sexta-feira, 15 de abril de 2011

Fonética - A presidente ou a presidenta?

A presidente Dilma, atendendo às feministas, deseja ser tratada como “presidenta”! O professor Hélio Fontes, de Santa Catarina, não concorda e confessa: “No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o participativo ativo do verbo atacar é atuante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, etc. E mais, diz o professor Fontes: “Qual é o particípio do verbo ser? Resposta: é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade. Assim quando queremos designar alguém para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, a pessoa que preside é presidente e não “presidenta”, independente do sexo que tenha. Assim não podemos dizer e nem escrever, a estudanta, a adolescenta, a pacienta...
A presidenta, não. A presidente, sim. 
O. Donnini, jornalista

O esporte de alto nível não permite erros

Silvia Vinhas
BandSports
Nesta semana participei do programa “Encontro de Craques”, com Beetto Saad, exibido todas as terças-feiras, às 22hs, pelo canal Bandsports. Lá estavam entre outros, Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras; o médico Joaquim Grava, e o hoje comentarista da Band, Denilson. Um dos assuntos abordados foi o tema da minha coluna nos jornais do Grupo 1 e a polêmica “máscara de Neymar”, usada na comemoração do gol marcado contra o Colo-Colo no Chile. Tudo por conta da resposta do conceituado árbitro de futebol e, também colunista do jornal, Sálvio Spínola, em relação ao episódio.
Sálvio destacou a ignorância da maioria dos atletas em relação às regras do futebol. “O futebol de alto nível não permite mais erros que interferem no resultado do jogo e principalmente da competição. O modelo atual da arbitragem é obsoleto e ultrapassado. Pena que as pessoas interessadas em mudar este cenário somente se posicionam quando ocorrem erros que os prejudiquem. Quanto à decisão do ótimo árbitro Roberto Silveira, não tinha outra atitude a tomar, o Neymar já havia sido advertido, não cabendo outra advertência, nem verbal. Está muito bem definido na regra, é uma matéria exata, não cabendo interpretação. Caso tomasse outra decisão que não a segunda advertência com a expulsão, o árbitro seria punido pela comissão de arbitragem”.

Acúmulo de cartões amarelo

Salvio Spinola
Arbitro FIFA
Não é a regra e sim o regulamento da competição que determina a quantidade de cartões amarelo para o jogador ficar fora da próxima partida. No Campeonato Paulista são 3 cartões, como no Brasileiro e Copa Do Brasil. Na Copa Libertadores não há acúmulo de cartão, o jogador não fica fora de uma partida por receber cartões amarelo. Em competições da FIFA, como da Copa do Mundo, normalmente o regulamento determina 2 cartões amarelo para o jogador não jogar a próxima partida.
Tiro livre direto e tiro livre indireto
A diferença de um para o outro é muito simples. No tiro livre direto vale um gol diretamente e no tiro livre indireto não vale um gol diretamente. Para distinguir um do outro, o árbitro tem que levantar o braço no tiro livre direto até que a bola seja tocada por outro jogador ou saia de campo. O impedimento sempre. 
Resposta da pergunta da semana passada:

Em dia de 'touche', kassab engorda partido e abandona São Paulo

Aurelio Miguel
Vereador SP
Conhecido pela maneira lenta e arrastada com que conduz a administração municipal de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab viveu dias de tartaruga 'touche' nesta semana. Obteve significativas vitórias na montagem dos quadros de seu partido, o PSD (Partido Sem Destino). Na Câmara Federal a agremiação deverá reunir até 32 deputados. Se foi rápido e preciso tal qual um esgrimista na constituição de um partido para chamar de seu, ele tem andado a passos de tartaruga na condução das coisas relativas à capital paulista. Aliás, que parece não ser sua.
A nossa metrópole está abandonada. Não há dia sem denúncias sobre o descaso com que os paulistanos e sua cidade são tratados. Uma das últimas diz respeito a um assunto nada novo: a feirinha do Brás. A corrupção, os desmandos, as ameaças campeiam naquele centro comercial que está justamente sob a tutela do prefeito Kassab e seus comandados. Recente matéria da TV Record deixou a “nu” a situação. E o que foi feito? Nada, como sempre.

Muro impede acesso à fonte histórica do Butantã

Desde a recente inauguração da Estação Butantã do Metrô, os moradores do Morro do Querosene começaram a se preocupar com o futuro de uma área verde de 39 mil m² do bairro, visada há alguns anos pelo mercado imobiliário. O terreno, além de ter diversos exemplares de árvores nativas, guarda uma nascente de valor histórico não só para a região do Butantã, mas também para a cidade de São Paulo. Isso porque, bandeirantes do século 16 paravam ali para se refrescar, da mesma maneira que os atuais moradores do bairro faziam na bica do local, até um muro ser construído na rua que permitia acesso ao terreno.

Estudo propõe corredor verde em Pinheiros

Um estudo realizado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, resultou na proposta de criação de corredores verdes na cidade de São Paulo, interligando as subprefeituras da Mooca, Sé e Pinheiros. O objetivo do trabalho é amenizar os efeitos do calor e dos alagamentos na cidade, típicos das épocas mais quentes do ano.
Os corredores verdes são áreas arborizadas – canteiros centrais de avenidas, parques e praças –, interligadas e dispostas em formato linear. Para indicar locais prioritários do estudo, a equipe de pesquisa selecionou as subprefeituras da Mooca, Sé e Pinheiros. “Estas regiões foram escolhidas devido suas diferenças no quesito arborização. Mooca e  Sé possuem baixa quantidade de árvores, já os bairros da região de Pinheiros são conhecidos por terem vegetação significativa”, comenta a gestora ambiental Juliana Amorim da Costa, que coordenou o trabalho.
O resultado do levantamento poderá ser utilizado futuramente pela Prefeitura de São Paulo no planejamento de projetos de combate a pontos de alagamentos e a ilhas de calor, mesmo na região de Pinheiros, privilegiada por muitas áreas verdes.

Arquitetos conhecem bulevar da Rua dos Pinheiros

Na última quarta-feira (13), a Associação de Moradores e Empresários de Pinheiros (AMEPI) apresentou a proposta do bulevar da Rua dos Pinheiros aos primeiros arquitetos interessados em desenvolver o projeto; Guilherme Senra do Valle e Cristina Shahini. Na ocasião, os dois puderam conhecer mais detalhes a iniciativa que prevê uma série de intervenções urbanísticas na via.
O ponto que mais chamou a atenção dos técnicos na iniciativa é a expansão das melhorias do bulevar para áreas do entorno. “O trecho da Rua dos Pinheiros mais próximo ao Largo da Batata e as vias transversais ao longo de toda a extensão, como a Fradique Coutinho, Mateus Grou e Virgilio de Carvalho Pinto também serão beneficiados, pois o projeto não tem apenas influência local”, comentou Senra.

Região está entre as mais visadas pelo mercado

Especialistas do mercado de imóveis começam a definir o perfil das áreas que serão mais procuradas pelo consumidor nos próximos cinco anos. Bairros que mesclam espaços residenciais, comércio e serviços serão os mais visados, isso porque se deslocar em São Paulo ficará ainda mais difícil devido ao número crescente de veículos nas ruas e ao transporte público de baixa qualidade. Portanto, morar e trabalhar na mesma região será um desejo em comum a todos os paulistanos.
Previsto este novo cenário do mercado, as construtoras precisarão se antecipar às tendências de desenvolvimento de algumas áreas da cidade para atrair o consumidor. Antes pouco consolidadas no setor imobiliário, regiões como Butantã, Vila Sônia e Santo Amaro, serão as mais assediadas pelas construtoras, pois com a expansão do metrô e das Operações Urbanas começarão a receber outros tipos de comércio e serviço.
Já regiões como Pinheiros, com infraestrutura pronta, mas sem espaço para se erguer empreendimentos, vão exigir criatividade para serem exploradas. Uma das saídas será o retrofit, processo de modernização e reaproveitamento de espaços já existentes. Este recurso técnico é utilizado principalmente em edifícios antigos e degradados.

Obras paradas degradam Largo da Batata

A Prefeitura de São Paulo paralisou as obras de reconversão urbana do Largo da Batata até que uma nova licitação seja feita para a retomada dos trabalhos. Mas, enquanto os novos contratos não são fechados, a paisagem na região mais degradada do bairro de Pinheiros é de abandono, com lixo espalhado em alguns pontos e tapumes nos terrenos onde há somente mato e entulho.
Além das interrupções frequentes das obras, as áreas que já receberam as intervenções previstas voltaram a se degradar. No calçadão entre as ruas Cardeal Arcoverde e Teodoro Sampaio, os exemplares plantados de árvores da espécie araucária já foram depredados ou não conseguiram se desenvolver.
Já o pouco movimento de pedestres no Largo da Batata proporciona sensação de  insegurança durante a noite, segundo os poucos comerciantes que não foram desapropriados para permitir o início das obras. A Prefeitura de São Paulo agora estima que o projeto de revitalização do Largo da Batata seja terminado em 18 meses a partir da data de retomada do projeto, ainda sem definição.
O projeto de revitalização do Largo da Batata foi concebido em 2001 pelo arquiteto e urbanista Tito Lívio Frascino, vencedor de um concurso aberto pela administração municipal. Porém, as obras começaram apenas em 2007, sendo que a estimativa para sua conclusão era outubro de 2009. Até hoje, cerca de R$ 80 milhões foram gastos com a recuperação urbana da região.

Corredores de ônibus perigosos e sem conservação deixam a desejar

Vias públicas como os corredores de ônibus das avenidas Prof. Francisco Morato e Santo Amaro são motivos de constantes críticas da população, com crateras em toda a sua extensão e péssima conservação do piso adaptado. Para completar o caos no trânsito, o sindicato dos transportadores escolares quer reivindicar da Prefeitura a liberação do tráfego nos corredores para vans e ônibus que transportam estudantes.
De acordo com pesquisa feita com moradores da região metropolitana de São Paulo, os corredores de ônibus pioraram entre 2009 e 2010. O percentual que avalia de forma ruim o estado em que essas vias se encontram subiu de 21% para 23%, enquanto o índice de excelente ou bom caiu de 58% para 52%. Os dados são de uma pesquisa encomendada pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e realizada em novembro.