sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Viadutos terão vistoria para evitar acidentes

Inspeçao urgente nos viadutos da Teodoro Sampaio
Para evitar que casos semelhantes ao do desabamento de parte da Ponte dos Remédios ocorram em outras estruturas viárias na cidade, a Prefeitura de São Paulo irá inspecionar em caráter de urgência os viadutos da Rua Teodoro Sampaio que passam sobre as ruas Mateus Grou e Joaquim Antunes.
Os dois locais serão incluídos num pacote de 21 obras em pontes e viadutos que a administração municipal considera prioritárias. Também fazem parte da lista a passagem inferior Euryclides de Jesus Zerbini, o Viaduto Santo Amaro e a Ponte do Jaguaré. As intervenções foram relacionadas na Agenda 2012, projeto com metas para a Capital a serem cumpridas nos próximos dois anos.  
No último dia 23, a passagem para pedestres da Ponte dos Remédios, situada entre o bairro da Vila Leopoldina e o município de Osasco, cedeu durante a madrugada, mas sem vítimas. O desabamento fez com que a Prefeitura de São Paulo abrisse concorrência para a realização de vistorias nas mais de 450 estruturas viárias da cidade.
Porém, o estado precário de conservação da maioria dos viadutos não é novidade. “Há seis anos solicitei à administração uma vistoria nos viadutos da Teodoro, que chegou a ser realizada, mas depois, nada mais foi feito”, afirma Luiz Eugênio de Dall’Ollio, morador e ex-presidente da Associação de Moradores da Rua Mateus Grou. Segundo ele, as passagens apresentam possíveis indícios de má conservação. “É comum surgirem goteiras em alguns pontos do viaduto. Se ocorrer algum problema mais grave, o trânsito na Teodoro terá de ser interditado”, alerta Dall’Ollio.
Segundo especialistas de órgãos como o Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco) e Instituto de Engenharia, o tempo para que pontes e viadutos comecem a se danificar é de aproximadamente 50 anos. Depois desse período, as estruturas passam a ser desgastadas por infiltrações e tráfego de veículos pesados. Os viadutos da Teodoro Sampaio foram construídos por volta dos anos 1950, quando a frota de automóveis em São Paulo era menor.

Faria Lima pode ganhar mais prédios

Proposta que libera mais prédios na Faria Lima deve ser aprovada em definitivo no próximo dia 15
A Câmara Municipal aprovou em primeira votação na última quarta-feira (30), a construção de novos prédios nas imediações da Avenida Brigadeiro Faria Lima, um dos endereços mais nobres da cidade. A proposta deve liberar mais 452 mil m2 para o mercado imobiliário por meio da negociação de 500 mil Certificados de Potencial Construtivos (Cepacs), títulos que podem ser revertidos em melhorias urbanas na região dos empreendimentos.
Para que o projeto de Kassab vire lei ainda é necessária uma segunda votação na Câmara, que deve acontecer no próximo dia 15. Na primeira sessão, foram 39 votos a favor, dez abstenções e nenhum contra. No entanto, vereadores da oposição criticam a iniciativa. Aurélio Miguel (PR) defendeu a vinculação dos recursos obtidos por meio dos Cepacs à construção de moradias populares no perímetro da Operação Urbana Faria Lima, onde a avenida está inserida.
Com as operações urbanas, as incorporados podem erguer edificações acima do permitido pelo Plano Diretor desde que seja paga uma outorga onerosa como compensação. Em seguida, o valor é reinvestido em melhorias na região do empreendimento que excedeu os limites construtivos.
Para Aurélio Miguel e outros vereadores contrários à Kassab, os 637 mil títulos liberados até hoje não resultaram em investimentos sociais na área compreendida pela Operação Urbana Faria Lima, com favelas ao longo da Marginal do Pinheiros. A ala de oposição da Câmara estima que os títulos já vendidos correspondam a R$ 760 milhões em caixa.  
Caso mais Cepacs sejam aprovados pelo Legislativo paulistano, novos prédios devem surgir no entorno do Largo da Batata e das avenidas Frederico Herman Júnior, Pedroso de Morais, Eusébio Matoso, Hélio Pellegrino, Santo Amaro e Bandeirantes. A Prefeitura calcula arrecadação de no mínimo R$ 3 bilhões com o próximo leilão de títulos, que serão aplicados na reurbanização da favela Real Parque e na futura Linha 20 - Rosa do Metrô.

Chuva castiga Vila Madalena

A região de Pinheiros já começou a sofrer com a época das fortes chuvas, típicas dos finais de ano. Na última terça-feira (29), o bairro da Vila Madalena foi o mais afetado, com a formação de alagamentos nas ruas Girassol, Harmonia, Medeiros de Albuquerque e Gonçalo Afonso, conhecida também como “Beco do Batman”.
Carros boiando e comerciantes ilhados em seus estabelecimentos são cenas comuns na Vila Madalena quando ocorrem chuvas com mais intensidade. No bairro de Pinheiros, durante duas horas os moradores da Rua Joaquim Antunes também tiveram problemas com as enchentes. Os transtornos da última terça-feira marcam o início do período das chuvas de verão, que deve terminar apenas em março.
As enchentes na região acontecem principalmente devido à paralisação na Justiça do projeto que prevê um piscinão nas praças Gal. Oliveira Álvares e Jaques Bellange, no bairro do Jardim das Bandeiras. O pedido para bloqueio da iniciativa foi feito por moradores do entorno das praças, pois, segundo eles, o reservatório traria um impacto urbanístico na área, proporcionando efeitos de degradação.
Para os moradores do Jardim das Bandeiras, a melhor alternativa seria a reforma das antigas galerias do Córrego Verde, que percorre os bairros da Vila Madalena, Pinheiros e Jardim Paulistano, até desaguar no Rio Pinheiros.

Região lidera em furtos de veículos

O lugar perfeito para furtos
A média de veículos furtados em Pinheiros, Perdizes e Lapa é três vezes maior se comparada a do restante da Capital, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública levantados entre janeiro e outubro. Os três distritos representam quase 10% desse tipo de crime em toda a cidade, que já teve 36.383 ocorrências.
Na Lapa, o 7o Distrito Policial (DP) registrou 1.312 furtos, subtrações de bens sem uso de violência ou ameaça. Já em Perdizes e em Pinheiros houve 1.074 e 1.009 casos, respectivamente. Entre os principais motivos apontados por delegados para que os três bairros da zona Oeste tenham mais ocorrências estão suas características em comum.
Pinheiros, Lapa e Perdizes concentram prédios residenciais de classe média e alta, onde visitantes têm o hábito de estacionar os carros nas ruas. Nos bairros também há bares e restaurantes frequentados principalmente durante o período da noite.
Outros bairros da zona Oeste também tiveram número elevado de furtos, como o Butantã, com 392. Na zona Sul, o Morumbi teve 432 registros e Santo Amaro, 693. Os casos de roubo, quando o dono do veículo é abordado por assaltante à mão armada, ocorreram mais na periferia.

Casarões antigos à espera de compradores

Encravada no Alto de Pinheiros, a Avenida Diógenes de Lima é uma área de vários casarões. Ao todo, a via reúne ofertas no momento, com preços em torno de 2 milhões de reais. O imóvel mais caro é uma mansão de estilo colonial, com 1000 metros quadrados de área  construída. A pedida já foi de 6,5 milhões de reais. Recentemente o valor caiu para 5,8 milhões de reais.
Passar par frente um produto premium sempre demandou mais tempo, pelos valores envolvidos e pelo círculo rarefeito de possíveis clientes. O fenômeno verificado no Alto de Pinheiros se repete em bairros como Morumbi, Pacaembu e Interlagos. Enquanto um apartamento de dois dormitórios leva cerca de três meses para ser comercializado, uma construção de lato padrão demora pelo menos o triplo, segundo cálculos dos especialistas no mercado.
No Morumbi, casas de cinema chegam a custar até um terço do valor de bons apartamentos nos Jardins ou na Vila Nova Conceição. Nesse caso, problemas de segurança costumam afastar potenciais interessados. Um executivo da região tenta vender uma propriedade da família por 3,9 milhões de reais, com 1.321 metros quadrados de área construída. Outra espaçosa residência na região, avaliada em 3,2 milhões de reais, está há dois anos esperando uma boa oferta.

Rodoviária da Vila Sônia ficará para a próxima gestão

Pelo que parece, a implantação da Rodoviária da Vila Sônia (discutida há 30 anos) ficará a cargo da próxima gestão, já que o prefeito Gilberto Kassab só tem olhos no momento para o bairro de Itaquera. A Prefeitura diz que iria investir R$ 13 milhões neste ano nos projetos das rodoviárias da Vila Sônia e Itaquera – no Orçamento, porém, colocou apenas R$ 5,5 milhões. As definições estão em licitação aberta, por R$ 5,9 milhões, às empresas que farão os projetos básico e executivo, o estudo de impacto ambiental e os laudos técnicos das obras. 
Mas os moradores e comerciantes do Butantã/Vila Sônia continuam apreensivos com o projeto para a construção do terminal rodoviário na região, já que isto vai significar a desapropriação de inúmeros imóveis, principalmente comerciais, a maioria deles instalados no bairro há mais de 20 anos.
Obra polêmica
O terminal deverá ter 16 plataformas e levará à desapropriação de uma área residencial e comercial de 21.500  m2, equivalente a três campos de futebol. Só o estacionamento terá 13,6 mil m2.
A nova rodoviária deverá abrigar preferencialmente as linhas intermunicipais que utilizam o Rodoanel e as rodovias Régis Bittencourt e Raposo Tavares, como as que ligam a cidade ao Sul do País. Deverá também receber alguns itinerários que usam as rodovias Anchieta, Imigrantes e Castello Branco, além de conexões com cidades do entorno como Taboão da Serra, Embu, Cotia, Carapicuíba e Osasco.
Marcos Bicalho, superintendente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) afirma que a medida é boa porque deve tirar ônibus de vias sobrecarregadas, como a Marginal Tietê.
Citada pela primeira vez em 1978 na gestão de Olavo Setubal (1975-79), a nova rodoviária seria uma das duas que o prefeito Gilberto Kassab pretende construir, mas a bola da vez está na Zona Leste com o Itaquerão (Estádio do Corinthians que deve abrir a Copa do Mundo de Futebol em 2014), pois a Rodoviária tem preferência e deve sair do papel em 2012. Vila Sônia vai ficar novamente para uma segunda etapa.

Estações Faria Lima e Butantã vão ganhar lojas

As estações da Linha 4 - Amarela do Metrô até o final de dezembro devem começar a ganhar suas primeiras lojas e quiosques. Os pontos comerciais serão instalados nos mezaninos das paradas, com vistas ao público de 500 mil usuários que passa diariamente pelo ramal.
As estações Butantã, Paulista e Luz vão ser as primeiras a receber os estabelecimentos, que além de produtos terão serviços de conveniência como cabeleireiro, lavanderia, café e lanchonete. Estão previstas ainda 60 máquinas de salgadinhos, refrigerantes e para recarga de celulares.
Segundo a ViaQuatro, empresa responsável pela administração da Linha 4 - Amarela do Metrô, as estações têm ao todo 3 mil m2 de áreas disponíveis ao comércio. Além de representar uma fonte de receita extra, o aluguel desses espaços irá proporcionar comodidades aos usuários do ramal, que não precisarão mudar seu trajeto em busca dos serviços e produtos.
Cada ponto na Linha 4 do Metrô poderá ser alugado por meio de uma faixa de preço mensal que varia entre R$ 300  e R$ 950 o m2. A Estação Faria Lima é a que terá a maior área, com 50 m2, onde haverá um café. As lojas não funcionarão no mesmo horário dos trens, das 4h40 à meia-noite, mas provavelmente estarão abertas das 7h às 21h.

Crescimento de favelas gera insegurança na população

De acordo com pesquisas do Censo Demográfico, São Paulo, a maior cidade do Hemisfério Sul e a mais rica da América Latina, tem hoje 994.926 famílias vivendo em situação de risco, em áreas precárias ou em terrenos irregulares. É um número absurdo para uma cidade tão rica - são entre 3 e 4 milhões de pessoas, uma população muito maior do que a de Salvador, Belo Horizonte ou Brasília. Isso significa que um terço dos paulistanos tem residência atualmente em favelas, loteamentos irregulares, cortiços, conjuntos irregulares e outros assentamentos que desafiam a política habitacional da capital.
Os números podem parecer frios, indiferentes, mas, na realidade, acabam movimentando uma teia de inseguranças e muitos problemas. Desde o surgimento dos primeiros barracos, a relação da sociedade com as favelas foi controversa e mal resolvida.
Nos últimos anos, as ocupações se adensaram, barracos ganharam andares, áreas verdes foram ocupadas, mananciais foram invadidos, e mais pessoas foram empurradas para as submoradias. Para se ter ideia, 60% das favelas ocupam terrenos que seriam destinados a praças e parques públicos.

Jaguaré é apontado como a “cara de São Paulo”

Levantamento feito pelo Estado nos dados do Censo Demográfico de 2010 mostra que, se algum bairro pudesse ser um retrato em miniatura de São Paulo, seria o Jaguaré. Dos 96 distritos da Capital, o Jaguaré, na zona Oeste, é o que possui indicadores mais similares à média da cidade. Na região, vê-se uma mistura tipicamente paulistana: casas antigas, favelas, indústrias, prédios de alto padrão recém-construídos e até o tradicional engarrafamento do fim da tarde.
A pesquisa foi feita a partir da média ponderada de 11 dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), levando em consideração características como raça, renda, estado civil, filhos, sexo e idade. Nenhum dos bairros paulistanos chega tão perto da média municipal quanto o Jaguaré, na zona oeste. Lá, a renda média por domicílio é de R$ 3,6 mil, 19,2% dos moradores são casados, 60,6% são brancos, 52,7% são mulheres e 26,5% têm menos de 18 anos, por exemplo.
Esses números praticamente se repetem na média da capital, que tem renda de R$ 3,5 mil, 19,2% de casados, 60,6% de brancos, 52,7% mulheres e 26,7% de menores de idade. O indicador mais diferente é a renda - apenas 5% maior que o total da cidade. Todas as outras características variam menos de 1,5%. Para efeito de comparação, bairros distintos da média, como Morumbi, na zona sul, chegam a ter diferença de até 250% em alguns dados.
Sossego noturno
A satisfação da população é reflexo da sensação de segurança nas ruas. Apesar do boom imobiliário e do maior movimento de carros e pedestres, muitas casas ainda não têm portões nem guaritas com vigias noturnos.
Os limites municipais estão demarcados no bairro do Parque Continental. O sossego dos moradores que vivem em casas luxuosas espalhadas pela área, no entanto, está cada vez mais ameaçado pelo trânsito. Para fugir das filas formadas na chegada à capital pela Rodovia Presidente Castelo Branco, parte dos motoristas de Osasco opta por cruzar as ruas tranquilas do bairro para cortar caminho.
O “jeitinho” já virou até tópico de discussão entre a Prefeitura de Osasco e a Subprefeitura da Lapa, que abrange o Jaguaré. “O maior problema é que Osasco acabou expandindo o viário para dentro do bairro e ainda não conseguimos resolver essa questão”, explica o subprefeito da Lapa, Carlos Fernandes.
Outro desafio do Jaguaré é a favela, uma das maiores da cidade, atualmente com 12 mil habitantes e em fase de reurbanização pela Prefeitura.  “Foi uma ocupação que ocorreu entre as décadas de 1970 e 1980 por causa das indústrias. Agora, nosso objetivo é criar prédios de baixa renda para abrigar essa população”, diz Fernandes.

Paraisópolis com preço de Jardins

No amplo comércio de Paraisópolis, comunidade de 100 mil habitantes na zona Sul de São Paulo, a variedade é grande. É possível encontrar Casas Bahia, Bradesco e Banco do Brasil ao lado de lojas locais, como a Gisele Presentes e o Sacolão Farias. E já há espaço reservado para TIM, Vivo e Santander.
“Até pouco tempo, o que abria na comunidade era comércio local, tirando exceções como Casas Bahia, loja que chegou em 2008”, diz Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores e do Comércio da comunidade. “Agora, o poder de compra cresceu e passamos por um grande processo de urbanização, o que favorece a entrada de empresas maiores”, completa.  
Segundo ele, cerca de 20 empresas procuraram a União de Moradores nos últimos 18 meses para se instalar, ficando mais caro montar ponto nos endereços mais cobiçados.
Hoje, o aluguel do m² no centro comercial de Paraisópolis chega a custar R$ 125 por mês.
Na região da Oscar Freire (Jardins), onde estão várias lojas de grife, o valor mínimo de locação está em R$ 100 por m², podendo alcançar R$ 220, segundo levantamento da imobiliária Herzog.
O preço em Paraisópolis também é superior praticados nas avenidas Interlagos (R$ 75 o m²), Brás Leme (R$ 90) e Radial Leste (R$ 85).
Ao se instalar, as companhias contratam mão-de-obra local. “É uma forma de reforçar o vínculo com a comunidade e ajudar a desenvolvê-la”, diz André Caio, diretor da regional SP da Vivo, que pretende abrir as portas em Paraisópolis até o fim deste ano.
 “Vale a pena o investimento”, diz Erika Cascão, diretora de vendas da TIM no Estado de SP, que planeja abrir a loja em Paraisópolis ainda em 2011. “Esses consumidores podem comprar. Hoje, eles estão carentes é de oferta”.