sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Trânsito fica mais lento no final de ano

Compras de Natal fazem com que trânsito na Teodoro Sampaio piore ainda mais
Com a proximidade do final de ano um problema conhecido pelos paulistanos se agrava ainda mais: o trânsito. As chuvas fortes e o Natal fazem com que os pontos viários mais problemáticos da Capital testem a paciência do motorista, pois é justamente nessa época que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) costuma registrar os índices mais altos de congestionamento.
Nas marginais do Pinheiros e do Tietê as chuvas nos finais da tarde fazem com que o fluxo de veículos fique completamente estagnado. Obras do governo do Estado para solucionar o transtorno estão em andamento, como o desassoreamento dos leitos dos rios. Porém, as intervenções devem ser concluídas somente em 2014.
Quanto aos reflexos do Natal no trânsito da cidade, a lentidão é ocasionada devido ao movimento em grandes centros de compras, como a Rua Teodoro Sampaio, para onde muitos consumidores se deslocam. As decorações da Avenida Paulista também colaboram para que o tráfego fique mais travado, já que muitos curiosos são atraídos por elas, tentando estacionar seus veículos nas vias transversais.

Faria Lima agora congestionada também à noite

Trânsito durante a madrugada na Faria Lima influência também em outras avenidas, como no caso da Rebouças
Na maioria das grandes vias da Capital, o tráfego intenso que se forma durante o final da tarde geralmente diminui ao longo da noite. Porém, em algumas regiões o fluxo de veículos se estende até a madrugada, como no caso da Avenida Brigadeiro Faria Lima, que além de ser um importante centro financeiro paulistano concentra bares e casas noturnas nas suas imediações. Porém, outros motivos fazem com que o trânsito não se dissemine após as 23h na via.
Segundo alguns especialistas em tráfego, a programação deficiente de semáforos e as poucas faixas de circulação colaboram para que o motorista tenha dificuldades em se deslocar na Faria Lima de madrugada, principalmente nos finais de semana. Situação semelhante ocorre também nas avenidas Santo Amaro e Jornalista Roberto Marinho.
Outros fatores que agravam a situação nas avenidas a partir da 0h estão a ausência de fiscais de trânsito e o não funcionamento integral do transporte público, como as linhas de ônibus e metrô. “Algumas vias da cidade desenvolveram mais de um perfil ao longo dos anos. A Faria Lima, por exemplo, é um centro de negócios no período diurno, mas à noite um reduto voltado ao lazer. A administração pública não se preparou para as mudanças dessa demanda”, explica o engenheiro de trânsito Artur Mendonza Saad.

Prédio preocupa moradores do Jd. Europa

Os moradores da Rua Coronel Irlandino Sandoval, no Jardim Europa, temem que a sua tranquilidade possa acabar em breve, quando as obras de um empreendimento residencial de 27 andares forem concluídas num terreno da via. O motivo para a preocupação é que o edifício terá 134 vagas para carros, que devem tornar o tráfego local mais intenso ao acessarem a Avenida Brigadeiro Faria Lima.
Para agravar a situação, os moradores antigos afirmam que para entrar na garagem do edifício, os futuros vizinhos terão de atravessar a Irlandino, que é estreita e de sentido único. Com receio de que a circulação de veículos venha degradar a rua, os moradores recorreram à Associação dos Moradores dos Jardins América, Europa, Paulista e Paulistano (Ame Jardins). A entidade deve se pronunciar nos próximos dias sobre quais medidas tomar para tentar impedir a construção do empreendimento ou reduzir os impactos na região.
A Yuny, construtora responsável pelo projeto, afirma que está aberta ao diálogo com os moradores, mas que até o momento não foi contatada por eles. Ainda de acordo com a empresa, o empreendimento quando finalizado irá valorizar o bairro pelas características arquitetônicas e não causará impacto significativo no trânsito, já que terá poucas unidades.

Vila Leopoldina, um bairro em ampla ascensão

“Bairros como a Lapa e Pinheiros já estão saturados, enquanto a Vila Leopoldina, na Zona Oeste, ainda tem espaço para continuar se expandindo”, é o que afirma Celso Petrucci, economista-chefe do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), entidade que contabilizou quase 3.300 unidades lançadas por ali desde 2007, taxa maior que a de bairros como Moema.  
Há cerca de dez anos, quem circulava pela Vila Leopoldina encontrava muitas indústrias, depósitos de aparência rústica e poucas opções de lazer.  
O fácil acesso para as marginais e a proximidade do Parque Villa-Lobos contribuem para o sucesso das vendas. Com entrega programada para maio de 2012, um conjunto de três prédios da construtora MaxHaus liquidou todos os 104 apartamentos de 70 metros quadrados em apenas um fim de semana, ao preço de 319.200 reais cada um.
O empreendimento veio engrossar a crescente concorrência do lugar. Mercados, restaurantes e lojas chegaram para atender a essa demanda de novos  doceria Vila di Vó, da casa de quitutes Torta Maria, de uma filial da cantina Nello’s, do restaurante Mangiare, entre outros.
O movimento também faz com que velhos estabelecimentos troquem de roupa. É o caso da tradicional pizzaria Ritto, instalada há doze anos na Rua Nanuque. Por conta da grande demanda, o negócio passou por uma expansão em 2005.
É frequente que antigos espaços ganhem ar descolado, dando vez a empresas de moda, de publicidade de cinema.

Vem aí o perigo verde

A combinação da falta de informações sobre as árvores e dias chuvosos preocupa a população. E, se continuar nesse ritmo, a Prefeitura levará mais de 50 anos para checar todas elas. Só em 2010, 970 árvores vieram ao chão, segundo o Corpo de Bombeiros. Embora o programa, batizado de Identidade Verde, tenha avançado pouco, os primeiros dados já mostram que a saúde das árvores vai mal.
As regiões do Alto de Pinheiros, City Boaçava, Butantã, Chácara Flora e City Lapa, locais onde há maior quantidade de vegetação, estão sujeitas a quedas constantes de árvores, provocando muitas vezes acidentes graves como ocorreu recentemente na Av. Giovanni Gronchi, onde uma mulher teve de ser socorrida pelos bombeiros após um galho de árvore cair sobre o pára- brisas de seu carro.   
Impermeabilização, canteiro cimentado e poda mal feita – que abrem caminho para cupins e fungos – estão entre os problemas que levam as árvores a cair em dias de chuva e vento.
Programa anti-quedas
Segundo Sônia Ortega, agrônoma da Prefeitura, o Identidade Verde é um programa de longo prazo, para orientar o manejo de árvores.
Os 140 agrônomos da Prefeitura já foram treinados. Em 2011, eles atenderam 48 mil pedidos e fizeram 15 mil ações de manejo preventivo.
Além das 2.000 remoções, o programa ampliou 546 canteiros, podou 6.521 árvores e plantou 402 exemplares.     
A especialista em arborização urbana da Esalq-USP, Ana Liner, considera o programa “louvável”, mas critica “falhas” no planejamento. “A Prefeitura está sempre correndo atrás do prejuízo”.
Segundo ela, há alternativas para melhorar o processo. Uma delas é avaliar primeiro as áreas com árvores mais velhas, que costumam ter mais problemas, e contratar empresas para ajudar a fazer a avaliação em toda a cidade.

Monotrilho pode ter obra embargada pela Justiça

Uma ação civil pública do Ministério Público Estadual motivou a decisão para paralisação de 16 grandes projetos públicos, tanto do Estado quanto da Prefeitura, tocados em solo paulistano.
Entre eles, está o de construir as duas linhas de monotrilhos: a 17- Ouro, que vai ligar o aeroporto de Congonhas ao terminal Morumbi da CPTM, e o prolongamento da Linha 2 - Verde do Metrô até Cidade Tiradentes, na Zona Leste.
A 1ª Vara da Fazenda Pública tornou nulo, via liminar, convênio entre  Cetesb e a Prefeitura pelo qual o órgão ambiental do Estado transferia ao município o poder de licenciar as atividades de impacto local.
O secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, afirmou que ficam bloqueadas também, até nova determinação da Justiça, as licenças que envolvem corte de vegetação e proteção de áreas íngremes, proximidades de cursos de água e áreas com vegetação protegida.
Na prática, a decisão atinge qualquer obra ainda não aprovada que esteja, por exemplo, a dez metros de córregos pequenos, mesmo que esteja canalizado. 
Com a decisão da juíza Márcia Helena Bosch, a Cetesb e o Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) voltam a ser responsáveis por fazer o licenciamento dos projetos que foram paralisados.

Kassab insiste em vender terreno da Sub de Pinheiros

O prefeito Gilberto Kassab pode adotar uma nova estratégia para conseguir que o terreno onde hoje está instalada a Subprefeitura de Pinheiros seja vendido ao mercado imobiliário. A ideia agora é mudar o Plano Diretor em vigor desde 2002, que impede a negociação por determinar a implantação de um parque público na área de 31 mil m2 ocupada pela administração regional, na Avenida das Nações Unidas, 7.123.
Baseado nessa condição, o promotor de Habitação e Urbanismo, José Carlos de Freitas, obteve uma liminar na Justiça que evita a venda do terreno da subprefeitura, avaliado em R$ 150 milhões pela Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp).
No entanto, a Prefeitura de São Paulo alega que a venda do terreno é necessária para suprir o déficit de 200 creches na cidade, sendo construídas pelas próprias incorporadas como contrapartida.  Outra área pública que passa por situação semelhante é o “Quarteirão Cultural” do Itaim-Bibi, que recebeu este apelido de moradores locais por concentrar escolas, unidades de saúde, teatro e biblioteca.

Predinhos se firmam como nova tendência do mercado

Numa época em que grandes arranha-céus proliferam pela Capital, um novo segmento do mercado imobiliário começa a ganhar espaço, principalmente em bairros nobres, como Alto de Pinheiros, Vila Andrade e Morumbi. Pequenos edifícios de até cinco andares passaram a ser procurados com mais frequência, atraindo principalmente famílias e casais recém-formados.
Entre os motivos que fazem estes novos empreendimentos despertarem interesse no mercado está o clima de vila que proporcionam, além do baixo número de moradores. Porém, a privacidade não significa isolamento, pois há quem escolha morar nestes locais pela melhor convivência com os vizinhos. "Sabemos os nomes de quase todos daqui e nos damos muito bem, ao contrário do prédio onde eu morava, onde eram comuns reclamações de barulho e discussões por vários motivos", afirma a publicitária Kátia Figueira Desaily, moradora de um condomínio de predinhos no Morumbi.
Buscando atender a esse novo consumidor, as incorporadoras lançaram neste ano em São Paulo 42 condomínios de pequenos prédios, 44% a mais do que no ano passado. O preço das unidades também subiu devido à demanda. Em bairros como Vila Sônia e Morumbi o preço do m2 pode variar entre R$ 3,5 mil e R$ 4,5 mil.

Obras da Linha 5 podem parar novamente

Mesmo com a suspensão do afastamento do presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, pela Justiça de São Paulo, as obras da Linha 5 - Lilás ainda correm o risco de serem paralisadas novamente. Isso porque o desembargador Márcio Franklin Nogueira afirma “haver fortes indícios de fraude no processo licitatório do projeto”.
O desembargador liberou o retorno de Sérgio Avelleda ao Metrô apenas por considerar haver necessidade de indícios mais contundentes para o afastamento. “Respeito a culta magistrada de primeiro grau, mas para que uma providência de tamanha gravidade seja tomada deve-se levantar informações mais incisivas e precisas sobre o suposto envolvimento nas fraudes alegadas”, afirmou Nogueira.
Outro empecilho na Linha 5 é o bloqueio à continuidade do projeto executivo, que antecede as intervenções estruturais, como túneis e fundações. A juíza da 12ª Vara da Fazenda Pública, Sílvia Maria Meirelles, interrompeu a contratação do Lote 7 do ramal, entre as futuras estações Santa Cruz e Chácara Klabin, porque, segundo ela, as empresas derrotadas na licitação não tiveram acesso aos motivos pelos quais foram excluídas do processo, vencido pela empresa italiana Geodata.  
As obras da Linha 5 - Lilás já haviam sido paralisadas com base nas investigações de um suposto conluio entre as construtoras responsáveis pelos lotes.  O Ministério Público Estadual contesta as regras do edital de licitação, pois as empresas vencedoras já eram conhecidas antes da abertura dos envelopes, por meio de um documento registrado em cartório e obtido em abril de 2010 pelo jornal Folha de S. Paulo. O caso fez com que Sérgio Avelleda deixasse a presidência do Metrô.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

iPad – Um ano no Brasil

Silvio Pereira
Consultor
No próximo dia 03 de dezembro, a Apple comemora o primeiro ano de vendas do iPad no Brasil, lançamento que na primeira geração só surgiu por aqui após 8 meses depois dos Estados Unidos,  já a segunda geração, o iPad 2, chegou oficialmente com apenas 3 meses de intervalo.  Os tablets chegaram para ficar e estão ocupando totalmente o espaço dos netbooks, devido a sua aplicabilidade e uma interatividade com o usuário nunca antes imaginada. Como somos bombardeados constantemente por novas tecnologias acredito que o uso da interface touch, facilidade e as aplicações que o tablet vem implementando torna-se difícil imaginar um substituto a altura. O sucesso de todo equipamento de informática esta ligado a utilização em grande escala quer seja por desejo, aplicabilidade ou necessidade. Um dos pontos importantes da continuidade dos produtos são as constantes inovações e aplicações que este produto disponibiliza.  A estratégia dos maiores fornecedores de sistemas operacionais desta tecnologia como a Apple com iOS 5 e do Google com Android é incentivar e criar ferramentas mais simples e gratuitas de desenvolvimento oferecendo assim  novos atrativos constantemente aos usuários. Tenho certeza que muitos leitores, como eu, estão imaginando que os tablets me parecem muito mais íntimos do que apenas um ano de existência nas nossas vidas.
Veja o vídeo da Apple abaixo sobre o impacto do iPad na vida de todos após um ano do seu lançamento, não percam.

Se precisarem de esclarecimento ou tiver alguma duvida sobre esta matéria ou qualquer assunto sobre informática, faça o seu comentário abaixo.
Sílvio Pereira, engenheiro, pós-graduado no ITA em Segurança da Informação, Consultor especializado em Segurança da Informação, Virtualização e Cloud Computing. E-mail: spereira@gn2.com.br