sexta-feira, 20 de maio de 2011

A tecnologia Wireless substituirá a rede com fio?

Silvio Pereira
Consultor
GlobalNet
Quando falamos de tecnologia de rede sempre pensamos em mobilidade, disponibilidade, confiabilidade, velocidade, controle de trafego e finalmente o desempenho. Juntar todas estas características nem sempre é simples e na falta de uma delas, faz o usuário sentir alguma consequência no acesso aos dados na sua rede ou navegando na Internet.
A rede com fio, com bons produtos e quando bem executada, trás quase todas as características exceto mobilidade e disponibilidade quando o enfoque é mudança. Este tipo de projeto é normalmente demorado e necessita quase sempre de alterações físicas na instalação. Ainda é muito utilizada por empresas por ter baixo custo de aquisição, apesar das alterações físicas, e das limitações de tecnologia das antigas redes wireless.
A rede wireless tem alguns paradigmas, como confiabilidade e velocidade, e desafios a superar como controle de trafego e desempenho. Os fatores mobilidade e disponibilidade são inquestionáveis e são as maiores razões para o uso doméstico e para a pequena empresa.
As novas tecnologias de redes wireless tem trazido maior segurança, menor fator de interferência com outros produtos sem fio, maior alcance e altas velocidades, superando os problemas iniciais. O maior desafio desta tecnologia, que na rede com fio o switch faz muito bem feito, é o controle de trafego de dados. Outro ponto importante a analisarmos é que os produtos disponíveis para rede wireless variam de R$50,00 a R$30.000,00 possuindo características tecnológicas bem distintas.
Somente para ilustrar esta análise, recentemente estou participando de um projeto para redes wireless que chamamos de alta densidade, ou seja, necessitamos de um produto que seja capaz de suportar varias conexões simultâneas com alta velocidade e desempenho para um evento que necessite conectar mais de 1.000 usuários simultâneos.

Brasil Masters de volta

Silvia Vinhas
BandSports
Ex-jogadores campeões das Copas do Mundo de 1994 e 2002 se reuniram para montar um time que deve rodar o mundo nos próximos meses em jogos de exibição e amistosos. O lançamento oficial da equipe Brasil Masters 94.02 aconteceu na cidade alemã de Frankfurt. Os líderes da empreitada são os ex-jogadores Dunga e Paulo Sérgio, que brilharam em equipes alemãs na década de 90 e conquistaram o tetra mundial nos Estados Unidos, em 1994. Eles contam com o apoio de Carlos Alberto Torres, do alemão Lothar Matthaus e do zagueiro Ricardo Rocha. De acordo com o capitão da Alemanha na conquista do Mundial de 1990, os jogadores brasileiros que participaram das Copas de 94 e 2002, podem fazer grandes eventos para os fãs de futebol ao redor do mundo. Os adversários e as datas das partidas ainda não foram definidos pelos organizadores da equipe. Os craques do passado devem atuar em estádios com capacidade de até 30 mil pessoas e contra um combinado ou uma seleção local.
Essa notícia remete a um passado não muito distante. Participei intensamente da época em que Luciano do Valle montou a Seleção Brasileira de Masters com Rivelino, Edu Gil, Gérson, Luis Pereira, Dada Maravilha, e Cafuringa. A primeira Copa Pelé, em 1987, reuniu grandes seleções como Argentina, Uruguai e Alemanha. Na estreia do Brasil diante de mais de 45 mil pessoas, até Pelé esteve em campo, no Pacaembu, na vitória sobre a Itália por 3 a 0. Na decisão, a decepcionante derrota para a Argentina.
Quem teve o privilégio de assistir em algum momento a Seleção Brasileira de Masters jogar, não esquece. Monstros consagrados do futebol dando show de disciplina e humildade. Momentos mágicos. Uma manifestação de amor ao futebol, que, confesso, nunca mais vi.
A nova seleção reedita o sonho de um jornalista que mudou a história do esporte nesse país: Luciano do Valle.
Silvia Vinhas é apresentadora dos programas Magazine e Opinião Livre, dos canais Bandsports e TV Unip, respectivamente. Fale com ela: leitor@grupo1.com.br

Racismo no futebol

Salvio Spinola
Arbitro FIFA
Têm sido crescentes os atos racistas em jogos de futebol. Atitudes lamentáveis. Principalmente por estarmos falando do esporte que consagrou um negro como o atleta do século, com seus dribles, grandes jogadas e por fazer mais de 1.000 gols. Os árbitros têm um papel fundamental no combate a esta prática. Ao perceber estes atos, têm que tomar atitudes severas. Quando praticadas por torcedores, interromper o jogo e solicitar ação da polícia. Quando praticado por jogador deve expulsá-lo imediatamente. E, nunca deixar de relatar para o Tribunal Desportivo aplicar as sanções.
Resposta da pergunta da semana passada:
Alternativa C. Não há previsão legal de quantidade de faltas. Se o árbitro perceber prática de jogadores da mesma equipe fazendo faltas leves, pode punir independente da quantidade.
Pergunta para próxima semana:
Em um bola ao chão para reiniciar o jogo, o jogador chuta a bola antes dela tocar no solo e a bola entra no gol adversário, o que deve marcar o árbitro?
a)      gol
b)      repetir o bola ao chão
c)       tiro de meta
O leitor Henrique Soares, do Tatuapé, pergunta:
Estou disputando um campeonato na faculdade e fiz um gol chutando a bola que iria para fora, na trajetória bateu no zagueiro e entrou no gol, o árbitro considerou gol contra, está correto? Normalmente não consideramos gol contra quando a bola bate no adversário e entra. Temos como conceito de gol contra quando o jogador chuta ou cabeceia a bola para seu próprio gol.

Justiça - O exemplo não vem de cima

A maior Corte Judiciária do País, o Superior Tribunal Federal (STF), vai ficar uma semana “fechado” porque quatro ministros vão a Washington jantar na embaixada brasileira no evento batizado de  “US-Brazil Judicila Dialogue”, reunião de magistrados brasileiros e norte-americanos.
No fundo, no fundo, é uma fuga de Brasília, pois a carga de julgamentos é infernal, e ninguém é de ferro. Mas o dinheiro desse passeio de onde vem? Ora, pois, pois, é do caixa do governo, ou seja, nosso dinheiro. E mais, ministros só viajam de 1ª classe e com as esposas (os).
Em qualquer país sério, ou Corte séria, o exemplo vem de cima. Vão a uma convenção? Paguem as despesas dos próprios bolsos, pois sabemos que tudo isso não passa de um passeio – convenção? – só um dia, os demais... passeios.
Esses ministros percebem os mais altos soldos; têm casa, comida, transporte, viagens, empregados – domésticas, motoristas, veículos, consumo de gasolina, tudo, tudo pago pela União. Nunca metem a mão no bolso. Seus vencimentos, cerca de R$ 30 mil/mês, vão para aplicações financeiras. Ao serem aposentados vão pertencer à classe dos milionários. Os membros do Supremo, como funcionários públicos, se aposentam aos 70 anos, mas os seus ganhos mensais vão até a morte, e neste caso, as viúvas (os) vão receber, por sua vez também até a morte.
É uma forma da família ficar milionária em vida, 20/30/40 anos, todos guardando e aplicando, essa verba que ultrapassará os milhões de reais. Duvida? Então faça as contas.
Gaston Bonnet, jornalista.

AJORB visita presidente da Câmara que reafirma parceria

No último dia 16, o presidente da AJORB- Associação dos Jornais e Revistas de Bairro de São Paulo (Que congrega 61 filiados dos jornais mais tradicionais e cinquentenários da capital), Egydio Coelho da Silva, acompanhado do presidente do SINDJORB -Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas de Bairro de São Paulo-, Antonio Carlos Cimino e dos diretores das entidades José Carlos Gutierrez, Marcos Silva (Gazeta de Pinheiros) e Wilson Donnini (Grupo 1 de Jornais), estiveram visitando o presidente do legislativo paulistano, vereador José Police Neto, que esteve na reunião acompanhado do diretor  de comunicação externa da Câmara, Carlos Marchi e da jornalista Alexandra Penhalver, assessora de imprensa da presidência. Na oportunidade Police Neto reafirmou a parceria com os jornais de bairro para divulgação dos eventos e campanhas do legislativo, inclusive do que está em curso sobre a Ouvidoria do legislativo. Também falou da importância dos jornais de bairro para a cidade e para os vereadores paulistanos, pois concluiu são o melhor caminho para se falar com a comunidade regional.  
Crédito da Foto: Fernando Manzano /CMSP

Cidade limpa, mas de mãos ao alto

Aurelio Miguel
Vereador SP
Uma das raras iniciativas da atual administração pública municipal é a Lei Cidade Limpa. Votei a favor dela quando ela foi submetida à apreciação da Câmara Municipal de São Paulo. Sua aplicação deu resultados excelentes no sentido de despoluir visualmente a capital paulista. Foram estabelecidas regras rigorosas de modo a não permitir que a situação voltasse a se deteriorar.
Mas como quase tudo o que acontece no mandato de Gilberto Kassab também a Lei Cidade Limpa tem problemas. Ao ser estabelecida, novas exigências tiveram que ser atendidas pelos responsáveis por estabelecimentos comerciais, industriais e de serviço paulistanos. Placas, fachadas, vitrines e outros tipos de indicativos de marcas, funções, atividades e publicidade ganharam limites a serem obedecidos. Ótimo! Mas nem tanto.
Ao legislar com o objetivo de contribuir para a despoluição visual da cidade, o prefeito se esqueceu de que mais importante do que criar Leis é transformá-las em usos e costumes de sua população. Passada a novidade provocada pela Lei Cidade Limpa, ao invés de aproveitar seu sucesso para torná-la perene, investindo na sua divulgação e de seus mecanismos de funcionamento, a Prefeitura fez-se de muda. Preferiu investir no esquecimento para em seguida voltar a carga com a sua sanha arrecadadora.
Hoje o que se vê é o corpo de fiscalização do prefeito Gilberto Kassab apostando na desinformação gerada pela inatividade do Executivo municipal. O prefeito colocou sua equipe de fiscais na rua que com bloco de autuação nas mãos caça irregularidades no cumprimento da Lei Cidade Limpa. Isso é no mínimo uma enorme falta de consideração com aqueles que contribuem para o crescimento e fortalecimento de São Paulo.
É preciso estar alerta quanto a esse verdadeiro descalabro promovido pelos comandados de Kassab. O Cadan, licença para a liberação de anúncios e fachadas, ainda é uma exigência válida. Assim como outras regras precisam ser respeitadas. Como forma de contribuir para uma melhor informação de nossos cidadãos farei circular por diversas regiões da cidade uma cartilha explicativa. A Prefeitura prefere multar ao invés de informar. Se cuidar do dinheiro público é uma coisa séria, não avançar sobre o dinheiro do cidadão deveria ser uma obrigação de um gestor das coisas públicas.
Aurélio Miguel - Líder do PR na Câmara Municipal de São Paulo

Presidente do Metrô na Comissão de Política Urbana da Associação Comercial

Em encontro na CPU (Comissão de Política Urbana), o presidente do Metrô, Sérgio Henrique Passos Avelleda, discorreu sobre o cronograma das obras de todas as linhas do Metrô. Abordou assuntos polêmicos como o metrô em Higienópolis, cuja decisão da estação deverá sair em novembro, e também sobre a paralisação das obras da Linha 5 - Lilás, com denúncia de indícios de fraude, levando à suspensão da contratação das empresas que iriam construir essa linha.
Teruo Yatabe, Ricardo Granja e José Sérgio Toledo Cruz, diretores da Associação Comercial de São Paulo e do Grupo1 de Jornais, compareceram à reunião, bem como os representantes das distritais e convidados.
O presidente Avelleda foi muito elogiado pela sua exposição e respondeu, satisfatoriamente, às perguntas dos presentes sobre todos os assuntos referentes a obras e planejamentos futuros do Metrô.

Especulação imobiliária ameaça esportistas

A missão do paulistano em encontrar um local para disputar partidas de tênis e futebol society será cada vez mais difícil com a especulação imobiliária pela qual vem passando as regiões de Pinheiros, Butantã e Santo Amaro.  Na Vila Leopoldina, zona Oeste, a Máster Tênis, em funcionamento desde 1999, tem seus dias contados. A academia de 6.000m2 deve fechar a portas em julho, abrindo espaço para a construção de um prédio comercial no mesmo terreno.
Nos últimos três meses, sete outros grandes complexos para a prática do jogo na cidade tiveram o mesmo fim. Segundo estimativas, mais vinte quadras sofrem idêntica ameaça. Fenômeno semelhante ocorre na área do futebol society, que perdeu mais de sessenta campos na Capital desde 2008. O vilão por trás do desaparecimento dos espaços é o mesmo: a especulação imobiliária.
O ex-tenista Fernando Meligeni explica que as construtoras estão comprando os negócios esportivos porque eles ficam em espaços imensos, normalmente em lugares planos e perto de uma vizinhança com alto poder aquisitivo. Mais emblemático ainda foi o fim das atividades da Mayer Tennis, na Granja Viana. Lá eram realizadas clínicas de treinamento e importantes torneios. Há três anos, os tratores passaram sobre as redes das dez quadras. Uma construtora assumiu a propriedade e ergueu ali um condomínio de 59 casas. Depois disso, Marcelo Meyer, ex-dono do complexo esportivo, resolveu deixar a atividade. Ironicamente, passou a ganhar a vida atuando como empreendedor imobiliário.

Parque Ibirapuera - Lazer, arte e atividades esportivas

O Ibirapuera como conhecemos hoje, foi entregue a São Paulo em 21 de agosto de 1954. Atualmente, ele é o parque mais frequentado de São Paulo e com o maior número de atrações. Entre elas o Pavilhão Japonês, Museu de Arte Moderna (MAM), Jardim de Esculturas, Museu de Arte Contemporânea, Oca, Auditório Ibirapuera, Fundação Bienal, Museu Afro Brasil, Planetário, Escola de Astrofísica, UMAPAZ (Universidade Aberta ao Meio Ambiente), Viveiro Manequinho Lopes, Ginásio do Ibirapuera, Escola de Jardinagem, Quiosque da Saúde, Praça Burle Marx, entre outras. Além disso, há várias áreas para atividade física, ciclovia, 13 quadras e playground. E a entrada de cães é permitida.
O aluguel de bicicletas no Parque Ibirapuera é feito próximo ao Portão 3. O responsável pelo serviço é Flávio, que aluga somente bicicletas individuais pelo preço de R$ 5,00 a hora. O seu telefone de contato é 8753-1617.
História do parque 
A região alagadiça (Ibirapuera (ypi-ra-ouêra) significa “pau podre ou árvore apodrecida” em língua tupi; “ibirá”, árvore, “puera”, o que já foi) que havia sido parte de uma aldeia indígena na época da colonização, era até então uma área de chácaras e pastagens.

Homenagem ao Dr. Alfredo Mesquita

Estreou ontem (19) no Teatro Alfa um projeto cênico que visa homenagear O Dr. Alfredo Mesquita através de sua própria obra. 3 CASAS resgata a memória deste que foi uma das mais importantes personalidades das Artes Cênicas de São Paulo, jornalista que se dedicou à dramaturgia, direção, crítica jornalística (e também articulista) assim como criador da primeira escola de teatro de São Paulo, Escola de Arte Dramática (EAD), docente e literato.
Com isso, foi criado e produzido um espetáculo teatral com uma proposta inovadora e desafiadora: o tríptico teatral. Uma proposta que, inspirada na paixão de Dr. Alfredo pelo teatro, incentiva uma nova forma de criação e direção teatral. A proposta se inicia na produção do texto dramático inspirado livremente em contos de Dr. Alfredo Mesquita. Três autores, reconhecidos por suas obras, foram convidados a escrever três textos que, a princípio, parecem ser independentes. Os mesmos autores dirigiram seus textos, e criou-se coletivamente uma única dramaturgia cênica, sem que isso interferisse na construção poética de cada um. São eles Nosso Filho de Gabriela Rabelo – inspirado em Nosso Filho, Esperança de Família de Calixto de Inhamuns – inspirado em A Esperança de Família e A Suruba e Xale Roxo de Paulo Faria – inspirado em Xale Roxo e Cavação.
Cada autor assinou uma parte do tríptico, mas unidos assinam o espetáculo, que foi ambientado numa sala de ensaio, num camarim, no universo da construção teatral, onde o mesmo elenco conta três histórias sobre a São Paulo ambientada na década de 1930-40, no momento em que a cidade se verticaliza.
A escolha dos atores foi feita pelos três diretores em conjunto, pois o mesmo elenco será interprete nos três “módulos” do Tríptico. O mesmo ocorreu com relação aos criadores de áreas específicas (luz, cenário, figurino, etc.). O desafio aqui é que, trabalhando com a mesma equipe, o posicionamento de cada diretor, sua poética – o seu imaginário criativo – e suas experiências sejam respeitados.