sexta-feira, 27 de maio de 2011

Arbitragem no Campeonato Paulista

Salvio Spinola
Arbitro FIFA
Acompanho a arbitragem do Campeonato Paulista desde 1990, eu já atuei como árbitro em 16 campeonatos, e posso dizer, com segurança, que neste ano vi a melhor arbitragem de todos os anos. Teve o principal requisito que se exige de uma arbitragem: a legitimidade dos resultados. Inquestionável o resultado dos classificados, do campeão e das equipes rebaixadas para a segunda divisão. Requisito que também vi em outros campeonatos. Mas o Paulistão de 2011 teve muito mais. Vimos o surgimento de novos árbitros e principalmente árbitros assistentes, onde demonstraram grande talento. Também vimos uma pluralidade de árbitros durante o campeonato. E, os oito jogos decisivos, das quartas de final, semi-finais e nas duas decisões do título, foram partidas apitadas por oito árbitros diferentes. Assim deve ser o modelo de arbitragem para um campeonato: quantidade de árbitros com qualidade, evitando o desgaste e a repetição de árbitro, proporcionando ao profissional do apito uma carreira mais longa. A experiência com árbitros adicionais atrás do gol mostrou ser muito positiva, fortalece a tomada de decisão.
Resposta da pergunta da semana passada:
Alternativa C. Deve repetir o arremesso lateral, porque a bola não entrou em jogo.
Pergunta para próxima semana:
Qual a largura das linhas que marcam o campo de jogo?
a)      21 cm no máximo.
b)      Pode ser de qualquer largura.
c)       Da mesma largura da trave, tendo no máximo 12 m.
O leitor Marcelo Rocha, da Vila Sônia, pergunta:
Se no início do jogo chutar a bola diretamente ao gol adversário e a bola entrar, este gol é válido? Sim, do tiro de saída é válido um gol diretamente.

Polícia x trânsito x bombeiros

Não há mais condições de trabalho e atendimentos urgentes para a polícia de São Paulo, diante do caos no trânsito. É impossível para a polícia perseguir um criminoso em veículo ou em uma moto diante do difícil trânsito. A solução é policiar com motos de altas cilindradas, para poder alcançar o bandido quando de moto ou de carro.
Damos como exemplo e rapidez, os atendimentos feitos pelos bombeiros. “Das 1.157 ocorrências de março deste ano, 294 foram feitas por bombeiros pilotando motocicletas do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e o Corpo de Bombeiros”, segundo Cristiane Bonfim, no jornal O Estado de S. Paulo.
A parceria recente entre o Corpo de Bombeiros e SAMU, já mostrou eficiência no atendimento de emergência.  As motocicletas são equipadas com acessórios de primeiros-socorros como desfibrilador cardíaco, tubo de oxigênio e medidor de pressão, entre outros. Atualmente são quatro duplas de bombeiros com as chamadas motolâncias (inv.ambulância) e, segundo o coordenador do SAMU, Paulo Kron, a parceria tem como objetivo reduzir o tempo de atendimento e, por conseguinte, a mortalidade precoce das vítimas.
“Diminuir o tempo de espera do solicitante ajuda a salvar vidas. Nas motos, os bombeiros, além de dar os primeiros atendimentos, já informam à central sobre a gravidade do caso e a necessidade da ambulância”, disse o capitão Miguel Jodas, do Corpo de Bombeiros.
O. Donnini, jornalista

Trabalho da Sabesp está sob suspeita enquanto o cidadão corre riscos e coleciona prejuízos

Aurelio Miguel
Vereador SP
O trabalho da Sabesp deveria ser tão cristalino quanto a água tratada que essa empresa promete entregar nos lares paulistanos. Mas em boa parte de suas ações, a atuação dela é tão clara e ‘perfumada’ como o material que ela despeja sem nenhum cuidado no já poluído rio Pinheiros. Para tentar desvendar o mistério das águas dessa empresa de capital misto e com ações na Bolsa de Valores é que estou acionando a Secretaria de Habitação de São Paulo, responsável pelo Fundo Municipal de Saneamento Ambiental e Infraestrutura. A Câmara Municipal de São Paulo tem que ser informada sobre todas as suas atividades. Como vereador e cidadão quero saber de onde vem as verbas destinadas a empresa, para onde elas vão e onde ficam depositadas. E, claro, como e se são aplicadas.
É senso comum associar a poluição por esgoto a céu aberto e sem tratamento a favelas e habitações de comunidades mais carentes. Mas isso é um engano. Pode parecer absurdo, mas o esgoto de bairros endinheirados como Panamby, Cidade Jardim, Real Parque e Morumbi deságuam ‘in natura’ no Rio Pinheiros. O esgoto de pobres e ricos polui da mesma forma. Diversas reportagens deste jornal já demonstraram esse pecado ambiental. É preciso saber para qual esgoto seguem as verbas milionárias destinadas ao saneamento ambiental em nossa cidade. Por isso mesmo estou exigindo das autoridades responsáveis informações urgentes.

Deputados e vereadores se manifestam sobre a CPI na Sabesp

Depois do silêncio da Sabesp, presidida por Dilma Pena, é a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, que tem como secretário Edson Giribone,  que faz vistas grossas para as supostas denúncias de irregularidades. Deputados como Geraldo Cruz e Carlos Zarattini protestam e denunciam no plenário. Vereadores paulistanos, como Aurélio Miguel  também querem ouvir a estatal e apurar os serviços de qualidade duvidosa oferecidos à população. Após inúmeras matérias publicadas em todos os jornais do Grupo 1 (Gazeta de Pinheiros, Jornal do Butantã, Morumbi News, Tribuna de Santo Amaro e São Paulo News), fundamentadas e sem nenhuma resposta por parte da Cia. e Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a comunidade da região Sudoeste solicitou aos deputados estaduais estudos para a realização de CPI na Assembleia Legislativa a fim de apurar supostas irregularidades na Sabesp, com prejuízos a toda a população de São Paulo, devido a taxas duplamente cobradas (fornecimento de água e “afastamento” de esgoto e sem tratamento adequado, despejado in natura nos rios Tietê e Pinheiros)  e com serviços de qualidade duvidosas do anunciado. Foram enviadas as matérias “Por que a Sabesp continua jogando esgoto in natura no Rio Tietê, publicada em 6 de maio do corrente; “Esgotos de áreas nobres são despejados pela Sabesp no Rio Pinheiros”, de 13 de maio; “Crise crônica no abastecimento de água da zona Sul”, de 26 de março; “Esgotos in natura são despejados em córregos e rios”, de 18 de março e “Billings recebe 400 toneladas de lixo por dia, mais metais pesados. Tratamento ‘purifica’ a água?“, de 27 de outubro de 2010.  

Obras na Francisco Morato só terminam em novembro

As obras de substituição do asfalto pelo piso de concreto no corredor de ônibus da Avenida Professor Francisco Morato começaram a dificultar o trânsito na zona Oeste da Capital. Os motoristas que circulam por estas vias sentem dificuldade principalmente nos horários de pico, das 7h às 10h e das 17h às 20h. Os trabalhos devem durar cerca de 20 dias no trecho bloqueado e até novembro no restante da via, sentido Centro.
A etapa atual das obras compreende uma extensão de 800 metros da faixa da esquerda da Francisco Morato, entre as ruas Aparaó e Edmundo Scannapieco, na pista em direção à Avenida Eusébio Matoso. Diariamente, passam pelo corredor 15 linhas municipais, que agora circulam pela faixa da direita, enquanto os veículos da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) foram transferidos para a Avenida Eliseu de Almeida.
Como alternativa, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) orienta os motoristas a utilizarem a seguinte rota: ruas Aparaó, Comandante Lira, Lício Marcondes do Amaral e Três Irmãos. Uma segunda opção é o trajeto pelas avenidas Eliseu de Almeida e Giovanni Gronchi, além da Rodovia Raposo Tavares. 
A troca do piso de asfalto pelo de concreto será feita também nas avenidas Eusébio Matoso e Rebouças, durante as férias de julho e de dezembro, quando também começam os trabalhos na Rua da Consolação, última etapa, com entrega estimada para maio de 2012. A reforma no corredor de ônibus está orçada pela Prefeitura de São Paulo em R$ 22,9 milhões.

Shoppings apresentam má qualidade no ar

Dos 50 grandes shoppings da cidade de São Paulo, 21 deles já passaram por fiscalização da qualidade do ar, mas apenas dois tiveram o processo finalizado com sucesso. Os 19 restantes continuam com alguma irregularidade ou em fase de adequação do sistema de ar-condicionado, que pode, na verdade, ser uma armadilha para a saúde. Os riscos vão de doenças pulmonares a alérgicas.
Por lei, ambientes fechados com grande movimento de pessoas têm de ter um sistema de ar-condicionado que funcione em perfeito estado.
As fiscalizações começaram depois de um termo de cooperação formado em 2004 entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), mais conhecida como Vigilância Sanitária.
Sempre me duplas, comportando-se como clientes comuns, os auditores passaram quatro horas sem cada local. A missão que tinha era simular compras, inspecionar vitrines e banheiros, percorrer áreas comuns e interagir com seguranças e funcionários.
“O que mais nos chamou a tenção foi a falta de limpeza em banheiros de empreendimentos requentados, como o Pátio Paulista, e o despreparo de boa parte dos seguranças, incapazes de dar informações  básicas”, conta o presidente da Associação Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC), Alexandre Diogo.
Na classificação dos 21 estabelecimentos avaliados, os shoppings Cidade Jardim, Ibirapuera e Morumbi Shopping ficaram entre os excelentes. O Continental, Iguatemi, Bourbon, Jardim Sul, Villa-Lobos, Interlagos, SP Market, Eldorado e Pátio Higienópolis, entre os satisfatórios. Já os Pátios Paulista, Butantã e West Plaza estão na lista dos insatisfatórios.

Rua dos Pinheiros - AMEPI apresenta projeto do bulevar à CET

A Associação de Moradores e Empresários de Pinheiros (AMEPI) se reúne hoje (27), com representantes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para debater itens técnicos do projeto que prevê a implantação de um bulevar na Rua dos Pinheiros. O encontro com representantes do órgão é necessário, visto que qualquer projeto urbanístico proposto na cidade de São Paulo precisa ter os impactos no trânsito avaliados.
No que se refere ao bulevar da Rua dos Pinheiros, a AMEPI mantém intenso contato com a CET sobre a iniciativa desde o início do ano. “Já encaminhamos as principais informações do projeto, e a reunião será uma etapa importante no procedimento de viabilização do bulevar”, afirma o membro do Conselho Deliberativo da entidade Nelson Terra Barth.
Outra novidade da AMEPI, é que até o próximo dia 4, será finalizado seu processo de fundação oficial, por meio do envio de informações dos seus 93 membros ao 8º Cartório de Registro Civil e Pessoas Jurídicas.  
Moradores e comerciantes da Rua dos Pinheiros podem conhecer mais detalhes sobre o bulevar pelo e-mail analucia@grupo1.com.br ou pelas reuniões da AMEPI.

USP terá segurança reforçada da PM

Após o assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, 24, no estacionamento da Faculdade de Economia da USP na semana passada, houve uma determinação da direção da faculdade para que os alunos não fiquem dentro dos veículos. Os estudantes agora evitam parar os carros ali e adotaram o costume de ir em grupos até os seus veículos.  
O reitor da USP, João Grandino Rodas, defende a atuação da Polícia Militar no campus, o que é motivo de debates entre os alunos. A PM planeja promover ações específicas para a universidade, como reforço do patrulhamento próximo aos estacionamentos, rondas policiais de bicicleta de dia e policiamento a pé na área das agências bancárias do campus no Butantã. A instalação de base comunitária também é estudada.
O aval para a PM atuar dentro da Cidade Universitária foi concedido pelo Conselho Gestor do Campus da USP, em reunião extraordinária com o reitor. Após a decisão quase unânime – dois dos 40 conselheiros votaram contra -, uma nova reunião deve ser convocada para  definir como será e quando entra em vigor a parceria com a PM. 
“Será elaborado um protocolo para definir os limites da ação policial e a polícia estará no campus o mais rápido possível”, disse o presidente do Conselho Gestor, José Roberto Cardoso.
Para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP, que votou contra a presença da PM, trata-se de “medida oportunista”. “A cidade toda é policiada e não é isso que resolve a questão”.

Avenida Eliseu de Almeida continuará abandonada e com crateras

Apesar de toda a campanha de moradores e usuários da importante via, a Prefeitura informa que só o ano que vem iniciará as obras de recapeamento. Buracos enormes, lombadas e imperfeições no piso, não motivam o Executivo a iniciar imediatamente as obras, que deveriam ser prioritárias e estavam prometidas para este ano.
Usuários, moradores e pedestres que utilizam a  Avenida Eliseu de Almeida  reclamam da situação da via. Buracos, asfalto irregular e falta de sinalização são algumas das queixas. A avenida é o principal acesso de quem vem de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, e da Rodovia Régis Bittencourt para São Paulo. Com a proibição dos caminhões na Marginal Pinheiros e no Morumbi, o trânsito pesado foi transferido para o Butantã.
“A calçada é ruim, você só vê lixo. Asfalto ruim, lombada com a pintura apagada”, reclama a auxiliar de produção Maria Aline de Oliveira. “Eles tapam um buraco e cria um desnível. Se você andar a pista inteira, vai ver a situação”, completa ela.

Associações ‘lutam’ por seus territórios

Sem muito alarde, a elite de São Paulo tem feito valer sua vontade ante projetos que podem alterar o cotidiano de seu bairro. Em geral, as estratégias vão de reuniões de pequenos e influentes grupos à contratação de advogados e consultores.
Em Higienópolis, a área mais valorizada da região central, um dos temores dos 3.500 signatários era que a estação, que seria instalada na Avenida Angélica, atraísse camelôs e aumentasse o número de “ocorrências indesejáveis”. Só que o pleito ganhou ares de luta de classes com a adição de uma expressão, “gente diferenciada”. Um protesto bem-humorado, chamado de “Churrasco da Gente Diferenciada”, conquistou 55 mil adeptos no Facebook e levou cerca de 600 pessoas às ruas do bairro. Até a semana passada, o governo afirmava que o projeto da estação seria deslocado para a Rua Sergipe.
No Morumbi, em junho do ano passado um boato que se alastrava havia alguns meses pelos arredores da Avenida Jorge João Saad foi confirmado. Um monotrilho – trem que circula por um viaduto de concreto – passaria pela região, o que segundo a companhia do Metrô, a obra garantiria a qualidade ambiental e melhoraria o trânsito na região.