sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Informatica | Certificado Digital

Silvio Pereira
Consultor GlobalNet
Certificado Digital
O Certificado Digital é um documento eletrônico que garante a autenticidade de uma pessoa, empresa ou site e a confidencialidade das informações recebidas no mundo virtual.
Tem validade jurídica e esta sendo usado em varias atividades publicas como consulta a informações a Receita Federal do Brasil e para a emissão de Nota Fiscal eletrônica (NFe)
O Certificado Digital garante que o envio do documento será somente lido pelo destinatário, ou a solicitação da informação esta sendo originado pelo portador autorizado cadastrado.
Sem o Certificado Digital não seria possível ter certeza que a informação enviada ou solicitada vem de uma fonte confiável.
O Certificado Digital só foi possível graças os recursos de criptografia assimétrica, aonde o dono do certificado possui a chave privada e a unidade certificadora a chave publica. A criptografia assimétrica pode garantir tanto a autenticidade como o sigilo das informações.
Quando quer se garantir o sigilo da informação a origem cifra a mensagem usando a chave publica e só será lida pelo destinatário final, mesmo que a informação seja interceptada não poderá ser lida, pois somente o destinatário possui a chave privada para decifrar a mensagem.
No caso de autenticidade o processo é inverso, somente a origem pode gerar o documento com a sua chave privada garantindo que as informações geradas são de sua propriedade e não foram modificadas e podem ser lidas por qualquer pessoa que possua a chave publica.
O Certificado Digital está sendo utilizado em grande escala pelas empresas e poderá num futuro breve ser exigido para as pessoas físicas para garantir a sua autenticidade no mundo virtual.
Sílvio Pereira, engenheiro de formação com pos-graduação no ITA em Segurança da Informação, trabalha a 25 anos com informática, Consultor especializado em Segurança da Informação, Virtualização e Cloud Computing.
email:
spereira@gn2.com.br

Editorial | Opinião - Criminalidade

Criminalidade: das ruas às universidades
O crime se generaliza e se difunde em outras classes sociais.  Quer na sua forma, efeito e objetividade. O leitor conhece muito bem os crimes superiores como homicídios, estupros, furtos, roubos, crimes contra o Estado, crime de colarinho branco, crimes eleitorais e outros. Mas agora os crimes estão mudando de formas e de objetivos. Estão indo para as universidades, como os que vêm sendo denunciados contra alunos - vestibulandos de medicina – na Universidade de Cuiabá, conforme reportagem de Fátima Lessa, no Oesp, em que alunos concorriam a vagas em medicina. Sete deles foram presos e indiciados por fraude, estelionato e formação de quadrilha.
Policiais disfarçados de fiscais flagraram alunos com celulares acoplados nos sapatos. A cola pelo celular foi descoberta e o aluno, líder do grupo, Fortunato Simões Franco, de 19 anos, foi preso em um bairro enquanto repassava as respostas por meios de toques nos celulares dos candidatos. O esquema era simples: um toque, letra A; dois toques, letra B; e assim por diante até E. A abordagem dos policiais disfarçados ocorreu quando os candidatos terminavam a prova. O preço de cada “serviço” era de R$ 20 mil.
Em São Paulo, na USP, 21 alunos estão sofrendo processo administrativo sujeitos a expulsão. Quatro universitários são acusados pela ocupação do prédio da reitoria, e outros 17, por utilizarem desde março um espaço na moradia estudantil pertencente à Coordenadoria de Assistência Social (Coseas).
Segundo reportagem do jornalista Felipe Mortara do jornal O Estado de S. Paulo, os protestos de alunos, funcionários e professores realizado no dia 31 de novembro último, foram feitos porque, segundo eles, não procedem estes processos administrativos contra os estudantes devido o acordo com a ex-reitora Sueli Vilela, professores e funcionários, em março de 2007, quando terminou a ocupação da reitoria.
A reportagem do Grupo 1 foi comunicada por telefone, que o atual reitor, João Grandino Rodas, deverá se manifestar sobre o caso, oportunamente.
O. Donnini, jornalista e advogado.

Esportes | A VITÓRIA

Silvia Vinhas
BandSport
O COSTUME DA VITÓRIA

Tem gente que passa a vida batendo a cabeça, se esforçando. E se acostuma com o padrão de vida generalizado que se impõe a suas vontades quando o resultado não vem. Até consegue vencer desafios, mas as vitórias não se solidificam, são irreais, fugazes. E aí acontece o inevitável, baixa autoestima nos leva a acreditar, muitas vezes, que estamos fadados às derrotas, ou muito pior, a nos contentar com pequenas vitórias. Pensar grande é o primeiro passo. Olhar sempre a floresta e não só a árvore.
Foi nesse clima que o técnico Muricy Ramalho encontrou o Fluminense. O clube vinha brigando para não ser rebaixado há três anos e o mais difícil foi fazer o grupo acreditar que podia ganhar. Maior vencedor da história dos pontos corridos do Brasileirão, com quatro títulos e um vice-campeonato em oito edições disputadas desde 2003, Muricy Ramalho é um vencedor e declara que "fica doente quando perde".
Fiel a seus princípios, com linha de raciocínio moldada no caráter e na determinação, Muricy tem base forte solidificada na família. Brinca que se os filhos não forem embora de casa será um prazer, que o segredo da vida é sempre fazer a coisa certa e que seu amor por Rose, sua mulher, é a mola propulsora no prazer das conquistas.  Levar o Fluminense ao título após 26 anos de jejum sem recursos e estrutura de time grande, treinando seus homens na praia na falta de um centro de treinamento, foi um dos grandes momentos da carreira do treinador. Em meio à emoção da vitória com Engenhão lotado e um batalhão de jornalistas a sua volta, Muricy não se alterou "preciso falar primeiro com minha mulher, com minha família". Em rede nacional agradeceu a companheira de todas as horas e declarou seu amor.
Conheci Muricy num momento descontraído com amigos, e ele ainda estava à frente do Palmeiras. A impressão que tive foi de um homem turrão, pavio curto, sem "papas na língua".
Ele é mesmo tudo isso, mas com verdade e amor no coração. Parabéns Muricy.
Silvia Vinhas é jornalista e apresentadora dos programas Bandsports News, ACE, (ambos do Canal Bandsports), Opinião Livre (TV Unip) e Conectado (Mega TV). Fale com ela: leitor@grupo1.com.br

Politica | Aproveitar a oportunidade

Aurelio Miguel
Vereador SP
Aproveitar a oportunidade é
uma questão de capacidade

Pois bem, dentro de quatro anos – em 2014 – vamos receber entre nós a Copa do Mundo de Futebol. Dois anos mais tarde será a vez de o Brasil sediar a maior competição poliesportiva do mundo, as Olimpíadas. Não tenho dúvida de que já passou da hora de sonhar, planejar, prometer. O momento agora é de trabalhar, investir. E o que temos visto? Quase nada. Eu não concordo em gastar uma montanha de dinheiro público para fazer a festa que será comemorada por atletas estrangeiros. É urgente que o país faça investimento importante no desenvolvimento do esporte. É preciso investir pesado nas categorias de base.
A realização dessas duas competições irá lançar o nome do Brasil ao mundo. Será um excelente marketing da capacidade de nosso povo. Mas se não desejarmos cair no ridículo de uma exibição pífia, temos que começar a sair do discurso e passar a prática. Não tenho visto nada significativo no sentido de prepararmos nossos atletas mais jovens para essas competições. Exceto o futebol, modalidade na qual somos exportadores de talentos, nos mais diversos esportes o que vemos são valores sendo também auto-exportados. Mas por falta de opções por aqui.
 As duas mega-competições vão exigir enormes gastos na construção de praças esportivas e outros equipamentos urbanos. Se não houver trabalho na base, na revelação, incentivo e preparação de novos talentos, no futuro teremos inúmeras instalações esportivas entregues às moscas por falta de quem as use. Se desejarmos seguir exemplo de ações ideais, como a demonstrada por Barcelona em 1992, já estamos em atraso. Ainda há tempo, mas não dá para esperar o Carnaval de 2011 passar.
 O Brasil tem matéria-prima, tem capital humano, tem profissionais sérios e competentes. Mas nos falta uma política abrangente de esporte. Falta uma unidade no trabalho. Tanto a Copa do Mundo como os Jogos Olímpicos são uma excelente oportunidade para que o esporte do país atinja um status digno de sua capacidade. A responsabilidade é de todos. Mas é importante que cada um faça a sua parte. Não podemos falhar! Sob pena de o futuro nos condenar como uma geração de incapazes.

Vereador Aurélio Miguel
Líder do PR
Câmara Municipal de São Paulo

Reportagem | Villa Lobos

Villa-Lobos tem orquidário com 430 espécies

O Parque Villa-Lobos ganhou um orquidário com 430 espécies de orquídeas de várias cores e tamanhos que poderão ser vistas pelos frequentadores. O local contará com 16 mil vasos com diferentes espécies da planta. A estufa foi construída pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e ficará aberta ao público permanentemente, contando com oficinas sobre o cultivo de orquídeas e monitores que vão tirar dúvidas dos visitantes sobre as plantas.
Todos os exemplares expostos no local foram doados pelo Instituto de Botânica de São Paulo. O projeto do orquidário, que foi batizado em homenagem à antropóloga e ex-primeira dama do Brasil, Ruth Cardoso, foi feito pelo arquiteto Décio Tozzi, que se inspirou no formato das ocas das comunidades africanas. O local é rodeado por um espelho d´água e possui uma abertura, no alto, que possibilita a circulação permanente de ar e a entrada de luz natural, ideal para o crescimento das plantas. O Villa-Lobos também ganhou sinalização e identidade visual em 200 placas. 

Reportagem | Terreno no Itaim

Terreno no Itaim permutado por creches?
Moradores protestam

O prefeito Gilberto Kassab anunciou a realização de uma permuta com construtoras, que envolve um terreno de 20 mil m2 no Itaim-Bibi em troca de creches. A idéia é abrir uma licitação no começo do ano que vem para trocar o terreno por creches a serem construídas em diversos locais da cidade escolhidos pela Secretaria de Educação.  O vencedor seria quem oferecesse mais creches em troca da área - a Prefeitura trabalha com  a meta de 200 unidades, suficiente para atender 32 mil crianças.
Moradores do Itaim, e defensores do patrimônio histórico de São Paulo estão se mobilizando contra a decisão do prefeito. O terreno é uma das poucas áreas verdes localizadas no Itaim, tem vários equipamentos públicos e um casarão antigo. Também há reclamações de que o bairro já está saturado demais para mais arranha-céus.
Para o presidente da Associação Preserva São Paulo, Jorge Eduardo Rubies, há o risco também da demolição de uma das poucas construções históricas do Itaim ainda de pé – a casa de campo dos Couto de Magalhães, família que deu origem ao bairro ao comprar boa parte daquelas terras no século 19.
É um absurdo dos absurdos. Por que usar o terreno como permuta se o orçamento da Prefeitura do ano que vem é de R$ 34 bilhões? “Seria possível construir milhares de creches sem ter de destruir nada disso”, afirma Rubies.
O objetivo do prefeito com a troca do terreno é cumprir uma das principais e mais difíceis promessas de campanha: atender 100% das crianças cadastradas para conseguir vagas em creches.
No entanto, será necessário mais do que apenas as 32 mil vagas previstas pela administração na permuta pelo terreno. Segundo a Secretaria de Educação, o déficit em setembro era de 125,4 mil vagas, cerca de quatro vezes mais.

Reportagem | Parque Ibirapuera

PARQUE IBIRAPUERA

Boa opção de lazer nas férias

O Ibirapuera como conhecemos hoje, foi entregue a São Paulo em 21 de agosto de 1954. Atualmente, ele é o parque mais frequentado de São Paulo e com o maior número de atrações. Entre elas o Pavilhão Japonês, Museu de Arte Moderna (MAM), Jardim de Esculturas, Museu de Arte Contemporânea, Oca, Auditório Ibirapuera, Fundação Bienal, Museu Afro Brasil, Planetário, Escola de Astrofísica, UMAPAZ (Universidade Aberta ao Meio Ambiente), Viveiro Manequinho Lopes, Ginásio do Ibirapuera, Escola de Jardinagem, Quiosque da Saúde, Praça Burle Marx, entre outras. Além disso, há várias áreas para atividade física, ciclovia, 13 quadras e playground. E a entrada de cães é permitida.
O aluguel de bicicletas no Parque Ibirapuera é feito próximo ao Portão 3. O responsável pelo serviço é Flávio, que aluga somente bicicletas individuais pelo preço de R$ 5,00 a hora. O seu telefone de contato é 8753-1617.
História do parque 
A região alagadiça (Ibirapuera (ypi-ra-ouêra) significa “pau podre ou árvore apodrecida” em língua tupi; “ibirá”, árvore, “puera”, o que já foi) que havia sido parte de uma aldeia indígena na época da colonização, era até então uma área de chácaras e pastagens.
Já na década de 1920, o então prefeito da cidade - José Pires do Rio - idealizou a transformação daquela área em um parque semelhante aos existentes na Europa e Estados Unidos, como o Bois de Boulogne em Paris, o Hyde Park em Londres ou o Central Park em Nova Iorque. O obstáculo representado pelo terreno alagadiço, no entanto, frustrou a ideia, até que um modesto funcionário da Prefeitura de São Paulo, Manuel Lopes de Oliveira, conhecido como Manequinho Lopes, apaixonado por plantas, iniciou em 1927 o plantio de centenas de eucaliptos australianos, cujo objetivo era a drenagem do solo e a eliminação do excesso de umidade.
Finalmente, em 1951, o então governador Lucas Nogueira Garcez institui uma comissão mista - composta por representantes dos poderes públicos e da iniciativa privada - para que o Parque do Ibirapuera se tornasse o marco das comemorações do IV Centenário da cidade.
A comissão foi criada e o arquiteto Oscar Niemeyer passou a cuidar do projeto arquitetônico do lugar. Roberto Burle Marx se responsabilizou pelo projeto paisagístico.

Serviço: Parque Ibirapuera - Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n. Telefone: 5573 - 4180. Horário de Funcionamento: todos os dias, das 5h às 24h.

Reportagem | Monotrilho Contrato Suspenso

Monotrilho pode ter contrato suspenso

A juíza Celina Kiyomi Toyoshima, da 3ª Varada da Fazenda Pública, concedeu liminar que suspende a assinatura do contrato e a homologação da licitação para as obras da Linha 17 - Ouro do Metrô, ramal que prevê ligação entre o Aeroporto de Congonhas e o bairro do Morumbi por meio do sistema de monotrilho. A iniciativa partiu da Sociedade dos Amigos de Vila Inah (Saviah), que alega falta do projeto básico e licença ambiental para implantação da nova linha de transporte.
Outro empecilho para que a Linha 17 - Ouro seja viabilizada é a recente recomendação do Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo ao governo do Estado para que o processo de licitação seja paralisado. Ainda segundo as duas promotorias, os recursos da Caixa Econômica Federal reservados para o novo ramal, cerca de R$ 1 bilhão, não devem ser liberados devido a ausência do desenvolvimento do projeto básico.
O governador Alberto Goldman declarou na imprensa que apesar de não ter sido  comunicado formalmente sobre a liminar, o processo de licitação não será interrompido. De acordo com ele, apenas está proibido a assinatura de contrato com as empresas que executarão as obras.
A Linha 17 - Ouro funcionará por meio do sistema de monotrilho sobre vias elevadas de até 15 metros de altura, diferente do metrô convencional. Estão previstos R$ 3,17 bilhões em investimentos no ramal, com início dos trabalhos previsto para 2011 e término em 2013.

Reportagem | Pinheiros Enchentes

Pinheiros à espera das enchentes

Com a chegada do verão, antigos problemas ocasionados pelas inundações voltam a fazer parte do cotidiano do bairro.
Todo final de ano, logo quando termina o mês de novembro, os moradores e comerciantes das ruas Fradique Coutinho, Mateus Grou e Joaquim Antunes já começam a se preparar para enfrentar as enchentes, causadas pelas fortes chuvas típicas do verão e que não atingem somente regiões da periferia paulistana. Garagens alagadas, carros boiando nas vias públicas e pessoas impedidas de sair ou entrar no próprio prédio onde moram são apenas alguns dos transtornos gerados pelas inundações.
A ocorrência das enchentes é tão frequente durante o período do verão que obriga os comerciantes a adotarem alternativas para evitar prejuízos. Na Rua Fradique Coutinho, o proprietário da loja Trenzinho Brinquedos Educativos, Alexandre Ito, precisou instalar comportas na entrada do estabelecimento. “Trabalho aqui há cerca de 15 anos e sempre tive problemas com os alagamentos, mas nos últimos tempos a situação vem ficando mais grave. Numa ocasião, a água chegou a invadir a loja quando o piso ainda era de carpete”.
Já na Rua Mateus Grou, as inundações se tornaram a dor de cabeça dos moradores de um edifício erguido no ano passado. “Desde que os primeiros apartamentos foram entregues, já houve seis enchentes na garagem”, reclama a síndica Patrícia Tolentino. Para enfrentar a inundação, ela também teve de recorrer às comportas, mas, sem sucesso. “O bloqueio instalado no portão não é suficiente para reter o volume de água que se acumula quando há chuvas mais intensas”.
Próximo do edifício onde Patrícia mora, os temporais fazem o cruzamento das ruas Mateus Grou e Artur de Azevedo ganharem “chafarizes”, provenientes das galerias e das redes de esgoto, incapazes de conter o excesso de água que recebem. Em fevereiro, o asfalto chegou a se romper devido a pressão sob o solo.
Na Joaquim Antunes, a inundação no trecho entre as ruas Cardeal Arcoverde e Artur de Azevedo chega a 1,5 metro de altura, principalmente embaixo do pontilhão da Rua Teodoro Sampaio. “Há cerca de 30 anos, as enchentes são comuns por aqui, mesmo quando só existiam casas”, diz a secretária da Associação de Moradores da Joaquim Antunes, Clarisse Bergamo Moraes.
Porém, a construção de prédios residenciais e comerciais agravaram o problema dos alagamentos na rua, fazendo com que moradores e comerciantes reivindicassem a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) por causa dos danos provocados. “Quando chove, é impossível entrar ou sair dos prédios e, até hoje, ninguém obteve retorno da Prefeitura”, lamenta Clarisse.

Nas próximas edições, a Gazeta de Pinheiros - Grupo 1 de Jornais abordará as possíveis causas das enchentes nas ruas citadas, além das alternativas para minimizar o problema.

Diego Gouvêa

Reportagem | Meninos do Morumbi

MENINOS DO MORUMBI

De São Paulo para o mundo

Em catorze anos de existência, o grupo Meninos do Morumbi adquiriu uma bagagem respeitável, e as crianças e jovens integrados ao projeto social fundado em 1996 se tornaram requisitados.  “A gente nem precisa mais oferecer nosso shows. Vários interessados vêm até nós”, conta o músico Flávio Pimenta, fundador da ONG.
Sob a coordenação de Pimenta estão jovens músicos, cantores e dançarinos. Há aulas isoladas para cada especialidade e ensaios coletivos que simulam os shows.
Esses meninos já estiveram com grandes líderes mundiais, como o ex-presidente americano George Bush; o ex-secretário de Estado dos EUA Colin Powell; o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e celebridades como Madonna. Já se apresentaram ao lado de nomes como o trompetista Wynton Marsalis; a coreógrafa Deborah Colker; o pianista Marcelo Bratke; os compositores Toquinho, Nando Reis e Jorge Benjor, além da Orquestra Sinfônica da USP.
A abertura de novas vagas, todas gratuitas, ocorre sempre no começo de cada semestre e qualquer menino ou menina de 5 a 12 anos pode inscrever-se. Ao contrário de outros projetos sociais semelhantes, o Meninos do Morumbi não é um espaço exclusivo para crianças e jovens de baixa renda. 
“Aqui temos os que andam 10 quilômetros a pé porque não têm dinheiro para o ônibus e também os que chegam de Mercedes. O desnível social não cria barreiras”, afirma Pimenta.