sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Feliz 2040, São Paulo!


Gilberto Cassab
O plano SP 2040 pretende ser uma referência para que poder público, cidadãos e empresas transformem a cidade nas próximas décadas.
As comemorações em função dos 458 anos da nossa cidade me levaram a lembrar e a sonhar.
Lembrar desse mundo de contrastes, alegrias, dramas, desafios, sorrisos e realidades que todos vivemos, e eu vivo como prefeito. Lembrar e falar a você sobre um sonho -a você e aos mais de 11,2 milhões de brasileiros de São Paulo.
Trata-se do sonho de um engenheiro, de um economista, de um homem público que está há seis anos vivendo na pele de prefeito.
O sonho é um plano que tem a ambição que está no DNA do nosso sangue bandeirante e também na crença que Anchieta plantou aqui no planalto de Piratininga.
Um sonho criado por uma equipe capaz e dedicada, que acredita que pode transformar, recriar e melhorar a moradia, o transporte, o lazer, a educação, a qualidade do ar, o trabalho, a convivência, a solidariedade e a fraternidade dentro dos 1.523 quilômetros quadrados deste maravilhoso território paulistano.
Estamos falando do SP 2040, que projeta a cidade que queremos.
O SP 2040 pensa 30 anos à frente. Ele traça políticas públicas e projeta soluções para a mobilidade urbana, sabendo que hoje o metrô transporta 4,4 milhões de passageiros por dia e que os trens da CPTM levam e trazem 2,6 milhões.
Também é levado em consideração o fato de que, dentro de mais de 6,5 milhões de automóveis, outra multidão participa, todo santo dia útil, dessa incrível dança de encontros e desencontros. Essas pessoas se cruzam nos mais de 6.000 semáforos presentes em milhares das mais de 46 mil ruas de São Paulo.
Os números são gigantescos. Eles são do tamanho do desafio que o SP 2040 tem enfrentado para projetar conforto, para dar dignidade e para oferecer qualidade de vida a todos que para cá vieram e virão.
Falo dos irmãos do Nordeste, do mundo mais ao norte, mais ao sul, longe a oeste, atravessando um oceano a leste, todos navegando com esperança e ousadia. Alguns fugindo de guerras e de terremotos, outros simplesmente chegando para tentar a vida, para constituir uma família, para ter um lar e filhos.
A tecnologia e as novas políticas públicas já criaram, e estão criando, em outras metrópoles mundo afora, projetos revolucionários. São novos espaços urbanos que tornam a vida mais confortável e a convivência mais agradável.
Nova York transformou o Bronx. Os europeus compatibilizaram a modernidade com a história, a arte e a arquitetura. Os chineses montam prédios enormes em 365 horas (horas!), como mostra o YouTube -é verdade, porém, que eles têm facilidades políticas pouco ortodoxas, como desapropriações ultra rápidas.
Além da visão estratégica de longo prazo, da criatividade, do diálogo e da construção de consensos entre o governo e a sociedade, temos consciência de que há um longo caminho pela frente.
Mas só cidades como a nossa, com alma e garra, se reconstroem. Nós temos capacidade técnica e força de trabalho. Aí está, então, o SP 2040, desafiador, em pleno processo de discussão com a sociedade.
O plano já foi exposto e debatido no âmbito interno, para os secretários e técnicos da prefeitura, na Câmara Municipal, no Instituto de Engenharia, nas universidades, em seminário internacional, no Secovi e com vários outros públicos.
O plano pretende se tornar uma referência para o poder público, para os cidadãos, para as empresas e para as organizações que queiram trabalhar unidas, transformando a cidade nas próximas décadas.
É uma explicação para mais de metro. Todos terão mais informações técnicas, políticas, econômicas e sociais ao longo do tempo. Prometo. Hoje, permitam-me fazer um artigo assim, escrito com o coração e com o meu amor pela cidade. Feliz 2040, São Paulo!
GILBERTO KASSAB, 51, engenheiro e economista, é prefeito da cidade de São Paulo.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Pirataria na Internet

Silvio Pereira
Consultor
A Pirataria é um termo antigo usado na informática antes mesmo da existência da Internet, sempre foi utilizado para definir o uso de um produto não autorizado pelo produtor infringindo os direitos legais e autorais. Precisamos tomar alguns cuidados no uso deste termo, pois ele pode definir também a conivência ou não da compra ou uso por um usuário de um produto de forma ilegal. Existem dois cenários muitos diferentes que são quando o comprador tem plena consciência da compra de um produto ilegal ou quando este está sendo enganado, pois a semelhança do ilegal ou legal para um leigo pode ser muito tênue.
Esta semana o governo americano esta querendo passar a responsabilidade da pirataria veiculada na internet para os provedores de conteúdo, enquanto esta informação é alimentada por bilhões de pessoas pelo mundo ao mesmo tempo.  É impossível monitorar 100% on-line a informação armazenada, fazendo mais sentido, e isto já acontece, retirar a informação em um tempo curto quando o provedor é comunicado ou percebe que fere alguma legalidade.
Um exemplo clássico de que esta lei não irá funcionar é o caso do PHISHING, proibido por lei em todo mundo e corresponde hoje a uma das maiores fraudes na internet, pois o usuário tem certeza de estar no site do seu banco ou do seu programa de milhagens e passa as informações para estes fraudadores. Na maioria das vezes estes fraudadores se aproveitam de maquinas de usuários que possuem vulnerabilidades e implantam falsos sites e que depois recuperam as informações armazenadas, como usuários, senhas e códigos de acesso e por esta lei estes usuários leigos e com maquinas desatualizadas ou sem nenhuma proteção poderão também ser punidos.
Passar a responsabilidade para o provedor de conteúdo em monitorar todos os dados postados pelos usuários do mundo inteiro é no mínimo cômico, infringe sigilo de informações e faz a internet voltar à velocidade do som e não mais a da luz como é hoje. O governo tem que se preocupar em criar uma tecnologia de autenticação eletrônica que possa identificar a verdadeira identidade do usuário e puni-lo pelo crime cometido e não passar o crime para o provedor de dados.
Se precisarem de esclarecimento ou tiverem alguma duvida sobre esta matéria ou qualquer assunto sobre informática, acessem o nosso blog em: http://grupo1info.blogspot.com.
Sílvio Pereira, engenheiro, pós-graduado no ITA em Segurança da Informação, Consultor especializado em Segurança da Informação, Virtualização e Cloud Computing. E-mail: spereira@gn2.com.br

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A fala, o movimento ou o toque?

Falar com o computador ou com qualquer maquina de forma natural e ter como resultado a ação esperada é um desafio antigo para todos que desenvolvem e vivem com tecnologia. Diversas tentativas foram feitas, mas nunca foi convertido em um produto de utilização em grande escala, por impedimentos de línguas, sotaques, tom de voz, poder de processamento e outros fatores que dificultaram a implantação. A Apple esta com este novo desafio com o software Siri com reconhecimento de voz convertido em ações com o seu novo iPhone 4S, o resultado é surpreendente para um aparelho tão pequeno e que promete revolucionar a forma de interagirmos com as maquinas.
Movimentar-se na frente de videogames como forma de interação já está presente desde 2006 com o Wii da Nintendo e mais recentemente em 2010 com o Kinect do Xbox 360 da Microsoft. Esta maneira de se conectar mudou sensivelmente a forma de como os videogames eram vistos e passaram a ser utilizados até como um meio de fazer exercícios para o corpo e não somente com a habilidade das mãos. A tecnologia de detecção de movimento está sendo utilizada em diversas maquinas e num futuro bem próximo estarão substituído algumas formas de controle remoto e de touch.



A Apple já tem um projeto para 2012 de uma TV que responderá a comando por movimentos, além do voz (Siri) e a Intel já implementa alguns projetos com os seus novos processadores multicores (i3, i5 e i7).

O tocar (touch), com o advento dos celulares, smartphones, iPhone, iTouch, iPad, tablets e outros que se utilizaram desta tecnologia, foi a interface mais utilizada nos últimos anos e promete permanecer por um longo tempo devido ao amadurecimento do produto, as facilidade de uso e implementação, custo em queda e melhoras futuras no toque além simplesmente do vidro rígido.
O desafio destas três tecnologias de interação homem-maquina é saberem quais serão as melhores, para quais aplicações e equipamentos serão utilizadas e se sobreviverão. Assistam os vídeos acima destas tecnologias em ação hoje e o que elas farão para nos no futuro próximo.
Se precisarem de esclarecimento ou tiverem alguma duvida sobre esta matéria ou qualquer assunto sobre informática, façam o comentário abaixo.
Sílvio Pereira, engenheiro, pós-graduado no ITA em Segurança da Informação, Consultor especializado em Segurança da Informação, Virtualização e Cloud Computing. E-mail: spereira@gn2.com.br

Lençóis Maranhenses e o Basquete

Silvia Vinhas
BandSports
Na virada do ano aceitei o convite da ex- jogadora de basquete e hoje diretora da Seleção Brasileira, Hortência, para prestigiar a iniciativa do governo do Maranhão no apoio ao Basquete Feminino Nacional. O estado maranhense nunca teve uma equipe deste esporte. O  incentivo veio com uma contratação de peso; a jogadora Iziane, do Atlanta Dreams. E a viagem trouxe grandes descobertas. A beleza surpreendente dos Lençóis Maranhenses, um dedo de Deus, uma beleza de tirar o fôlego. O Brasil é mesmo um país privilegiado. Até o nosso deserto, do tamanho da cidade de São Paulo, tem água. Piscinas naturais dão um colorido que magnetiza. Outra constatação é a carência do povo brasileiro, não só de recursos e infraestrutura, mas de esporte. A chegada de Hortência monopolizou a atenção de todos. Trabalho há muitos anos com televisão e estou acostumada com o assédio a celebridades, mas sabemos quando alguém é realmente famoso num lugar desses. Em povoados, no passeio pelo Rio Preguiça, em Caburé, um paraíso ainda inexplorado de pescadores e nativos, a rainha foi reverenciada e aclamada. Um reconhecimento que se repetiu na estréia da equipe do Maranhão contra o forte time de Americana no Castelão, local do confronto, pela Liga de Basquete Nacional. Mais de 7 mil pessoas lotaram o estádio e quase 3 mil não conseguiram entrar. Uma festa nunca vista na cidade e um público incomum para um simples jogo de início de campeonato.  Resultado de ótima divulgação e trabalho. Sinal de que esse é o caminho. Acreditar no potencial de atletas que só precisam de uma chance. O basquete, segundo Hortência, investe a longo prazo, de olho na nova geração olímpica para fazer bonito em 2016.O barulho divertido provocado pelas animadas “olas” na arquibancada  mostrou um povo que entende o que está vendo e quer mais. Foi realmente um início de ano emocionante!
Silvia Vinhas é apresentadora dos programas Magazine e Opinião Livre, dos canais Bandsports e TV Unip, respectivamente.

Denúncias do apito

Salvio Spinola
Arbitro FIFA
O ano iniciou com a arbitragem balançando pelas denúncias feitas pelo ex-árbitro FIFA do Rio de Janeiro, Gutemberg Fonseca. Acho que são denúncias contundentes, principalmente por ele dizer que tem um dossiê com mil páginas. Merece ser apurado e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva já abriu inquérito para apuração, também a FIFA está enviando ao Brasil um emissário para acompanhar a apuração dos fatos. Posso afirmar que nos meus vinte anos de arbitragem nunca me deparei com esta situação e nem ouvi falar. Achei o posicionamento do Gutember inoportuno, por entender não ser este o momento de fazer a denúncia. Esperou sair dos quadros da FIFA para se pronunciar, deveria ter feito quando ocorreu. A CBF tem uma parcela de culpa muito grande por estes momentos vividos pela arbitragem, por não ter regras claras para ingresso e saída do quadro da FIFA e também por não se posicionar com a lista de árbitros no momento certo. O envio da relação nominal dos árbitros para a FIFA é no mês de outubro, não seria mais claro a entidade máxima do futebol publicar esta lista no seu site oficial? Com isso, evita-se as especulações e estímulo aos boatos.
Novos talentos
A Copa São Paulo de Juniores é uma fábrica de revelar talentos ao futebol brasileiro. Vários jogadores que disputaram a Copinha já jogaram inclusive na seleção brasileira, disputando Copa do Mundo. É uma grande oportunidade para os jogadores mostrarem seu potencial e porta de entrada no profissional. Para a arbitragem é a mesma coisa, os jovens árbitros atuam em jogos competitivos, com oportunidade de aparecer na televisão, mostrando um bom trabalho. Os que se saem bem, apitando bons jogos e com acertos passam a atuar na primeira divisão.

Arena Palestra já tem eventos antes de ficar pronta

A partir de 2013, Arena Palestra deverá receber no mínimo 35 jogos e dez shows por ano
Mesmo ainda no início das obras, a futura Arena Palestra Itália já tem uma agenda básica com um número mínimo de eventos que deverá receber por ano, a partir de sua conclusão em 2013. De acordo com um estudo realizado pela Sociedade Esportiva Palmeiras e a empresa AEG, serão realizados no complexo multiuso uma média de 35 partidas de futebol e dez shows anualmente, isso somente na área que compreende o campo e as arquibancadas.
O último show na casa do Palmeiras aconteceu em 2010, com a apresentação da banda norte-americana de rock Aerosmith, gerando queixas de moradores do bairro devido ao barulho. Quando estiver pronta, a arena terá uma acústica que reduzirá os impactos dos eventos musicais em áreas residenciais do entorno.
No que se refere aos outros espaços do complexo, serão 40 eventos no anfiteatro e mais 80 no centro de convenções. O projeto palmeirense, ainda prevê intervenções viárias na região, como o rebaixamento e ampliação da Avenida Professor Francisco Matarazzo, que ganhará quatro faixas no trecho entre a Avenida Pompeia e a Rua Padre Antônio Tomás.
As obras da Arena Palestra Itália devem ser concluídas em 2013, sendo executadas pela construtora WTorre, que poderá explorá-la comercialmente por 30 anos. Após esse período a administração do local será repassada ao Palmeiras, dono do terreno.

Lei da Calçada ganha nova legislação e começa a multar

A nova legislação que triplica a multa mínima para calçadas esburacadas, sujas e com obstáculos começou a ser aplicada oficialmente na segunda-feira, dia 9. Segundo a Prefeitura, a regulamentação da lei, sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) em 10 de setembro, deverá ser publicada em breve no Diário Oficial da Cidade.
O morador que não acabar com buracos no passeio na frente de casa, por exemplo, pagará no mínimo R$ 300 - o valor anterior era de R$ 96,33. O aumento é reflexo de uma mudança na fórmula usada para calcular o valor. Agora, a conta não levará em consideração o tamanho da área danificada, mas a extensão total da calçada, em metro linear.
De autoria do vereador Domingos Dissei (PSD), a Lei 15.442 também determina que a área da calçada destinada à passagem dos pedestres passe de 0,9 metro para 1,2 metro. E esse espaço não poderá ser obstruído por lixeiras, postes de luz ou mesmo árvores.
Segundo informações do Jornal O Estado de S. Paulo, na prática, isso quer dizer que, em calçadas do mesmo tamanho, o valor da multa aplicada em função de um buraco pequeno será o mesmo de um passeio totalmente destruído.
Novas regras
Outra mudança importante é que a infração será entregue para quem ocupar o imóvel, independentemente de se tratar do inquilino, no caso de aluguel.
A sujeira também será vistoriada - e renderá multa de R$ 4 por m². Nesse caso, o morador poderá ser autuado não só por folhas não varridas encontradas no trajeto do pedestre, como por sacos de lixo colocados nas calçadas com muito tempo de antecedência em relação à coleta prevista.
Inicialmente, o cumprimento das novas normas ficará a cargo dos 700 fiscais da Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras, mas a pasta prevê a contratação de funcionários terceirizados para ajudar a identificar os problemas. A justificativa é de que eles não darão conta de fiscalizar o cumprimento das demais leis se tiverem de checar todas as calçadas.
A Prefeitura pretende contratar empresas privadas para dar apoio operacional ao trabalho. O funcionário terceirizado faria uma espécie de pré-fiscalização e montaria um roteiro de visitas para os fiscais, inclusive com ajuda de foto. A população também poderá ajudar com denúncias, por meio do telefone 156.

LED vira opção para burlar Cidade Limpa

Anúncio eletrônico de empreendimento imobiliário na Rua Paes Leme
Grandes empresas do ramo imobiliário, companhias de seguro e até igrejas evangélicas têm conseguido um novo meio de driblar a Lei Cidade Limpa, em vigor desde 2007 para inibir a poluição visual gerada pela publicidade. Ao invés dos antigos cartazes e banners, aparelhos de televisão LED têm sido utilizados para a divulgação de produtos e serviços.
A vantagem do equipamento LED é que além de ter as mesmas medidas dos materiais publicitários convencionais, como os cartazes, nele podem ser divulgadas várias propagandas animadas. Apesar de não ser proibido pela legislação municipal, o recurso eletrônico já tem gerado notificações da Prefeitura de São Paulo.   
Para lidar com essa nova estratégia publicitária, a Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), órgão da Prefeitura, já analisa a possibilidade de se oficializar a restrição desse tipo de mídia. A liberação também não está descartada, mas para isso será necessário discutir quais as limitações ao se optar pela divulgação por meio dos aparelhos LEDs.
Apesar de restringir a publicidade em espaços públicos, a Lei Cidade Limpa tem se tornado mais flexível nos últimos anos. Hoje um dos instrumentos legais mais utilizados pelas grandes empresas é o Termo de Cooperação, que permite a divulgação de marcas em placas instaladas nas praças e canteiros centrais de avenidas, em troca da manutenção destes locais.

Árvores continuam perdendo espaço em bairros e avenidas

A falta de árvores em São Paulo não é apenas um problema cenográfico. Além de diminuir o risco de escorregamento de encostas e de alagamentos, a vegetação serve para melhorar a qualidade do ar e para resfriar a temperatura. “Estamos perdendo árvores raras e exemplares estrangeiros da época da São Paulo rural”, diz o ambientalista Ricardo Cardim, autor do blog arvoresdesaopaulo.wordpress.com. “Além disso, as árvores não são enfeites, elas são fábricas de qualidade de vida para as pessoas.”
Até nos locais mais verdes de São Paulo, como as regiões da Cidade Universitária, no Butantã, e do Parque Ibirapuera, as árvores sofrem para conseguir espaço.
Segundo pesquisa inédita realizada nos Jardins, zona Sul, metade das 2,2 mil espécies plantadas nas ruas do bairro está sufocada por alguma barreira física, como um canteiro de cimento, lixeira, banca de jornal ou mesmo uma guarita de segurança. E três em cada dez já destruíram as calçadas.
O diagnóstico, almejado por moradores dos Jardins desde 2006, ocorre no quadrilátero formado pelas Avenidas Brasil, 9 de Julho, Brigadeiro Faria Lima e Rebouças. A região é considerada o “ar-condicionado” natural da cidade, ao lado do Parque Ibirapuera.
De acordo com o engenheiro agrônomo Luiz Gustavo Ripani, da Eletropaulo, a realidade dos Jardins - bairro tombado pelo Conselho Estadual de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat) por manter espécies centenárias - é semelhante às condições encontradas em Pinheiros, Pacaembu e Morumbi. De maneira geral, os resultados obtidos são ruins.
Os dados estão em um estudo em desenvolvimento pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e pela associação AME Jardins, cujo objetivo é listar quantas e quais árvores do bairro correm risco de cair. O investimento, de R$ 500 mil, é da AES Eletropaulo, que visa reduzir o número de interrupções de energia elétrica em função da queda de galhos de árvores em sua rede - hoje, 56% dos casos ocorrem por esse motivo.
O diagnóstico, almejado por moradores dos Jardins desde 2006, ocorre no quadrilátero formado pelas Avenidas Brasil, 9 de Julho, Brigadeiro Faria Lima e Rebouças. A região é considerada o “ar-condicionado” natural da cidade, ao lado do Parque Ibirapuera.
O estudo foi dividido em duas etapas. Na primeira, todas as árvores foram analisadas externamente. “Fizemos a medição de cada uma delas, depois procuramos identificar a presença de cupins, de fungos e de interferências artificiais, como espelhos, fios e pregos. Na segunda etapa, vamos usar aparelhos não destrutivos, como tomógrafos, para fotografar as árvores por dentro”, diz o Sérgio Brazolin, pesquisador do IPT.
A previsão é finalizar a pesquisa até o fim de junho e entregá-la à Prefeitura para que seja usada como base no programa municipal de arborização.

Novas regras contra arrastões em condomínios de SP

Medidas estão sendo adotadas em bairros como Jardins, Perdizes, Moema e Morumbi para evitar a entrada de assaltantes. Seguranças observam ocupantes de carros e abrem porta-malas antes de liberar a entrada nos condomínios.  Todas as vezes que os moradores chegam ao portão da garagem de seu edifício no Morumbi, zona Oeste de São Paulo, um segurança se aproxima. Ele pede para que os vidros sejam abertos e, à noite, que a luz interna seja acesa.
Em seguida, o funcionário vistoria o carro, em busca de algum estranho. A rotina foi implementada há um mês, depois que um prédio vizinho sofreu arrastão. Por medo das invasões, moradores de bairros nobres, como Moema, Perdizes e Jardins, têm se submetido a revistas antes de entrar em suas residências. Elas acontecem ainda na calçada ou numa espécie de “clausura” (espaço entre dois portões). Esse tipo de procedimento não é novidade. Era mais comum em edifícios de altíssimo padrão, com poucos apartamentos e moradores.
O condomínio onde a nutricionista Carmem Barbieri mora tem duas torres e 108 unidades, e o procedimento é rápido. Na hora do “rush”, no entanto, provoca filas na entrada da garagem.
Em um condomínio de 392 apartamentos próximo à Cidade Universitária (zona Oeste), a segurança vai além: abre o porta-malas do carro e, quando há um visitante no veículo, pede para que ele saia e entre pelo portão social. A empresa responsável pela segurança do edifício, a Haganá, explica que a medida visa separar o morador de um potencial criminoso.
“A única forma de “limpar” o carro é separar o desconhecido para que o morador possa dizer se está em risco”, diz o diretor comercial da empresa, José Antonio Caetano.
Reclamações
Mas nem todos os moradores ficam contentes com as medidas rígidas. Há quem se recuse a abrir as janelas do carro. Tem até morador que só abre depois que o segurança bate no vidro e pede.
Os condôminos ainda não aprovaram, por exemplo, que os porta-malas sejam revistados, porque a maioria considera invasão de privacidade. Há moradores que dizem que a medida causa constrangimento com as visitas. O gerente predial de um edifício nos Jardins conta que até um ex-presidente, ao entrar de carro no edifício com autorização de um morador, foi barrado para que o carro fosse revistado. “Quem quer entrar no prédio tem que se submeter às novas regras”. Segundo o Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado), houve no primeiro trimestre de 2011 ano nove casos de arrastões em condomínios em toda a cidade. No mesmo período de 2010, foram 18.
Apesar de garantirem que o segurança que vistoria os carros, geralmente desarmado, está preparado pra agir caso encontre um criminoso escondido, empresa dizem que o objetivo não e surpreender um possível ladrão.
“Se o ladrão sabe que há segurança, ele não entra. Quero mostrar que o morador não é alvo interessante”, diz Niv Yossef, gernte de segurança do Grupo GR.