliança com o PSD.
Por sua vez, o prefeito da Capital estuda aliança com o PV, de olho em Eduardo Jorge, secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente. Kassab o coloca como um dos seus pré-candidatos, ao lado de Guilherme Afif Domingos, vice-governador do Estado. Porém, se o PSDB escolher Aloysio Nunes, senador paulista, poderá mudar de ideia e largar mão da candidatura própria do PSD. 

Fórum Regional do Butantã - Concretização de um sonho da comunidade

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador José Roberto Bedran, estará inaugurando hoje (2), às 16 horas, na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, 150, do Fórum Digital do Butantã, com a instalação das seguintes Varas:
1ª Vara Cível FR XV Butantã - Dra. Mônica de Cássia Thomaz Perez Reis Lobo; 2ª Vara Cível FR XV Butantã - Dra. Mônica Lima Pereira; 3ª Vara Cível FR XV Butantã – vaga; 1ª Vara da Família e das Sucessões FR XV Butantã - Dra. Renata Coelho Okida; 2ª Vara da Famíla e das Sucessões FR XV Butantã - Dra. Margot Chrysostomo Corrêa (diretora do Fórum de 9/8 a 31/12/2011); Vara do Juizado Especial Cível do Foro Regional XV Butantã – vaga; Vara da Região Oeste de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher - Dr. Luís Gustavo da Silva Pires.
A cerimônia de inauguração contará com a presença do secretário da Justiça do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia; do prefeito Gilberto Kassab e do governador do Estado, Geraldo Alckmin.
“A inauguração hoje do nosso Fórum Regional, antiga aspiração da Comissão Pró-criação e instalação do mesmo, é uma oportunidade para agradecermos, sensibilizados em nome da comunidade, o importante empenho do governador Geraldo Alckimin, do presidente do Tribunal de Justiça, des. Dr. José Roberto Bedran, do prefeito Gilberto Kassab e do dep. fed. Rodrigo Garcia que possibilitaram a concretização de um importante passo para a descentralização da Justiça Paulista”, ressaltou José Sérgio Toledo Cruz - coordenador da Comissão Pró-Instalação do Fórum Regional do Butantã
Sala do Advogado
A 93ª Subseção da OAB/SP Pinheiros também estará inaugurando hoje no 1º andar do Fórum Digital do Butantã, na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, 150, a Sala do Advogado. A cerimônia acontece às 17h.  
Como a Subseção da OAB Butantã ainda não foi criada pela Diretoria da OAB/SP, muito embora já exista requerimento neste sentido para sua criação subscrito pelo vice-presidente da OAB/SP Dr. Marcos da Costa e pelo presidente da Subseção de Pinheiros, Dr. Mauricio Januzzi Santos, a OAB/SP Pinheiros será a responsável pela abertura da Sala do Advogado e pela administração da mesma junto ao Fórum Digital do Butantã.
A Sala do Advogado contará com uma central facilitadora para o advogado de peticionamento eletrônico. Esta central visa permitir que o advogado possa levar a sua petição eletrônica contando com três computadores em rede com o sistema do Tribunal de Justiça, e possa a partir da certificação digital eletrônica, que o advogado deve adquirir na OAB/SP, ingressar com as ações judiciais.
O advogado que não possuir a certificação digital eletrônica, não poderá peticionar no Processo Digital. Sendo assim, os advogados  devem o quanto antes adquirir a sua certificação digital junto a OAB/SP.
O Fórum do Butantã será digital e não permitirá petições em papel, como se faz nos outros fóruns. Sendo assim, o peticionamento eletrônico é a única forma de se acessar os autos do processo. Não existirá mais processo no papel.
A central facilitadora permite que o advogado possa levar a sua petição em um  pen drive e mediante a certificação eletrônica possa fazer uso dos computadores da Sala do Advogado e ter acesso ao processo virtual.
A  Sala da OAB contará com funcionários que estão aptos a dirimir as dúvidas no que tange ao peticionamento eletrônico. Além disso, a Sala do Advogado contará com computadores, fax, copiadoras e sala de estar, para propiciar melhor facilidade no desenvolvimento das petições.