sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Cuidados com a Identidade Digital

Silvio Pereira
Consultor
Ao contrario da velha e boa assinatura que nos garantia a nossa autenticidade, mas criava burocracia e lentidão, a informática com a internet facilitou a troca das transações comerciais com muito mais facilidade e agilidade. Toda esta tecnologia acabou trazendo o termo que estou chamando de identidade digital, pois possibilitou que qualquer um assuma a identidade de outra pessoa de forma consensual ou não. Estas novas formas definidas para identificar quem é você no mundo digital, passou a criar varias responsabilidades às pessoas, que em alguns casos não estão preparadas para assumir, como: armazenar, manter sigilo e memorizar diversas senhas, portar cartões que permitem efetuar gastos sem estar presente, assinar ou ser preciso se identificar.
Faço uma pergunta ao leitor: Quantas operações com cartão você efetuou ultimamente e foi solicitada a sua identidade? Se fizer uma operação com cartão de outra pessoa consensualmente provavelmente será aceito sem nenhum questionamento.
Temos que ficar atentos, pois para manter a agilidade, o sistema atual precisa ser altamente permissivo, ainda mais quando o portador tem os dados necessários para efetuar a operação, mesmo que quem esteja efetuando não seja a pessoa e não foi autorizada a fazê-la.
As instituições financeiras estão cada vez mais preocupadas com as operações não autorizadas e criam diversos mecanismos para evitá-las, como: o uso de várias senhas de acesso, softwares nas máquinas do usuário que a identificam e permitem efetuar operações e em casos mais importantes o uso de token e leitores digitais. Alguns cuidados que podemos ter para evitar estas operações não autorizadas são: manter a senha sempre memorizada, caso ache necessário escrever ou armazená-la crie um critério que só você entenderá quando olhá-la, aumentando, colocando caracteres aleatoriamente ou somando alguns valores nas senhas. Nunca escreva ou forneça a sua a senha simplesmente em um papel para evitar que outras pessoas façam o uso indevido. Caso faça compras online, acesse os sites mais conhecidos e sempre de equipamentos confiáveis, que estejam com todos os softwares atualizados principalmente o antivírus.
Se você não quiser utilizar nenhum recurso tecnológico fornecido por qualquer instituição financeira, protocole uma carta não aceitando estes recursos para evitar transtornos futuros, principalmente para aqueles que não se sentem à vontade e tenham dificuldades com as novas tecnologias.
Se precisar de esclarecimento ou tiver alguma dúvida sobre esta matéria ou qualquer assunto sobre informática, faça o seu comentário abaixo.
Sílvio Pereira, engenheiro, pós-graduado no ITA em Segurança da Informação, Consultor especializado em Segurança da Informação, Virtualização e Cloud Computing. E-mail: spereira@gn2.com.br

País Imaginário

Silvia Vinhas
BandSports
A reflexão que o juiz de Direito Marcelo Semer fez em seu blog sobre a FIFA vale reprise. A entidade se coloca acima do bem e do mal em nome da organização de um dos maiores eventos do planeta, a Copa do Mundo. A briga pela Lei Geral da Copa, imposta ao país-sede chega a ser utópica. A FIFA quer, por exemplo, rapidez e não embaraços para os vistos de quem participa do evento e de quem lucra com ele. Quer ultrapassar prazos e obstáculos para a garantia da propriedade intelectual, quer uma justiça rápida e ágil para as causas que enfrentar, ou que a União enfrentar por ela. Para quem conhece o Direito, sabe que a lei da Copa pode ser tudo, menos geral. É uma lei de específica legislação. Tudo o que nela está escrito se desmanchará no ar em dezembro de 2014. Infelizmente. Um país imaginário e perfeito que dura até o apito final no Maracanã.
Mas convenhamos, exigir a liberação de bebidas alcoólicas nos estádios, negar o direito do jovem e dos idosos da meia entrada, proibir as lojas e ambulantes que sobrevivem das vendas no entorno do estádio por conta de interesses e contratos publicitários é invadir e desprezar o direito do cidadão que recebe o evento. Essa tem sido a maior guerra que a presidente Dilma Roussef trava com a entidade para aceitar a Lei Geral.
E pra finalizar, o pior de todos os desastres. Com o atraso nas obras dos estádios, a seleção brasileira pode nem chegar a conhecer o novo Maracanã.
Marcelo Semer nos leva a outra reflexão: para quem supõe estranheza com o tamanho do poder de uma entidade internacional com começo, meio e fim lucrativo, devia entender o recado que os indignados estão espalhando mundo afora, do Cairo a Barcelona, de Nova York a São Paulo.
Silvia Vinhas é apresentadora dos programas Magazine e Opinião Livre, dos canais Bandsports e TV Unip, respectivamente. Fale com ela: leitor@grupo1.com.br

Lá vem água!!! E a temporada das enchentes!

Aurelio Miguel
Vereador SP
O paulistano padeceu um bocado com o inverno e outono seco que enfrentamos. E já estamos nos preparando para a temporada dos dilúvios. Se vier a chuva esperada, vamos testemunhar nova safra de enchentes. Vamos colher dissabores e sofrimentos. A cidade vai transbordar, mas os responsáveis de plantão já têm a desculpa pronta: choveu demais, acima do que era possível imaginar. Dirão isso com os pés secos e a consciência leve. Nada dirão sobre o fato de não terem investido a dinheirama separada no orçamento da cidade para obras contra enchente. Dos 1,5 bi previstos, apenas metade foi investido em três anos. A metade que resta será gasta em 2012, por coincidência um ano eleitoral. Santa coincidência.
Ao guardar esse dinheiro, Kassab deixou de limpar bueiros, bocas de lobo e galerias. Uma enorme contribuição para as enchentes paulistanas. Mas a culpa será sempre da chuva. Sem falar nas muitas obras que não saíram do papel e outras que estão pela metade. Um exemplo disso podemos ver na rua Ulysses Cruz. Alguém duvida de que teremos problemas¿ Pois é, culpa da chuva.
O senhor prefeito e seus amigos preferiram guardar o dinheiro do orçamento para usa-lo em 2012 e nesse tempo colecionaram assinaturas para seu novo partido. O PSD sim será o grande culpado pelas enchentes que virão. Roubou tempo do prefeito que cuidou dele ao invés de cuidar da cidade. E o cidadão comum vai sonhar em ter um bote na garagem. Sonho de consumo dos que residem em áreas sujeitas a enchentes.
Quando criança, na Vila Sônia, vivi o drama das enchentes. Testemunhei famílias perdendo tudo. Diante da tragédia provocada pela natureza e a insensatez dos homens públicos, resta o sentimento de impotência. Se o senhor Kassab pudesse ter a noção do que esse fato provoca na saúde, nas finanças e no moral das famílias, certamente não teria jogado para baixo de seu tapete eleitoral esses mais de R$ 700 milhões.
Aurélio Miguel – Vereador de São Paulo

Nova Faria Lima vai ter “base voadora” da PM

Na última edição da Gazeta noticiamos as mudanças que serão realizadas na Av. Faria Lima, entre elas novas calçadas, pios com cimento moldado com faixa de orientação para deficientes visuais, fiação elétrica aterrada etc. 
Um novo projeto para a Faria Lima foi divulgado esta semana na imprensa. Trata-se de uma “base voadora” da Polícia Militar, projetada pelo arquiteto Ruy Ohtake.
Embora o projeto tenha uma aparência futurista, a inspiração foi uma árvore, segundo Ohtake. É  composto por uma base circular, com diâmetro semelhante ao de um tronco, na qual ficaria uma escada que levaria à base propriamente dita: elevada, em formato de disco feito de metal e vidro e com vista  de 360º, mais ou menos do tamanho de uma copa de árvore.
O projeto prevê vestiário masculino e feminino para PMs e salas de reunião, monitoramento e expediente.
Após ter ajustes e ser levada a uma construtora, a proposta será envida à Prefeitura para o pedido de liberação da área. A expectativa é que a base seja entregue em meados de 2012 – o custo previsto é de cerca de R$ 350 mil, captados com parceiros.

Fiscalização mais rígida para calçadas

As novas regras de fiscalização das calçadas passarão a valer a partir de terça-feira (1º), com multas mais pesadas para trechos danificados, com obstáculos aos pedestres ou com acúmulo de sujeira. O proprietário ou inquilino do imóvel em frente ao local com problema deverá pagar no mínimo R$ 300 por metro linear de fachada. Antes, o valor da infração era limitado em R$ 510, aplicado independente da dimensão da área.
Com as novas regras, uma calçada danificada em 20 metros de extensão representará uma multa de R$ 6 mil, por exemplo. Outra especificação da nova lei é que a multa não será entregue somente ao proprietário do estabelecimento com falhas no passeio, sendo estendida ao locatário também.
O grupo de fiscalização será coordenado pelo engenheiro Amauri Pastorello, ex-subprefeito de Pirituba e Sé, e poderá aplicar as penalidades no momento em que as irregularidades forem flagradas. Segundo a lei anterior, as multas ocorriam 30 dias após a advertência, período que o responsável tinha para reparar o passeio. A nova política de fiscalização também irá ampliar a área mínima para circulação dos pedestres, que passará de 90 centímetros para 1,20 metros.
No caso da sujeira, a infração custará R$ 4 (quatro reais) por metro quadrado. Já os mobiliários urbanos instalados indevidamente, como bancos e lixeiras de condomínios, irão render penalidade de R$ 300 cada. O trabalho de fiscalização será gerenciado pela Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, e os agentes utilizarão máquinas fotográficas para comprovar as falhas de manutenção.

Quitinetes em alta no mercado imobiliário

Antes conhecidos no mercado imobiliário por concentrar unidades de três a quatro dormitórios, os bairros de Pinheiros, Campo Belo e Brooklin voltam a fazer parte dos planos das construtoras no segmento de unidades com apenas um dormitório. Entre os principais fatores que impulsionaram o ressurgimento deste modelo de empreendimento, conhecido nos anos 1960 e 70 como “quitinete”, estão a valorização do metro quadrado na região em que estão situados e o perfil dos compradores.
De 2006 a 2008, Pinheiros, Campo Belo e Brooklin tiveram juntos apenas três lançamentos de apartamentos compactos.  Porém, hoje estes imóveis representam quase metade dos projetos em andamento nestes bairros, sendo procurados por um público jovem, formado por solteiros ou casais sem filhos.
Geralmente, o consumidor que procura apartamentos com estas características preza pela conveniência das imediações, onde devem estar o local de trabalho, opções de lazer e redes de transporte, como metrô ou corredores de ônibus.
Mas, a tendência de crescimento do mercado de imóveis com um dormitório também atrai a atenção de investidores, interessados na venda ou aluguel. Em alguns casos, o repasse da unidade ao futuro morador acontece antes mesmo das chaves serem entregues, com o apartamento ainda na planta.

Donos têm 60 dias para justificar imóvel vazio

Imóvel desocupado na Rua Guaicurus, Lapa
Proprietários de imóveis ou terrenos desocupados deverão justificar à Prefeitura de São Paulo em 60 dias por que os locais estão ociosos. Estabelecimentos nestas condições serão enquadrados na cobrança progressiva do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O objetivo da medida é fazer com que casas e apartamentos abandonados venham a ganhar uma função social.
De acordo com levantamento da administração municipal, hoje a capital paulista tem cerca de 3 milhões de metros quadrados desocupados, sendo que a maioria dos imóveis está no Centro e em áreas onde foram implantadas as operações urbanas Faria Lima, Água Branca e Água Espraiada.  
Os estabelecimentos abandonados em geral são galpões, terrenos baldios, prédios ou sobrados vazios. A legislação estipula que caso o proprietário não tenha a utilização do imóvel comprovada, o IPTU irá automaticamente dobrar a cada ano. Posteriormente, num prazo de cinco anos, o local poderá ser desapropriado se atingir 15% do seu valor, sendo convertido em moradia popular.

Metrô de SP pode ter sotaque carioca

Linha 20 passará por centros comerciais como a Av. Faria Lima, despertando interesse de empresas
A Linha 20 - Rosa do Metrô, que ligará os bairros de Lapa e Moema, poderá ser operada por uma empresa carioca, a Invepar. O novo ramal passará por importantes centros financeiros de São Paulo, como a Avenida Brigadeiro Faria Lima. Nestas áreas de grande potencial de consumo serão instaladas galerias subterrâneas de lojas, uma das vantagens para quem assumir a administração da linha.
Responsável por dois ramais na capital fluminense, a Invepar, composta pela construtora OAS e por um fundo de pensão do Banco do Brasil e Petrobrás, encaminhou uma Manifestação de Interesse Privado (MIP) ao Metrô (Companhia do Metropolitano de São Paulo). Pelas regras estaduais das Parcerias Público-Privada (PPP), a proposta terá de ser divulgada por meio de edital, para que as ofertas de grupos concorrentes sejam formalizadas.
A avaliação das empresas interessadas em administrar a Linha 20 - Rosa deverá ser concluída pelo governo em 2013, para que o projeto seja executado a partir de 2014. Tanto a administração quanto as obras do ramal ficarão a cargo da iniciativa privada. O primeiro modelo de PPP no metrô de São Paulo foi aplicado na Linha 4 - Amarela, porém, com parte da construção sob responsabilidade do Estado.
A Linha 20 - Rosa ligará os bairros de Lapa e Moema, passando por Pinheiros e Brooklin, com a previsão de entrega para 2025. O governo estadual deverá utilizar na realização do projeto R$ 2 bilhões da Prefeitura de São Paulo, obtidos por meio da venda de títulos imobiliários da Operação Urbana Faria Lima.

Polêmica - Demolir o Morumbi e fazer novo estádio para o São Paulo

Grandes empresas do mercado imobiliário, apoiadas pelos poderes municipais e estaduais planejam uma proposta que, caso venha a ser oficializada, irá abalar os dirigentes do São Paulo Futebol Clube: derrubar o Morumbi. O assunto surgiu após o jornal Folha de S. Paulo publicar que construtoras estariam interessadas em erguer empreendimentos na área onde está o estádio, oferecendo como contrapartida uma nova arena praticamente anexada à futura Estação Vila Sônia do Metrô. O novo local abrigaria cerca de 45 mil pessoas para jogos e 65 mil em shows.
A ideia teria tanto o apoio do prefeito Gilberto Kassab quanto do vice-governador Guilherme Afif Domingos, também para amenizar a negativa política da FIFA para a Copa 2014 no Morumbi e para modernizar e aparelhar com equipamentos de última geração o São Paulo, que vai ter muita concorrência do novo Palestra Itália e do Itaquerão. Por enquanto, não há nenhuma proposta formal, apenas intenções. Porém, mesmo ainda sendo remota, a possibilidade de demolição do estádio já causa desconforto aos dirigentes do clube. “Isso não vai acontecer, é uma ideia extraterrestre”, afirmou à imprensa o polêmico presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio.
Hoje, a intenção das construtoras só viria a se tornar realidade caso o projeto fosse aprovado pelo Conselho Deliberativo do clube, que em sua maioria, neste momento é contra a proposta. O vereador Marco Aurélio Cunha rechaça a ideia: “Isso pode acontecer daqui a vinte anos, não agora”. Em tempo: a linha 17 Ouro do Metrô, em sistema de monotrilho, terá a sua estação principal na Praça Roberto Gomes Pedrosa, imediatamente defronte ao Morumbi.
O estádio do São Paulo começou a ser construído após a compra de uma área de 145 mil m2, em 1951, no bairro do Jardim Leonor. Em dezembro daquele mesmo ano, a incorporadora Aricanduva, que pertencia em 80% ao na época prefeito Adhemar de Barros e ao empresário João Saad, doou outro terreno que veio a ser anexado ao clube para viabilidade do projeto. A arena foi inaugurada parcialmente em 1960, sendo que atualmente passa por um processo de modernização, incluindo a cobertura das arquibancadas a partir de 2012.

Parques municipais permanecem sem vigilância

Esta semana a Prefeitura de São Paulo finalizou o contrato com a empresa que cuida da segurança de 36 áreas verdes da cidade. Como a administração ainda não contratou ninguém para fazer o serviço, parques como o Ibirapuera, Trianon, Aclimação, Anhanguera, Guarapiranga e Alfredo Volpi, no Morumbi, sequer têm previsão de quando vão receber novos vigilantes.
A Prefeitura afirma que decidiu romper o contrato depois de constatar  repetidas faltas de funcionários da GSV Segurança e Vigilância  Ltda. A GSV foi contratada em 2008, por cerca de R$ 15 milhões, para cuidar dos parques municipais, mas atualmente passa por processo de recuperação judicial – medida legal para evitar a falência. Por causa desses problemas econômicos, funcionários não têm recebido pagamento e vários abandonaram seus postos nos últimos meses, deixando os parques paulistanos mais inseguros.
Segundo a Prefeitura, já aplicou diversas multas contra a empresa. A principal irregularidade constatada foi o “número elevado” de faltas de vigias e postos de segurança descobertos em tempo integral. A GSV também foi autuada por não apresentar comprovantes de pagamentos de benefícios sociais e plano de saúde para seus funcionários.
A normalização da situação vai depender da região onde os parques estão localizados.