sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Denúncias do apito

Salvio Spinola
Arbitro FIFA
O ano iniciou com a arbitragem balançando pelas denúncias feitas pelo ex-árbitro FIFA do Rio de Janeiro, Gutemberg Fonseca. Acho que são denúncias contundentes, principalmente por ele dizer que tem um dossiê com mil páginas. Merece ser apurado e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva já abriu inquérito para apuração, também a FIFA está enviando ao Brasil um emissário para acompanhar a apuração dos fatos. Posso afirmar que nos meus vinte anos de arbitragem nunca me deparei com esta situação e nem ouvi falar. Achei o posicionamento do Gutember inoportuno, por entender não ser este o momento de fazer a denúncia. Esperou sair dos quadros da FIFA para se pronunciar, deveria ter feito quando ocorreu. A CBF tem uma parcela de culpa muito grande por estes momentos vividos pela arbitragem, por não ter regras claras para ingresso e saída do quadro da FIFA e também por não se posicionar com a lista de árbitros no momento certo. O envio da relação nominal dos árbitros para a FIFA é no mês de outubro, não seria mais claro a entidade máxima do futebol publicar esta lista no seu site oficial? Com isso, evita-se as especulações e estímulo aos boatos.
Novos talentos
A Copa São Paulo de Juniores é uma fábrica de revelar talentos ao futebol brasileiro. Vários jogadores que disputaram a Copinha já jogaram inclusive na seleção brasileira, disputando Copa do Mundo. É uma grande oportunidade para os jogadores mostrarem seu potencial e porta de entrada no profissional. Para a arbitragem é a mesma coisa, os jovens árbitros atuam em jogos competitivos, com oportunidade de aparecer na televisão, mostrando um bom trabalho. Os que se saem bem, apitando bons jogos e com acertos passam a atuar na primeira divisão.

Arena Palestra já tem eventos antes de ficar pronta

A partir de 2013, Arena Palestra deverá receber no mínimo 35 jogos e dez shows por ano
Mesmo ainda no início das obras, a futura Arena Palestra Itália já tem uma agenda básica com um número mínimo de eventos que deverá receber por ano, a partir de sua conclusão em 2013. De acordo com um estudo realizado pela Sociedade Esportiva Palmeiras e a empresa AEG, serão realizados no complexo multiuso uma média de 35 partidas de futebol e dez shows anualmente, isso somente na área que compreende o campo e as arquibancadas.
O último show na casa do Palmeiras aconteceu em 2010, com a apresentação da banda norte-americana de rock Aerosmith, gerando queixas de moradores do bairro devido ao barulho. Quando estiver pronta, a arena terá uma acústica que reduzirá os impactos dos eventos musicais em áreas residenciais do entorno.
No que se refere aos outros espaços do complexo, serão 40 eventos no anfiteatro e mais 80 no centro de convenções. O projeto palmeirense, ainda prevê intervenções viárias na região, como o rebaixamento e ampliação da Avenida Professor Francisco Matarazzo, que ganhará quatro faixas no trecho entre a Avenida Pompeia e a Rua Padre Antônio Tomás.
As obras da Arena Palestra Itália devem ser concluídas em 2013, sendo executadas pela construtora WTorre, que poderá explorá-la comercialmente por 30 anos. Após esse período a administração do local será repassada ao Palmeiras, dono do terreno.

Lei da Calçada ganha nova legislação e começa a multar

A nova legislação que triplica a multa mínima para calçadas esburacadas, sujas e com obstáculos começou a ser aplicada oficialmente na segunda-feira, dia 9. Segundo a Prefeitura, a regulamentação da lei, sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) em 10 de setembro, deverá ser publicada em breve no Diário Oficial da Cidade.
O morador que não acabar com buracos no passeio na frente de casa, por exemplo, pagará no mínimo R$ 300 - o valor anterior era de R$ 96,33. O aumento é reflexo de uma mudança na fórmula usada para calcular o valor. Agora, a conta não levará em consideração o tamanho da área danificada, mas a extensão total da calçada, em metro linear.
De autoria do vereador Domingos Dissei (PSD), a Lei 15.442 também determina que a área da calçada destinada à passagem dos pedestres passe de 0,9 metro para 1,2 metro. E esse espaço não poderá ser obstruído por lixeiras, postes de luz ou mesmo árvores.
Segundo informações do Jornal O Estado de S. Paulo, na prática, isso quer dizer que, em calçadas do mesmo tamanho, o valor da multa aplicada em função de um buraco pequeno será o mesmo de um passeio totalmente destruído.
Novas regras
Outra mudança importante é que a infração será entregue para quem ocupar o imóvel, independentemente de se tratar do inquilino, no caso de aluguel.
A sujeira também será vistoriada - e renderá multa de R$ 4 por m². Nesse caso, o morador poderá ser autuado não só por folhas não varridas encontradas no trajeto do pedestre, como por sacos de lixo colocados nas calçadas com muito tempo de antecedência em relação à coleta prevista.
Inicialmente, o cumprimento das novas normas ficará a cargo dos 700 fiscais da Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras, mas a pasta prevê a contratação de funcionários terceirizados para ajudar a identificar os problemas. A justificativa é de que eles não darão conta de fiscalizar o cumprimento das demais leis se tiverem de checar todas as calçadas.
A Prefeitura pretende contratar empresas privadas para dar apoio operacional ao trabalho. O funcionário terceirizado faria uma espécie de pré-fiscalização e montaria um roteiro de visitas para os fiscais, inclusive com ajuda de foto. A população também poderá ajudar com denúncias, por meio do telefone 156.

LED vira opção para burlar Cidade Limpa

Anúncio eletrônico de empreendimento imobiliário na Rua Paes Leme
Grandes empresas do ramo imobiliário, companhias de seguro e até igrejas evangélicas têm conseguido um novo meio de driblar a Lei Cidade Limpa, em vigor desde 2007 para inibir a poluição visual gerada pela publicidade. Ao invés dos antigos cartazes e banners, aparelhos de televisão LED têm sido utilizados para a divulgação de produtos e serviços.
A vantagem do equipamento LED é que além de ter as mesmas medidas dos materiais publicitários convencionais, como os cartazes, nele podem ser divulgadas várias propagandas animadas. Apesar de não ser proibido pela legislação municipal, o recurso eletrônico já tem gerado notificações da Prefeitura de São Paulo.   
Para lidar com essa nova estratégia publicitária, a Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), órgão da Prefeitura, já analisa a possibilidade de se oficializar a restrição desse tipo de mídia. A liberação também não está descartada, mas para isso será necessário discutir quais as limitações ao se optar pela divulgação por meio dos aparelhos LEDs.
Apesar de restringir a publicidade em espaços públicos, a Lei Cidade Limpa tem se tornado mais flexível nos últimos anos. Hoje um dos instrumentos legais mais utilizados pelas grandes empresas é o Termo de Cooperação, que permite a divulgação de marcas em placas instaladas nas praças e canteiros centrais de avenidas, em troca da manutenção destes locais.

Árvores continuam perdendo espaço em bairros e avenidas

A falta de árvores em São Paulo não é apenas um problema cenográfico. Além de diminuir o risco de escorregamento de encostas e de alagamentos, a vegetação serve para melhorar a qualidade do ar e para resfriar a temperatura. “Estamos perdendo árvores raras e exemplares estrangeiros da época da São Paulo rural”, diz o ambientalista Ricardo Cardim, autor do blog arvoresdesaopaulo.wordpress.com. “Além disso, as árvores não são enfeites, elas são fábricas de qualidade de vida para as pessoas.”
Até nos locais mais verdes de São Paulo, como as regiões da Cidade Universitária, no Butantã, e do Parque Ibirapuera, as árvores sofrem para conseguir espaço.
Segundo pesquisa inédita realizada nos Jardins, zona Sul, metade das 2,2 mil espécies plantadas nas ruas do bairro está sufocada por alguma barreira física, como um canteiro de cimento, lixeira, banca de jornal ou mesmo uma guarita de segurança. E três em cada dez já destruíram as calçadas.
O diagnóstico, almejado por moradores dos Jardins desde 2006, ocorre no quadrilátero formado pelas Avenidas Brasil, 9 de Julho, Brigadeiro Faria Lima e Rebouças. A região é considerada o “ar-condicionado” natural da cidade, ao lado do Parque Ibirapuera.
De acordo com o engenheiro agrônomo Luiz Gustavo Ripani, da Eletropaulo, a realidade dos Jardins - bairro tombado pelo Conselho Estadual de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat) por manter espécies centenárias - é semelhante às condições encontradas em Pinheiros, Pacaembu e Morumbi. De maneira geral, os resultados obtidos são ruins.
Os dados estão em um estudo em desenvolvimento pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e pela associação AME Jardins, cujo objetivo é listar quantas e quais árvores do bairro correm risco de cair. O investimento, de R$ 500 mil, é da AES Eletropaulo, que visa reduzir o número de interrupções de energia elétrica em função da queda de galhos de árvores em sua rede - hoje, 56% dos casos ocorrem por esse motivo.
O diagnóstico, almejado por moradores dos Jardins desde 2006, ocorre no quadrilátero formado pelas Avenidas Brasil, 9 de Julho, Brigadeiro Faria Lima e Rebouças. A região é considerada o “ar-condicionado” natural da cidade, ao lado do Parque Ibirapuera.
O estudo foi dividido em duas etapas. Na primeira, todas as árvores foram analisadas externamente. “Fizemos a medição de cada uma delas, depois procuramos identificar a presença de cupins, de fungos e de interferências artificiais, como espelhos, fios e pregos. Na segunda etapa, vamos usar aparelhos não destrutivos, como tomógrafos, para fotografar as árvores por dentro”, diz o Sérgio Brazolin, pesquisador do IPT.
A previsão é finalizar a pesquisa até o fim de junho e entregá-la à Prefeitura para que seja usada como base no programa municipal de arborização.

Novas regras contra arrastões em condomínios de SP

Medidas estão sendo adotadas em bairros como Jardins, Perdizes, Moema e Morumbi para evitar a entrada de assaltantes. Seguranças observam ocupantes de carros e abrem porta-malas antes de liberar a entrada nos condomínios.  Todas as vezes que os moradores chegam ao portão da garagem de seu edifício no Morumbi, zona Oeste de São Paulo, um segurança se aproxima. Ele pede para que os vidros sejam abertos e, à noite, que a luz interna seja acesa.
Em seguida, o funcionário vistoria o carro, em busca de algum estranho. A rotina foi implementada há um mês, depois que um prédio vizinho sofreu arrastão. Por medo das invasões, moradores de bairros nobres, como Moema, Perdizes e Jardins, têm se submetido a revistas antes de entrar em suas residências. Elas acontecem ainda na calçada ou numa espécie de “clausura” (espaço entre dois portões). Esse tipo de procedimento não é novidade. Era mais comum em edifícios de altíssimo padrão, com poucos apartamentos e moradores.
O condomínio onde a nutricionista Carmem Barbieri mora tem duas torres e 108 unidades, e o procedimento é rápido. Na hora do “rush”, no entanto, provoca filas na entrada da garagem.
Em um condomínio de 392 apartamentos próximo à Cidade Universitária (zona Oeste), a segurança vai além: abre o porta-malas do carro e, quando há um visitante no veículo, pede para que ele saia e entre pelo portão social. A empresa responsável pela segurança do edifício, a Haganá, explica que a medida visa separar o morador de um potencial criminoso.
“A única forma de “limpar” o carro é separar o desconhecido para que o morador possa dizer se está em risco”, diz o diretor comercial da empresa, José Antonio Caetano.
Reclamações
Mas nem todos os moradores ficam contentes com as medidas rígidas. Há quem se recuse a abrir as janelas do carro. Tem até morador que só abre depois que o segurança bate no vidro e pede.
Os condôminos ainda não aprovaram, por exemplo, que os porta-malas sejam revistados, porque a maioria considera invasão de privacidade. Há moradores que dizem que a medida causa constrangimento com as visitas. O gerente predial de um edifício nos Jardins conta que até um ex-presidente, ao entrar de carro no edifício com autorização de um morador, foi barrado para que o carro fosse revistado. “Quem quer entrar no prédio tem que se submeter às novas regras”. Segundo o Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado), houve no primeiro trimestre de 2011 ano nove casos de arrastões em condomínios em toda a cidade. No mesmo período de 2010, foram 18.
Apesar de garantirem que o segurança que vistoria os carros, geralmente desarmado, está preparado pra agir caso encontre um criminoso escondido, empresa dizem que o objetivo não e surpreender um possível ladrão.
“Se o ladrão sabe que há segurança, ele não entra. Quero mostrar que o morador não é alvo interessante”, diz Niv Yossef, gernte de segurança do Grupo GR.

Obras devem desapropriar 300 imóveis na zona Sul


Obras desapropriarão cerca de 300 imóveis entre as avenidas Morumbi e João Dias
Um pacote de obras viárias da Prefeitura de São Paulo poderá desapropriar cerca de 300 imóveis numa região entre as avenidas Morumbi e João Dias. O objetivo dos projetos, orçados em R$ 324,5 milhões sem contar as indenizações, é reduzir o trânsito intenso na Marginal do Pinheiros durante os horários de pico.
Entre as obras previstas está uma nova ponte ligando Santo Amaro ao Panamby, que deverá começar a ser construída ainda neste ano, junto a um túnel de 2,4 quilômetros entre o Brooklin e a Rodovia dos Imigrantes. Os novos projetos fazem parte da Operação Urbana Água Espraiada, que tem entre suas intervenções já concluídas a Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira.
Outra intervenção da operação urbana é a ampliação da Avenida Chucri Zaidan, do Morumbi Shopping até a Ponte João Dias, com um trecho subterrâneo entre a Rua Fernandes Moreira e a Praça Embaixador Sírio Freitas Vale. Na saída do túnel, a nova ponte poderá ser acessada pela Rua José Guerra.
A alça viária deverá se chamar Burle Marx e terá duas mãos, sendo que o acesso pelo lado do Panamby será feito próximo ao Parque Burle Marx. Os motoristas que vierem de ambos os sentidos da Marginal Pinheiros também poderão utilizá-la.

Eventos culturais marcam 460 anos de Santo Amaro

O bairro de Santo Amaro completa 460 anos neste domingo, 15 de janeiro. Para celebrar a data, uma série de eventos culturais acontece entre hoje (13) e quarta-feira (18).
Hoje (13), às 19h30, o Sesc Santo Amaro (Rua Amador Bueno, 505) abre três exposições sobre o passado do bairro, retratando a origem de ruas e avenidas, as tradicionais romarias e cartazes de eventos que deixaram saudades aos moradores locais mais antigos. As mostras vão até 15 de janeiro.
Amanhã (14), o Paço Cultural Júlio Guerra (Pça Floriano Peixoto, 131) realiza às 15h, o baile comemorativo aos 460 anos, com participação do grupo Caminho Livre. O evento será coordenado pela Casa de Cultura Cora Coralina.
No domingo (15), às 7h30, acontece a Prova Aniversário de Santo Amaro, tradicional maratona promovida pelo Sesc, com o apoio da Prefeitura de São Paulo. As 13h será disputado um torneio de xadrez com os melhores jogadores da região no Paço Cultural Júlio Guerra, e as 17h, uma missa em homenagem ao bairro no Colégio Jesus Maria José (Av. Adolfo Pinheiro, 893).
Para encerrar os eventos, na próxima quarta-feira (18) a Biblioteca Municipal Belmonte (Rua Paulo Eiró, 525), recebe uma mostra de jornais antigos e atuais, que retratam a região de Santo Amaro desde a sua condição de município até se tornar um dos bairros mais tradicionais de São Paulo. 
Informações: Sesc Santo Amaro: 5541-4000 ou sescsp.org.br / Subprefeitura de Santo Amaro: 3396-6100 ou santoamaro.prefeitura.sp.gov.br / Distrital Santo Amaro da ACSP: 5521-6700

Cratera do Metrô faz 5 anos, mas caso continua em aberto

Parentes de vítimas protestaram na inauguração da Estação Pinheiros em setembro do ano passado
Após cinco anos desde o desmoronamento do canteiro de obras da Estação Pinheiros do Metrô, completados ontem (12), a Justiça de São Paulo ainda não decidiu se irá julgar os 14 réus do caso, engenheiros e outros técnicos que estavam envolvidos no projeto. Eles são acusados de não terem tomado as precauções de segurança necessárias para evitar o acidente que resultaria na morte de sete pessoas, respondendo em liberdade por homicídio culposo (sem intenção).
Em setembro do ano passado, a juíza Aparecida Angélica Correia ouviu cinco testemunhas de acusação no Fórum Regional de Pinheiros. No entanto, como a defesa ainda não se pronunciou, a indecisão de se levar o caso para julgamento deve continuar.
A promotora do Ministério Público Estadual (MPE), Eliane Passarelli, afirma que houve imprudência e imperícia no canteiro de obras da estação, além do uso de materiais de baixa qualidade. “Em um dos túneis que desmoronou seria preciso que 300 peças de sustentação estivessem instaladas, porém, foram colocadas somente 30”.
O Consórcio Via Amarela, responsável pela execução das obras da Linha 4 - Amarela do Metrô, alega que estudo realizado por técnicos do Brasil e do exterior indicou como motivo do acidente a ocorrência de fatores geológicos imprevisíveis. Quanto à segurança na obra, o consórcio afirma que todos os procedimentos preventivos foram realizados com a utilização de modernas técnicas de engenharia.
No que se refere às indenizações dos parentes das vítimas fatais e de proprietários de imóveis danificados pelo acidente, o Consórcio Via Amarela informa que foram quitadas com recursos provenientes do contrato de construção da Linha 4.
Em maio do ano passado, a Estação Pinheiros foi inaugurada sob protesto de familiares de vítimas. Eles exigiam do governador Geraldo Alckmin a instalação de uma placa em memória dos parentes perdidos no desmoronamento, em 2007. Na época, José Serra estava no comando do Palácio dos Bandeirantes. No entanto, a homenagem até hoje não existe no local, e alguns dos proprietários de imóveis afetados pelo desmoronamento ainda brigam na Justiça pela revisão dos valores das indenizações.

CET irrita motoristas no Alto de Pinheiros

Uma alteração realizada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) na Rua Capepuxis gerou queixas de motoristas que passam pelo Alto de Pinheiros. O motivo da bronca é que a via era utilizada como alternativa de acesso à Ponte Cidade Universitária, evitando congestionamentos que atualmente ocorrem na Praça Pan-americana.
A CET alega que a medida teve como objetivo preservar vias locais do bairro como a Capepuxis, que não tem condições estruturais de receber fluxo intenso de veículos. De acordo com o órgão, a rua era utilizada como rota paralela à Avenida Professor Fonseca Rodrigues em direção à Ponte Cidade Universitária.
No entanto, o argumento técnico não convenceu alguns motoristas que passam pelo Alto de Pinheiros." Se levarmos em consideração que o trabalho da CET é melhorar o trânsito, não vejo sentido ou lógica nessa mudança, ", afirma Marcos Evangelista del Vecchia. Porém, quem mora nas ruas protegidas defende a intervenção viária. "Antes da mudança não parava de passar carro por aqui, o barulho incomodava demais", afirma a aposentada Maria do Carmo da Conceição, moradora da Rua Capepuxis há mais de 30 anos.